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Performance de artes integradas acontecerá no Musa do Largo, neste sábado

Vários artistas da cidade vão fazer releituras de figuras folclóricas como o Curupira, Iara e a Caipora em formas abstratas e contemporâneas 26/05/2017 às 05:00
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O performer, artista visual e maquiador Emerson Pontes (Uýra Sodoma). Foto: Divulgação
Laynna Feitoza Manaus

Os seres místicos das lendas da Amazônia serão recriados na performance coletiva de artes integradas e moda “Anarkomystica”, a ser exibida neste sábado (27) no Musa do Largo, a partir das 20h. Na performance, vários artistas da cidade vão fazer releituras de figuras folclóricas como o Curupira, Iara e a Caipora em formas abstratas e contemporâneas.

De acordo com o performer Emerson Pontes, conhecido artisticamente como Uýra Sodoma, vivemos em uma sociedade capital que segue massacrando os povos tradicionais, seus conhecimentos, e seu lar, a floresta. “Todos elementos de muito valor para nós e o futuro. O Anarkomystica nasce do sentimento de exaltar o nosso reconhecimento como parte de tudo isso”, declara ele.

A performance artística possui a união dos trabalhos do diretor Adam Souza, membro da Companhia de Dança Artistas Independentes, da artista visual, designer gráfica e designer de iluminação Carol Calderaro; do performer, artista visual e maquiador Emerson Pontes (Uýra Sodoma); do performer, artista visual e figurinista Fabiano Barros; e do videomaker, DJ e Designer sonoro Marcos Tubarão.

Ainda de acordo com Emerson, a necessidade de abordar as lendas amazônicas na performance de artes se justifica pela função de preservação ambiental que todas evocam, principalmente no que diz respeito às punições que tais figuras provocam quando a floresta e os animais são desrespeitados. “Sentir-se parte de tudo isso é elemento fundamental para a conservação e manutenção de toda a vida ancestral que vive em nós”, pondera Pontes.

Versões
A representação de origem do mundo e de seus elementos, retratada nas histórias do guaraná, da Vitória Régia e dos rios também será evidenciada pela performance. “Essa base documental [das] lendas] é claramente escassa frente ao amplo universo humano na Amazônia, onde em cada local e sociedade, existe uma narrativa diferente. Muitas dessas narrativas são registradas e disseminadas em uma ou duas versões, quando pela tradição oral dos povos existem inúmeras formas de contar a origem de algo ou a função e estética dos encantados”, diz o performer.

Alguns dos materiais utilizados para reconstruir as figuras amazônicas nos corpos dos performers são folhas, galhos e tintas pelo corpo. “Todas elas contarão histórias sobre os seres encantados e as narrativas de origem das coisas. Haverá também o lançamento de roupas nesta temática que produzi. É um evento em parceria com artistas da cidade e de um simbolismo profundo”, finaliza ele.

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