Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
ATRIZ

'Eu acredito que vivemos em uma sociedade machista', diz Paolla Oliveira

Em entrevista ao Portal A Crítica, a atriz fala sobre o desafio de interpretar a policial Jeiza, que sonha em conquistar cinturão de Campeã no MMA



paola.JPG A atriz completou 35 anos no último dia 14 (Foto: Divulgação)
16/04/2017 às 20:16

A pluralidade de Paolla Oliveira, que completou 35 anos no último dia 14, pode ser vista em tramas de época ou atuais, entre mocinhas e vilãs. Na série ‘Felizes Para Sempre?’, em 2015, surpreendeu no papel de Denise, uma prostituta de luxo. Agora, ela trocou as aulas de balé pelos tatames para encarar o Mixed Martial Arts (MMA), em “A Força do Querer”, novo folhetim das 21h da Rede Globo.

Na trama escrita por Glória Perez, que estreou no início de abril, a paulistana interpreta a policial Jeiza, com Zeca (Marco Pigossi) como par romântico. Em entrevista ao Portal A Crítica, ela fala sobre o desafio da personagem — que não é de ser “resgatada” pelo mocinho, ou planejar maldades. A atriz enfrenta rotina puxada de treinos para encarar adversárias em ringues, em busca do sonho de conquistar o cobiçado cinturão.



 Esta personagem é bem diferente das que você já interpretou. Você está confiante com esse trabalho?

PAOLLA OLIVEIRA - É uma personagem desafiadora! Estou confiante porque venho me preparando bastante como costumo fazer em todos os trabalhos. Acho que os universos abordados pela Jeiza são diferentes e podem agradar de uma maneira inusitada, mas muito verdadeira.

 As aulas de artes marciais são muito cansativas? Qual é a tua rotina?

Sim! E como cansa! (risos). Mas ao mesmo tempo, o treino tem me ajudado a me concentrar e a cada dia mais encontrar a Jeiza. Eu comecei a treinar em outubro com a lutadora Erica Paes. Antes de começar a gravar, treinava em média três vezes por semana. Aprendi o básico para encarar as cenas para a novela, mas tenho tentado manter os treinos técnicos, quando possível, para estar alerta e pronta para o que meu personagem exigir.

Você está sentindo muita diferença no corpo?

Jeiza me ensinou que existem músculos em meu corpo que eu nem sabia. (risos) Tem sido uma experiência ótima, porque, ao mesmo tempo em que estou me preparando para um trabalho, estou fazendo algo muito bom para a minha saúde e minha mente. Não é uma questão de ganhar ou perder peso. É muito além: é ganhar confiança e resistência.

Como é o treinamento com a polícia? O que você está aprendendo?

Cada dia, aprendo uma coisa diferente. Durantes as cenas, ou no treinamento com os cães, no jeito de falar mais técnico da polícia, nas experiências trocadas com policiais, no manuseio com armas, nas aulas de tiro quando é possível...

Qual foi a parte mais difícil da preparação para interpretar essa personagem?

Foi a luta. Descobrir o poder que o nosso corpo tem. A lutar é estar 100% do tempo totalmente atenta e presente. Trabalhando com o controle, agressividade, e exaustão.

São 13 anos de carreira como atriz. Você ainda é muito crítica consigo mesma?

Crítica, sim, ainda. Acho produtivo, se bem aplicada. Mas com menos cobrança de agradar a todos, porém, com a mesma entrega e vontade de estar e apresentar sempre o melhor. Eu amo, cada dia mais, fazer o que faço.

Como você lida com o assédio dos paparazzi?

Eu sigo a minha vida tranquilamente. Hoje, se não estou disposta a ser fotografada, evito ir a lugares que sei que têm paparazzi. E se acontece, não me maltrato por isso. Acredito que, se existe esse assédio e essa mídia, é porque existe público para isso. O que não tolero é desrespeito e isso não tem nada a ver com nenhuma imprensa que eu respeite.

Você tem quase 5 milhões de seguidores no Instagram. Como é a tua relação com as redes sociais?

Minha afinidade com as redes sociais foi acontecendo. Fui gostando mais, descobrindo meu jeito de estar nelas compartilhando coisas, mas ao mesmo tempo me respeitando e sendo verdadeira.

Você já sofreu muito com machismo? Acha que essa personagem será importante para mostrar a força da mulher?

Eu acredito que vivemos em uma sociedade machista. Às vezes, no dia a dia, as pessoas nem percebem que estão sendo machistas. Quando se dão conta, já falaram algo impregnado de machismo. A Jeiza acredita poder ser o que ela quiser, por isso, acho que ela vai inspirar muitas mulheres. Acredito nisso: ‘Podemos ser o que a gente quiser’.


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