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'Planeta Verde' revela maturidade do cinema brasileiro

Filme 3D rodado no Amzonas vai apresentar ao mundo nossa biodiversidade pelos olhos de um macaco prego 10/02/2013 às 09:11
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O filme conta as aventuras de um macaco prego
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Desde quando era apenas um roteiro, o filme “Amazônia – Planeta Verde” tinha tudo para entrar no rol das produções brasileiras mais ambiciosas. Prestes a entrar na fase de pós-produção, o longa já é cheio de predicativos: rodado em formato 3D, ele foi vendido para 22 países e é o filme em produção com o maior orçamento no País – os investimentos ultrapassam a marca dos 10 milhões de euros.

“É o trabalho mais difícil que a Gullane já fez, mas as dificuldades são proporcionais ao tamanho da satisfação que ele nos tem dado”, admitiu Fabiano, um dos sócios da produtora que leva seu sobrenome e o do irmão, Caio.

Dirigido pelo francês Thierry Ragobert, o mesmo de “Planeta Branco”, o docudrama “Planeta Verde” é uma coprodução França/Brasil (Biloba/Gullane) e levou três anos para ser filmado.

Presidente Figueiredo, Rio Negro e Alta Floresta (MT) serviram de locação para o filme, que conta as aventuras de um macaco prego, único sobrevivente de um acidente aéreo na Amazônia. Na telona, nada de seres humanos ou diálogos - a natureza e a interação entre os animais se encarregam do desenvolvimento da história.

‘Nosso Fitzcarraldo’

Para financiar um projeto tão vultoso, a Gullane recorreu ao sistema de audiovisual brasileiro, capitaneado pela Ancine e pelas leis de incentivo. Aqui no Amazonas, a equipe de mais de 100 pessoas contou com o apoio da Secretaria de Cultura, do Ibama e das Forças Armadas.

“O maior desafio foi fazer imagens de uma Amazônia intocada e dos animais de uma forma muito realista, enfrentando o risco da malária e as barreiras logísticas. Brincamos que essa experiência foi o nosso ‘Fitzcarraldo’. São histórias que vamos contar por aí”, pontuou Fabiano.

Os planos das produtoras incluem circular com o longa por festivais no Brasil e no exterior antes de colocá-lo em cartaz nas salas de cinema. A previsão é que “Planeta Verde” chegue às telonas, incluindo as de Manaus, no primeiro semestre de 2014.

‘Maturidade’

Para Fabiano Gullane, o filme transcende a sala de cinema e toca em um assunto importante, que é a preservação da biodiversidade. “Fala-se muito na Amazônia, mas poucos a conheceram de perto, então esse filme pode ser um convite a essa experiência. Também esperamos que a história do nosso macaquinho herói consiga despertar carinho e amor pela floresta”.

O produtor concorda que essa coprodução coloca o Brasil numa posição importante no cenário internacional. “Ao mesmo tempo em que revela a maturidade da indústria de cinema brasileiro, demonstra nossa ousadia em participar de projetos grandes e complexos”.

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