Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
Vida

Pela 1ª vez em Manaus, evento 'Escolhi Esperar Fest' traz DJ PV e outras atrações do mundo gospel

Evento será realizado pela primeira vez em Manaus, neste sábado, no Centro de Convenções Canaã



1.jpg DJ PV já fez turnê em sete países e tem 40 milhões de visualizações no Youtube
10/12/2015 às 10:43

As batidas do DJ PV, 25, um dos mais conhecidos no meio gospel brasileiro, voltarão a agitar Manaus. Ele é um dos convidados do “Escolhi Esperar Fest”, neste sábado (12), às 22h, no Centro de Convenções Canaã — avenida General Rodrigo Otávio, Japiim, Zona Sul.

O evento já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás, respectivamente. Além de tocar o sucesso que o colocou em evidência, “Som da Liberdade”, ele lançará o novo álbum “Som da Liberdade 2.0”.

“É um evento diferenciado até do que vemos no meio cristão, porque tem atrações que focam no conteúdo. É uma festa temática especial; todos vão de branco para simbolizar pureza, santidade e unidade”, disse, em entrevista por telefone.

“É o mesmo padrão de qualidade em todo ao País, tem programação e palavras especiais. É uma proposta saudável, não um lugar com ‘pegação’, drogas ou álcool. As pessoas vão ali para expressar o amor de Cristo e fazer amizades”, completou.

Primeiro “disc jockey” a ser contratado por uma gravadora — Sony Music, no início de 2015 —, Pedro Victor Ferreira iniciou a carreira na igreja, onde era líder de um grupo de jovens, há quase uma década.

Na época, o movimento era novo e incomum no meio evangélico. Porém, reconhecido pelo trabalho missionário e ações sociais, não teve barreiras para introduzir a música eletrônica nas celebrações dentro e fora das congregações goianas.

“Nasci em lar cristão. Comecei a fazer trabalhos dentro da igreja no grupo de jovens, evangelismo e missões urbanas, com teatro, hip hop e dança. Resolvi editar algumas músicas no meu computador e me aprofundei. Eu era líder do meu grupo e achei que seria uma forma de falar a ‘linguagem’ dos jovens”, lembrou, ao ressaltar que a aceitação foi espontânea. “Não tive preconceito na minha igreja, meus pastores acharam legal”, completou.

Porém, o artistareconheceu que ainda há resistência de algumas igrejas mais tradicionais e de pessoas que não conhecem a essência do trabalho, que já tem mais de 40 milhões de visualizações na soma de todos os vídeos já postados no Youtube.

Por isso, faz questão de ressaltar que a música é apenas uma ferramenta para apresentar Jesus Cristo à juventude. O foco, declarou, não é apenas entreter, mas evangelizar.

“Minha bagagem não é musical e, sim, missões urbanas. O preconceito é mais de quem não conhece a minha história, trajetória. Se uma pessoa vê um vídeo das festas na Internet, ‘cai de paraquedas’; acha que é uma boate, porque não ouviu a Palavra ministrada mais cedo, antes da música”, afirmou.

“Para o pessoal que já nos conhecia pelo trabalho missionário, não foi um escândalo. Quando lançamos o primeiro CD, eles aceitaram muito bem”, enfatizou PV.

Linguagem para jovens

Diferentemente de PV, o primeiro a inserir a música eletrônica no meio evangélico em Manaus, Faglison Guedes, 34, enfrentou oposição de grande parte das igrejas.

Conhecido no meio musical como “DJ Profeta”, ele se converteu ao Evangelho em 1993 e começou a carreira sete anos depois, em festas particulares com amigos do local onde congrega até hoje, Ministério Internacional da Restauração (MIR).

“Comecei a ver algumas coisas ‘gringas’, de grupos cristãos americanos, a juntar material e fazer festinhas com amigos em uma casa de show muito conhecida: ‘casa da tia Vera’”, disse aos risos. “Íamos com a turma, fazíamos brincadeiras e algumas pessoas começaram a convidar. Desde lá, resolvi investir. Como eu era o primeiro de Manaus — os outros foram surgindo aos poucos — todas as críticas eram direcionadas a nós”, lembrou. “Eu cheguei a tocar em três festas em uma noite”, completou, saudoso.

Atualmente, de acordo com o amazonense, o cenário local mudou e o ritmo ganhou espaço nos encontros de jovens cristãos de diferentes denominações. “Antes, era complicado, porque muitos pastores diziam que esse movimento era ‘do diabo’ e não aceitavam. Com o tempo, eles viram que podiam contar conosco como aliados na evangelização, levar a Palavra e abençoar a juventude”, disse.




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