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ENTREVISTA

Pioneiro do hip-hop nos Estados Unidos, DJ Chubby Chub se aventura pelo funk carioca

Artista aposta no ritmo brasileiro para lançar “We Love Baile Funk”, seu primeiro álbum solo, com direito clipe gravado no Vidigal (RJ) 12/05/2018 às 15:36
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Videoclipe do single "Come This Way" contou com participação do ator Leandro Firmino interpretando o personagem Zé Pequeno (Foto: Divulgação)
Juan Gabriel Manaus, AM

No alto do Morro do Vidigal, uma das favelas mais populosas do Rio de Janeiro, uma movimentação diferente chama a atenção de quem passa pelas vielas. Aos mais desatentos, o que se vê por ali é uma grande operação policial. Para os mais atenciosos, as câmeras entregam que tudo não passa de um registro cinematográfico. Dos altos falantes, as batidas de funk soam como uma trilha sonora familiar, mas o idioma de quem canta está bem longe de ser o português.

O responsável pela atipicidade na rotina da favela é DJ Chubby Chub, renomada figura no hip-hop dos Estados Unidos, responsável por revelar o rapper Jay Z e dono de parcerias com nomes como Mariah Carey, Britney Spears e 50 Cent, que veio ao Brasil recentemente gravar o videoclipe da música “Come This Way”, single de seu mais novo trabalho, o álbum “I Love Baile Funk”, totalmente inspirado no funk carioca.

A fórmula é a nova aposta do DJ e produtor musical para ferver o mercado fonográfico. O disco, ainda sem data de lançamento, contou com participação de artistas estrangeiros como o porto-riquenho Dynasty The King, o norte-americano Jeremih, e os brasileiros MC Sapão, MC Lon e Batoré, rapper do grupo Cone Crew Diretoria. Em entrevista exclusiva para o BEM VIVER, DJ Chubby Chub revela detalhes de sua empreitada rumo a exportação do ritmo brasileiro.

Dynasty The King, DJ Chubby Chub e produtor Kiko Latino (Foto: Divulgação)

Olá Chubby, achei teu novo trabalho sensacional e fico feliz de ver o funk brasileiro chegando aos Estados Unidos através de você. Aliás, como você conheceu o funk carioca? 

Eu descobri o funk quando eu fui a um evento no Rio de Janeiro e pude testemunhar a música e a energia na casa noturna. Outra coisa que chamou minha atenção foi ver as mulheres dançando, foi assim que eu me encontrei com o estilo.


“We Love Baile Funk” traduz muito bem a essência do funk carioca. Acostumado a trabalhar com o hip-hop ao longo da carreira, você encontrou alguma dificuldade na hora de produzir o novo álbum? Quais ingredientes você buscou para manter essa essência?

Não, eu não encontrei dificuldade quando eu comecei. Primeiro porque eu acho que o hip-hop e o funk têm muitas semelhanças que já me eram familiares. Então, o que eu tentei fazer foi mostrar algo novo e divertido para os brasileiros e americanos. Acho que isso é mais um desafio do que dificuldade. Quanto aos ingredientes foi principalmente ir ao Brasil para fazer isso acontecer, ter artistas brasileiros na minha equipe e amar a música.


Por que embarcar no funk carioca? Você acredita que o gênero tem potencial de sucesso também em outras partes do mundo?

Eu amo a música. Meu propósito era conseguir algo novo mostrando a união de dois países. Eu acredito nesse gênero e no que eu criei, fizemos algo bem global e acho que as mulheres são a chave pela energia da dança delas que faz a pista decolar.


Quais outros artistas brasileiros te ajudaram ou inspiraram o teu novo trabalho? 

MC João, MC Lon, Batoré da Cone Crew Diretoria, Marcela Cruz e muitos outros.


Você é um artista que coleciona trabalhos com grandes nomes da música mundial, como 50 Cent por exemplo. Pelo teu conhecimento e proximidade com ele, a gente pode esperar ver 50 cent cantando funk algum dia? Existe algum projeto de funk seu com outros artistas estrangeiros? 

Só o tempo pode dizer (risos). Eu tenho outros artistas em vista, é tudo uma questão de tempo e agenda. 

 

Me fala um pouco sobre o processo de produção desse álbum. Quando começou e quanto tempo levou do surgimento da ideia até o lançamento?

O processo foi ir escutando as batidas que meus produtores Mattos e DJ Cia iam montando e ver coletivamente o que ficaria melhor para cada artista

 

Particularmente falando, eu achei incrível o clipe de “Come This Way”, da temática ao cenário, passando pelos personagens. Como surgiu a ideia? 

Não demorou muito. Nós botamos muito trabalho duro nesse projeto e graças a Deus foi tudo abençoado.

 

O videoclipe chama atenção também pela participação do Leandro Firmino que ficou conhecido justo pelo personagem que ele intepreta no videoclipe. Como surgiu a ideia de convida-lo para participar desse projeto? 

Primeiro, eu amo o filme “Cidade de Deus” e a ideia para o videoclipe era mostrar que as pessoas do funk vem das favelas como Zé Pequeno e Diana Bouth. Foi muito legal ter eles na minha equipe e mais legal ainda foi eles fazerem as coisas acontecerem.

 

Alias, o álbum em si conta com muitas participações. Me conta como você escolheu os nomes dos artistas para o "We Love Baile Funk?"

Fui escolhendo quem meu sentia que iria seguir a visão que eu precisava para o “We Love Baile Funk”.

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