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Por estética ou conforto, mais mulheres passam a procurar por seios menores

O cirurgião Eduardo Kanashiro aponta que pacientes com silicione estão voltando às clínicas para diminuir o volume das próteses. Por outro lado, redução das mamas é opção para mulheres com incômodo estético ou físico 18/09/2015 às 16:10
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Cuidados do pós-operatório devem ser levados a sério para um bom resultado
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Se antes as mulheres recorriam aos consultórios de cirurgia plástica para aumentar os seios com a ajuda de próteses de silicone, o cenário hoje é outro, aponta o Dr. Eduardo Kanashiro, da Clínica Due, de São Paulo. Segundo ele, é notável o número de pacientes querendo volumes de próteses bem menores do que há dois anos. 

“Era comum a mulher se arrepender por não ter colocado um volume mais avantajado e, depois de algum tempo, retornar para um novo aumento. Como as tendências são cíclicas e dinâmicas, isso vem mudando”, afirma. O cirurgião acredita que o estilo de vida fitness, ligado a silhuetas mais esbeltas, pode estar por trás da mudança de comportamento.

“Até o ano passado, a quantidade de pacientes que trocavam as próteses por menores era praticamente zero. Só neste ano, porém, tenho feito isso quase todo mês”, exemplifica. Segundo o médico, os motivos pelos quais as mulheres buscam a redução são inúmeros. “Muitas já tiveram a experiência de ter mamas grandes e agora, talvez em busca de mais leveza e praticidade, procuram a diminuição do peso delas para que se sintam mais magras e tenham mais liberdade para a prática de atividades físicas”. 

Benefícios

Por outro lado, há casos mais comuns de mulheres sem prótese que buscam a redução das mamas para se livrar dos incômodos físicos ou para fins estéticos. A webdesigner Daniela Ponciano, de 25 anos, é uma delas. Com a cirurgia, feita há cinco anos, ela conseguiu diminuir as medidas do busto em 5cm. Antes disso, Daniela dormia de sutiã para os seios não ficarem sem apoio em momento algum. 

“Eu tinha muito volume nessa região e sempre aparentava sobrepeso. Minha mãe também tem seios grandes e se identificava com todos os problemas: não achar sutiã, ficar com marcas fundas nos ombros por conta do peso, roupas que precisavam ser de um tamanho muito maior apenas para caber no peito, etc”.

Daniela pesquisou bastante sobre o assunto antes de passar pelo procedimento. Ela diz que o maior medo na época eram as cicatrizes. “Mas resolvi fazer com o mesmo cirurgião que tinha operado minha mãe muitos anos antes. Ele avaliou vários fatores e me mostrou foto de outras pacientes. Fiquei satisfeita pelo método que ele utiliza, em que as cicatrizes não ficam nada aparentes”.

Ela aponta como único contratempo do pós-cirúrgico a recomendação de não levantar os braços por determinado período. “Várias pessoas próximas tiveram que lavar meu cabelo durante o banho por aproximadamente um mês. A cicatrização foi ótima, hoje já não tenho quase nenhuma marca. As que tem não são visíveis, nem de biquini cortininha”, completa.

Informação

A designer de joias Luana Moss (25) teve muito receio de decidir pela redução dos seios, quatro anos atrás. “O tamanho nunca foi um incômodo. O que me fez procurar a cirurgia foram as dores nas costas e a dificuldade de manter a postura, mas eu tinha muito medo de não gostar do resultado e não poder voltar atrás”, contou.

Depois do procedimento, Luana diz que passou a ter mais segurança com o próprio corpo. “Eu indico muito, mas vale lembrar que é uma cirurgia super complicada, que precisa de anestesia geral. O pré-operatório é bem detalhado e o pós-operatório é chatinho, mas tem que ser levado a sério para um bom resultado”.

A designer destaca que é importante escolher um médico com registro e que faça parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “No mais, é se entender bem com ele e estar esclarecida sobre todo o processo, inclusive sobre as cicatrizes”.

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