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Pesquisa aponta que, em 10 anos, mulheres dominam o setor de microempreendedorismo

Número vem subindo mais do que o de homens nos últimos anos; elas levaram a maior parte do valor concedido por meio do programa de microcrédito no início de 2015 26/06/2015 às 15:15
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Elas ocupam espaço em diversas profissões e querem mais: empreender e abrir seu próprio negócio
acritica.com* Manaus (AM)

Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE mostra que, em 10 anos, o número de mulheres empreendedoras subiu 18%, enquanto o de homens apenas 8%. Por isso, elas ocupam espaço em diversas profissões e querem mais: empreender e abrir seu próprio negócio.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), tem contribuído para a realização do sonho dessas mulheres.

Só no primeiro trimestre de 2015, elas levaram 62,31% do valor de crédito concedido. E, em 2014, elas corresponderam a 63,87% do público que recorreu ao programa.

Francisca Gomes de Araújo Gonçalves, moradora de Ceilândia Sul, no Distrito Federal, é um exemplo do que os números mostram. Quando iniciou seu negócio de venda de cosméticos em 1999, conseguiu seu primeiro empréstimo por meio do Programa Providência, instituição operadora de microcrédito, o que possibilitou a compra dos produtos à vista, com desconto, para venda direta na própria residência.

"Os empréstimos bancários têm juros muito altos e o microcrédito é um parceiro para a família. Aqui em casa, meu esposo também é microempreendedor, graças ao microcrédito", destaca.

O microcrédito, além de possibilitar a conciliação da vida familiar com a profissional, pode contribuir com projetos solidários para a geração de renda. A catarinense Nilséia Calisto, em 2004, apenas com a ajuda do esposo, percorria as ruas de Navegantes, em Santa Catarina, coletando materiais recicláveis.

Com o empréstimo do PNMPO, a empreendedora conseguiu comprar uma carroça e expandir seu negócio.

"Para nós foi tudo. Foi a realização do nosso sonho. Se não tivesse tido o crédito, a gente não teria nada", conta Nilséia, ressaltando a importância do financiamento do MTE para a expansão do negócio que, além de melhorar a renda e a qualidade de vida da família, hoje possibilita ainda ajudar outras 19 famílias e cerca de 140 pessoas que integram a Associação de Agentes de Reciclagem de Navegantes.

*Com informações da assessoria de imprensa


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