Sábado, 24 de Outubro de 2020
Música

Planos musicais: artistas reinventam projetos na quarentena

Elisa Maia, Alaídenegão, Anne Jezini e Luneta Mágica falam sobre novas estratégias e trabalhos



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22/04/2020 às 11:19

Se teve algo em 2020 que conseguiu pegar a todos de surpresa, esse algo foi o novo Coronavírus. Sendo a principal causa de cancelamentos e adiamentos de planos para o ano, o Covid-19 atingiu diversos setores da indústria, do comércio, da saúde e da economia, isso sem falar na cultura. 

Neste último grupo, mais especificamente na música, o estrago não foi pequeno. De grandes festivais até a lançamentos de singles, tudo e todos foram afetados negativamente pela pandemia. No Amazonas, artistas como Elisa Maia e Anni Jezini, e bandas como Luneta Mágica e Alaídenegão, tiveram de reagendar shows e repensar suas estratégias. Confira, a seguir, como cada um está lidando com a situação: 




Elisa Maia

“Já tinha viagem marcada para São Paulo, em março. Ia fazer reuniões, participar de eventos, lançar trabalhos, articular todo um planejamento de shows pelo Brasil e tudo isso caiu. Acabou que, de março para agora, passei um tempo tentando entender como eu ia fazer um novo planejamento”, disse Elisa Maia.

Além de cantora, Elisa também atua como compositora e produtora. Segundo ela, seu ambiente de trabalho, naturalmente, já é dentro de casa. Ela conta que, de certa forma, sua rotina não mudou tanto. “Já vivia minha própria quarentena do jeito que eu trabalhava, só que agora estamos de forma forçada e isso afetou drasticamente a maneira como enxergo a produtividade e como dou valor à ela. Mas tudo ao seu tempo. Cada coisa e cada dia por vez”, completou ela. 

Alaídenegão

“A única coisa que conseguimos realizar neste primeiro semestre que estava nas nossas pautas foi a turnê pelo sudeste. Voltamos dela quando o boom do Covid estava começando. As viagens para Roraima, interiores do Estado, a turnê pela Europa, está tudo suspenso por enquanto”, afirma Davi Escobar, guitarrista e vocalista da Alaídenegão.

A ideia, segundo ele, é manter a banda na ativa mesmo não fazendo shows, principalmente nas redes sociais. “Agora nesse momento deverão surgir novas formas de gravar, de divulgar o trabalho e de distribuí-lo. Afinal, a inquietação artística está aí para nos ressignificar todo momento”, explica o músico.

Anne Jezini

“2020 seria o ano de finalizar meu projeto em execução sob o edital de Conexões Culturais da Manauscult. Previsto para maio, ele envolve o lançamento de três singles e respectivos videoclipes. Eles já foram todos gravados, mas estão em processo de finalização. Com tudo isso, eu estou revendo a estratégia de lançamento, ponderando o que é coerente lançar agora ou não lançar e esperar um pouco”, afirma a cantora. 

Sobre sua produtividade durante o período de quarentena, ela comenta: “diminuiu bastante. Estou trabalhando de maneira mais lenta, no fluxo dos produtos que eu já vinha trabalhando antes da pandemia”. 


Luneta Mágica

“A banda tinha uma turnê planejada em pelo menos 50 datas dentro e fora do país. Além dos projetos solos que incluíam intercâmbios em outros estados. Os planos, agora, mudaram completamente. Ainda não sabemos quando a indústria da música poderá promover encontro musicais em grande aglomeração novamente e algumas previsões apontam o segundo semestre de 2021”, destaca o vocalista e guitarrista da banda, Erick Omena.

Quando questionado sobre como a banda faz para projetar o seu trabalho nestes tempos conturbados, Erick ressalta que todos estão em período de reinvenção e aprendizagem. “Estamos procurando nos conectar com outros artistas amigos para fazer uma live relevante o suficiente, de forma a arrecadar alimentos e direcioná-los para quem precisa”.  

Repórter de A Crítica

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