Domingo, 09 de Maio de 2021
CULTURA

Performance utiliza plantas e terra para criar conexão sobre a ancestralidade

“Ancestralidade de Terra e Planta” é idealizado pela artista visual Keila Serruya Sankofa e passou por quatro bairros da capital



07/01/2021 às 15:06

Utilizando plantas como cura e terra como memória, o projeto “Ancestralidade de Terra e Planta” chega às plataformas digitais e às redes sociais nesta quarta-feira (06/01). O projeto de pesquisa artística, que é desenvolvido desde 2018, tem como proposta instigar a conexão sobre a ancestralidade e seu conhecimento ainda não esquecido. Idealizado pela artista visual Keila Serruya Sankofa, a iniciativa reconhece, ainda, os processos ritualísticos com plantas, ervas e terra que curam males e trazem equilíbrio físico e emocional.

Durante a performance a artista passa a se auto-enterrar como forma de retomar e reconhecer memórias ancestrais.  Em 2021, devido à pandemia, a execução do projeto foi adaptada para vídeo performance, já disponível no youtube.




Fotos: Alonso Júnior

“Este projeto é um banho para o renascimento, onde o contato com estes elementos se torna transmissor de informações enterradas pelo apagamento histórico. Através destas performances busco, ainda o reconhecimento da terra como território retentor de saberes ancestrais, e das plantas como recursos de cura espiritual e de enfermidades, alta tecnologia ancestral guardada pelas rezadeiras, xamãs, yalorixás e babalorixás”, disse Sankofa. 

“Ancestralidade de Terra e Planta” foi selecionada no Edital Conexões Culturais, do ano de 2019, promovido pela ManausCult, Prefeitura de Manaus.

Para a execução da atividade foram realizadas quatro performances, que aconteceram em novembro de 2020, em bairros da zona norte e leste de Manaus: Manoa, Bola do Samu Bairro (na Cidade Nova), Bola do Produtor (no bairro Novo Aleixo) e no Complexo Viário Engenheiro José Augusto Veiga Soares (no Bairro São José). 

De acordo com Sankofa, a Amazônia é um cultivo do passado que garante um possível futuro(s), matéria de floresta e concreto, trazendo em seu passado recente histórias de saúde. “O auto enterrar-se é a representação de tomada de conhecimento, depósito propositalmente por nossos antepassados que é retomado como memória irradiada na carne vívida, construindo outras novas memórias”, afirma.

Equipe

“Ancestralidades de Terra e Planta” tem a performance, concepção e direção de Keila Serruya Sankofa, a direção de fotografia de João Paulo Machado, como assistente de câmera e still o fotógrafo Alonso Júnior, com o texto produzido por Maria Dolores Rodriguez e o apoio de produção de Camila Soares. 

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