Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2021
Teatro

“E Nós Que Amávamos Tanto A Revolução” entra em exibição presencial

Peça assinada pelo Grupo Jurubebas teve estreia virtual em agosto e será apresentada de 10 a 21 de dezembro, em todas as zonas de Manaus



N_colas_e_Jorge_F31B234C-2DE4-4077-B00C-9AFF84ABB610.jpg Espetáculo conta a história de dois primos que descobrem segredos políticos da família (Foto: Cesar Nogueira/Divulgação)
05/12/2020 às 17:11

Após uma temporada virtual de dois meses iniciada em agosto, o espetáculo “E Nós Que Amávamos Tanto A Revolução”, do Grupo Jurubebas, se prepara para ocupar diversos espaços da capital amazonense em uma circulação por seis locais – um em cada zona de Manaus. O circuito gratuito de apresentações vai ocorrer de 10 a 21 de dezembro, em horários diversos, nos espaços culturais Uatê, Casa de Artes Trilhares, Centro Cultural do Coroado, Casa Teatro Taua Caa, Casarão de Ideias e na sede do Grupo Jurubebas, localizada na Rua Comandante Norberto Von Gal, 178, Da Paz.

Para o ciclo presencial a peça, cujo elenco é formado pelos atores Jorge Ribeiro, Nícolas Queiroz e Raiana Prestes, agora integra um novo ator à sua trama: Gabriel Lummertz. “O espetáculo seguirá dois formatos: o habitual, com as referências mantidas da primeira versão apresentada na temporada; e uma mais curta e contemporânea. Jorge Ribeiro e Gabriel Lummertz dividem o mesmo personagem na obra. Cada um dos atores vai apresentar a sua versão do grande vilão da trama”, aponta o diretor do espetáculo, Felipe Maya Jatobá.



Enredo

O espetáculo conta a história dos primos Wlad (Nícolas Queiroz) e Stuart (Jorge Ribeiro/Gabriel Lummertz). Após a morte da avó Angélica (Raiana Prestes), eles descobrem ser de uma família dividida por ideais políticos diferentes, e com isso, há um grande segredo -  relacionado ao período da ditadura militar no Brasil. A partir disso, o Grupo Jurubebas busca causar reflexões por meio da polaridade política.

“Estamos vendo um Brasil dividido pelos diferentes ideais de nação e muitas famílias divergindo sobre o mesmo tema, fragilizando ainda mais essas relações afetivas. A partir desse princípio, buscamos integrar ao nosso discurso a polarização política histórica, que ocorreu também no período da ditadura militar no Brasil”, comenta Felipe.

Em um momento de fortes debates políticos, a importância de falar sobre o tema se justifica, conforme o diretor. “Cazuza em suas canções já trazia ‘Ideologia, Eu quero uma pra viver’. Assim, a juventude se encontra atualmente vivenciando momentos históricos e que marcam uma verdadeira revolução no pensamento crítico e construção dessas ideologias. ‘E Nós Que Amávamos Tanto A Revolução’ torna-se ainda mais necessária dentro de um contexto eleitoral, onde candidatos defendem seus ideais em busca de uma Manaus que atenda às necessidades da população”, diz ele.

Jatobá destaca ainda que o teatro, além de artístico, é político. “O nosso espetáculo surgiu dentro desses contextos históricos: uma pandemia global, teatro virtual se popularizando nas redes, um País dividido entre duas ideologias e suas ramificações; e um futuro incerto, momento que historicamente se revela como um grande impulsionador de criatividade”, acrescenta.

Espaços físicos

Pela primeira vez, a obra contará com público presencial. E algumas adaptações serão feitas até na própria encenação, para que o espectador sinta-se seguro e confortável antes,  durante e após a experiência teatral.

“Uso de EPI's e distanciamento entre lugares que poderão comportar somente 50% da capacidade de público também serão respeitados, como forma de combate à disseminação do novo coronavírus. Serão experiências novas que proporcionarão diversas mudanças em signos importantes e que terão uma releitura para não compromenter o corpo do trabalho artístico, mas também cultivar a volta do público para esses espaços que serão visitados pela circulação”, afirma Felipe.

Um dos objetivos com a circulação da obra, aliás, é fomentar a volta dos espaços culturais que foram prejudicados durante a pandemia. “O retorno do espectador a esses espaços é de fundamental importância para a subsistência deles. É onde ‘E Nós Que Amávamos Tanto A Revolução’ entra, integrando a programação cultural das seis zonas de Manaus”, finaliza Jatobá.

Apoio

O espetáculo foi contemplado pelo "Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2020 - Lei Aldir Blanc", da Prefeitura Municipal de Manaus com recursos advindos da Lei Emergencial Aldir Blanc, através da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 Programação

10 e 11 de Dezembro - 20h - Sede do Jurubebas (Rua Comandante Norberto Von Gal, 178, Da Paz)

12 e 13 de Dezembro - 20h - Casa de Artes Trilhares (Rua Belo Horizonte, 1408, Adrianópolis)

14 e 15 de Dezembro - 16h - Centro Cultural Sidney Cerdeira (Rua São Pedro, Coroado 2)

16 e 17 de Dezembro – 21h -  Casarão de Ideias (Rua Barroso, 279,  Centro)

18 e 19 - 20h -  Casa Teatro Taua Caa (Rua Santa Eliana, 130, Santa Etelvina)

20 e 21 de Dezembro – 20h - Espaço Uatê (Av. Rodrigo Otávio, 1381, São Lázaro)

 

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.