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Personal trainer explica as diferenças dos exercícios de hipertrofia para mulheres

Luciett Araújo comenta como o público feminino pode superar a dificuldade natural para ganhar massa magra 26/03/2017 às 11:00
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(Evandro Seixas)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Responsável pelo aumento dos músculos, a hipertrofia é o sonho de consumo de quem tem uma rotina de exercícios com pesos na academia. Acontece que com as mulheres esse efeito exige mais esforço e persistência para ser alcançado, e por isso o treino para elas acaba sendo diferente do praticado pelos homens. É o que explica a personal trainer Luciett Araújo, da Cia. Athletica, que dá aulas exclusivamente para o público feminino.

“É um treino mais detalhado, porque tem que acompanhar as curvas do corpo da mulher. Como a gente tem menos massa magra em função dos hormônios e tendência a armazenar gordura, também precisamos trabalhar mais vezes e com mais intensidade áreas como o tríceps, abdômen, panturrilha e glúteos”, afirma a profissional. 

Segundo ela, o fato de o organismo da mulher ter quantidades menores de testosterona, hormônio masculino que atua diretamente no crescimento dos músculos, traz uma dupla consequência para elas: a dificuldade de ganhar massa magra e a facilidade em perdê-la. 

“Quanto mais músculos, mais saudável a pessoa é, porque a probabilidade de viver mais aumenta. Isso vale para todo mundo, mas a mulher tem uma genética desfavorecida em função da quantidade menor de testosterona e massa magra. O desafio, então, é ganhar massa magra e conseguir manter o que for adquirido”, completa Luciett, que recomenda a musculação de quatro a cinco vezes por semana, aliada ao descanso e a uma alimentação adequada. 

Mas é preciso ter cautela e saber o que está fazendo. “O ideal não é repor o hormônio, e sim fazer com que o próprio organismo reponha por meio do treino e da alimentação”, alerta a personal. Por outro lado, se a mulher exagera na parte aeróbica, a tendência é que ela perca massa magra – daí a importância do acompanhamento profissional. “Por ser mulher e conhecer as nossas oscilações hormonais, tenho um feeling para saber que nem sempre a aluna vai estar bem para a musculação. O personal também tem que saber lidar com as circunstâncias”.

Rotina

Aos 42 anos, a assistente social Simone Fernandes sabe o quanto a musculação contribuiu para a sua qualidade de vida nas últimas duas décadas. Acostumada à rotina de frequentar a academia de segunda a sexta, ela também sente que hoje em dia os treinos exigem mais dedicação. 

“Por não ser mais jovenzinha, existe toda uma dificuldade de manter a minha musculatura, por isso me apego na boa alimentação, que alio com o treino e o descanso”, conta. “Também sempre preciso fazer mudanças no treino, nos movimentos, para ver se estimulo os músculos a trabalharem de outra forma. Tem funcionado muito bem, até pelos anos de exercício que eu tenho e pelos profissionais que me acompanham”.

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