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Nova Série

Política e humor em nova série 'A mulher do prefeito'

A partir de sexta-feira(04), Tony Ramos e Denise Fraga formam um casal em crise às voltas com o governo de uma cidade do interior 29/09/2013 às 15:07
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Atores são marido e mulher em série que mostra o lado cômico da política
Zean Bravo/ Agência O Globo ---

A filha leiloa a virgindade na internet. Seria um escândalo se esse fosse o único problema da família. Tem mais: o pai, o prefeito da cidade, está em prisão domiciliar desde que simulou um mal súbito para não ser preso. Seu crime? Desviou dinheiro destinado a casas populares para a construção de um estádio, no chamado padrão Fifa, batizado com o seu nome. Vice-prefeita por conveniência, a mãe precisa encarar a roubada de assumir a prefeitura no lugar do marido. Mas acabou de flagrá-lo com uma cantora sertaneja em seu próprio quintal. Está difícil manter o casamento nessas circunstâncias, mas os dois parecem ainda se amar.

Tony Ramos e Denise Fraga encarnam a louca vida deste casal em “A mulher do prefeito”, na pele de Reinaldo e Aurora Rangel. A atração de 12 episódios é escrita por Bernardo Guilherme e Marcelo Gonçalves (que já assinaram o roteiro de “A grande família”) e tem direção geral de Luiz Villaça, marido de Denise, com direção de núcleo de Maurício Farias. Estreia nesta sexta-feira, depois do “Globo repórter”.

Coprodução da Globo com a 02 Filmes, a trama é, antes de mais nada, uma comédia romântica. Mas com um pano de fundo político que transforma corrupção em piada. “Aurora está fora do lugar que deveria ocupar. Ela passa a cuidar da prefeitura do jeito dela, como lida com a casa, com a filha e com os cachorros. Claro que vai se atrapalhar”, adianta Denise, em um intervalo das gravações num casarão do Morumbi, em São Paulo, que serve de locação para a residência do casal da série.

Crítica e reflexiva

O seriado mostra as inesperadas transformações na vida da então vice-prefeita, uma mulher que costumava se ocupar somente dos afazeres domésticos e de suas funções como adestradora de animais. Ela aceita encarar de frente a prefeitura de Pitanguá - fictícia cidadezinha do interior de São Paulo - depois de levar os desabrigados de uma enchente para o tal estádio construído pelo marido.

“O humor mostra nosso ridículo. E na política isso é um prato cheio, enorme, redondo. Há uma gama de pessoas que acreditam no poder e se acham maior do que ele. Aqui, o público vai ter, através da comédia, uma expiação crítica e reflexiva”, acredita Tony, cujo personagem, um ex-professor de sociologia, acaba embriagado  pelo poder.

Concebida em 2012, a série estreia ainda sob o impacto da onda de manifestações que ocuparam as cidades do País. Os autores explicam que a intenção principal é criticar a indiferença dos governantes diante “dos problemas mais básicos”, como educação e saúde. E garantem que não mudaram uma vírgula em seu roteiro.

“O que a gente escreveu já dialoga muito com o que está acontecendo agora. Um pouco do espírito dessas manifestações é um clamor por atenção dos governantes para a sociedade”, aponta Marcelo.

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