Publicidade
Entretenimento
Vida

Performance artística protesta contra a morte de periquitos na Avenida Efigênio Sales

No elenco estão os atores Maysa Fernandes, Alessandra Gomes, além de Jorge Bandeira, que dirige o espetáculo. O diretor explica que a performance possui três fases, uma em cada segmento artístico diferente 10/01/2015 às 18:05
Show 1
Cerca de 200 periquitos morreram de uma vez só
acritica.com Manaus, AM

Um brado de repúdio à degeneração da fauna amazônica, independente de laudos ou da existência de culpados. Essa é a proposta da performance artística “Memento Mori – A matança dos periquitos”, orquestrada pelo Teatro Éden. As apresentações terão início nesta quinta (08), e se estendem até sábado (10) sempre às 20h no Lugar Uma de Artes, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, 1436, Centro. Dirigida pelo professor e ator Jorge Bandeira, o espetáculo tem ingressos a R$ 10 e é classificado para maiores de 16 anos. 

A classificação de 16 anos se justifica apoiada em uma das bases estéticas do Teatro Éden, que é a nudez. O teor da performance assume um caráter de protesto em frente à morte em massa de mais de 200 periquitos da espécie Brotogeres Versicolurus, cujos corpos foram encontrados na Avenida Efigênio Sales no último mês de novembro, segundo Bandeira. “Sem metáforas, direto como a morte. Por isso o título”, complementa ele. “Será uma espécie de taxidermia da arte como um agrotóxico que se despeja ao olhar anestesiado do público”, opina Jorge. A performance será embalada por uma trilha sonora instrumental. 

No elenco estão os atores Maysa Fernandes, Alessandra Gomes, além de Jorge Bandeira. O diretor explica que a performance possui três fases, uma em cada segmento artístico diferente. “A primeira fase incide em uns desenhos que fiz em painel grande (2,55X2,45), todos relacionados à temática. A segunda corresponde a um poema, e a terceira fase é a performance propriamente dita, e aí guardo surpresas. Vou usar os desenhos, poemas, músicas e projeções”, coloca ele.

Ainda na sonoplastia, Jorge adianta a utilização de 80 cantos de pássaros coletados pelo ornitólogo Johann Delgas Fitcht, além de body painting estilizado com aves. A cenografia assume um formato geométrico, pondera o diretor. “Com fitas verticais e diagonais no chão. Além do painel de 2,55x 2,45 que será feito durante a performance que terá a duração de 40 minutos”, assegura. “No final a obra triunfará ou não. A morte dos pássaros já aconteceu”.

Publicidade
Publicidade