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Ponta Negra será palco do primeiro show de Tulipa Ruiz em Manaus, nesta sexta (19)

Cantora apresenta o repertório do novo disco, "Dancê", dentro da programação cultural das Olimpíadas 18/08/2016 às 10:12
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foto: Rodrigo Schmidt/Divulgação
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

A cantora Tulipa Ruiz define seu trabalho mais recente, “Dancê” (2015), como aquele tipo de disco que os pés “ouvem” antes do resto do corpo. “Minha primeira intuição e estímulo para o álbum era que ele fosse dançante, não necessariamente de pista, mas que batesse primeiro no corpo antes de a pessoa se relacionar com a música de outro jeito”, disse ela, em conversa com a reportagem.

E é esse repertório contagiante que a artista de São Paulo vai apresentar em Manaus na noite de amanhã, a partir das 19h30, quando ela faz seu primeiro show na cidade. A atração faz parte da agenda do Live Site, realizado no Anfiteatro da Ponta Negra no período dos Jogos Olímpicos. O acesso será gratuito.

Parte da inspiração de “Dancê”, diga-se de passagem, vem da interação de Tulipa com o público durante os shows. “Eu percebia na minha plateia bailarinos e performers maravilhosos, gente que fechava o olho e dançava muito livremente. Como os shows são sempre envolvidos por essa troca, quis gravar um disco que trouxesse essa atmosfera”, conta.

Para ela, o álbum novo dá seguimento à sonoridade “pop e solar” que ela vem explorando desde os trabalhos anteriores, “Efêmera” (2010) e “Tudo tanto” (2012), mas “Dancê” vai além, a começar pelos arranjos de metais, uma novidade no trabalho dela. 

“É um desdobramento de muitos shows, do encontro com o público e da minha relação com ele, mas também da convivência com a banda na estrada. Posso dizer que ele foi feito por pessoas mais vividas”. 

As parcerias no repertório são outro destaque. Gustavo Ruiz, irmão da cantora e produtor musical dos shows e discos, colaborou na autoria de praticamente todas as faixas. O mesmo aconteceu com o pai deles, o guitarrista Luiz Chagas, que aparece em “Reclame”. Os paraenses Felipe e Manoel Cordeiro (pai e filho) e a banda Metá Metá também fizeram participações especiais. 

“Eu queria muito promover um encontro entre a guitarra do meu pai, que tocou com Itamar Assumpção e é representante da guitarrada paulista, com o Manoel e o Felipe, duas referências da guitarrada paraense”, comenta Tulipa, sobre a faixa “Virou”.

Turnês

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos ajudou a colocar a música brasileira em evidência na imprensa internacional, mas isso também revelou um embate entre o que é projetado sobre a nossa música lá fora e a diversidade que ela tem hoje em dia. Tulipa Ruiz, que mantém uma frequência de shows no exterior, confessa que isso é perceptível nas reações do público estrangeiro.

“Sou muito bem recebida por onde eu passo, e tive a sorte de ter uma música incluída na trilha de um game da Fifa. Nos EUA e na Europa, muita gente vai aos meus shows por ter ouvido meu som do jogo, então acho que isso me ajudou a sair um pouco da prateleira de world music”, diz.

“Ao mesmo tempo, ainda temos que contextualizar o tipo de música que fazemos, contar de onde viemos política, cultural e socialmente. Não deixa de ser uma grande responsabilidade”, conclui a cantora, que no dia 2 de setembro embarca para uma nova turnê por cidades europeias.

Volta a Manaus

Apesar de nunca ter feito um show em Manaus, a cidade não é uma completa desconhecida para Tulipa Ruiz. Formada em Multimeios, a cantora passou por aqui em 2007, quando participou de um laboratório artístico pelo projeto Mamori Art Lab, às margens do Lago Mamori. 

“Fiz uma oficina de paisagem sonora e passei 15 dias gravando sons da natureza, que posteriormente processei no computador. Fiquei muito encantada com Manaus e com essa experiência. Os fãs da cidade também participam bastante nas minhas redes sociais. Sei de casos de pessoas que viajaram para assistir a shows meus em outros Estados, então estou muito feliz de poder me encontrar com o público manauara”.

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