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Prática exagerada de atividade física pode ocultar a Vigorexia

Muitas vezes a busca pelo corpo sarado e a prática exagerada de exercícios físicos pode esconder a Vigorexia ou síndrome de Adônis 27/11/2014 às 17:13
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Pessoas “vigoréxicas” se acham feias e magras
acritica.com ---

A proximidade das festas de final de ano tem ajudado no aumento do número de praticantes de atividades físicas e em meio a essa corrida contra o tempo muitas blogueiras com perfis fitness conquistam milhares de seguidores dispostos a observar o que essas celebridades estão fazendo para manter a forma. Muitas vezes a busca pelo corpo sarado e a prática exagerada de exercícios físicos pode esconder a Vigorexia ou síndrome de Adônis – que consegue deixar pessoas viciadas em atividade física, até mais do que é possível suportar.

 Estudos apontam que Vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, um subtipo do transtorno dismórfico corporal, é um distúrbio já classificado como uma das manifestações do espectro do transtorno obsessivo-compulsivo. Em certos aspectos, vigorexia e anorexia nervosa são desordens semelhantes, na medida em que interferem na visão desvirtuada que os portadores têm do próprio corpo. Pessoas “vigoréxicas” se acham feias e magras.

Para a psicóloga do Hapvida Saúde, Daniela Marinho, nos últimos anos os transtornos no comportamento alimentar aumentaram e esse fato pode estar relacionado à importância que se impõe à imagem corporal e, além disso, às mudanças nos padrões alimentares da sociedade moderna.

Sintomas como insatisfação constante com o próprio corpo, mudança aleatória na dieta, passando a ser constituída basicamente por proteínas e consumo de suplementos alimentares sem orientação podem indicar o distúrbio. No âmbito comportamental o principal sintoma é a demonstração de sentimento de inferioridade e insatisfação com a aparência.

 Redes Sociais

A instantaneidade das redes sociais também pode estar contribuindo para a disseminação pelo corpo perfeito. Neste ambiente não faltam personalidades do mundo fitness compartilhando com seus seguidores o estilo de vida adotado e novas dietas ou rotina de exercícios praticados. Em minutos cada postagem podem ganhar milhares de curtidas.

A estudante de Nutrição, Luana Falcão, de 22 anos, se diz apaixonada pela malhação, mas ela garante que não deixa os compromissos de lado pela academia. “Eu consigo conciliar as duas coisas e para mim isso é muito importante, já que não consigo deixar de praticar esportes. Dessa forma, em dias com mais compromisso eu faço pelo menos 30 minutos de esteira ou de exercícios mais curtos”, explica.

Questionada sobre a influência das redes sociais no seu tipo de vida ela explica que é possível ganhar motivação, sim, com o mundo virtual. “As pessoas, inclusive eu, se sentem mais motivadas quando veem exemplos de superação, novidades no esporte e "corpos perfeitos" na mídia. Luana malha desde 2008 e atualmente mantém rotina de treino de quatro dias por semana, com uma hora e meia de duração.

 A psicóloga Daniela Marinho lembra que as redes sociais não disseminam vigorexia, assim como destaca que é importante cautela em seguir perfis ou seguir dicas, já que cada indivíduo tem um modo de funcionamento, tanto físico como emocional.

Tratamento

A psicologia entra como suporte para trabalhar as questões trazidas pelo paciente, desenvolvendo com ele estratégias de enfrentamento e compreensão acerca do quadro apresentado. É essencial que o paciente queira se tratar e entenda a importância do seu envolvimento no processo.

Após o diagnóstico, o tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar com médico, psicólogo, nutricionista, e profissional de educação física para que dessa forma ocorra a estabilidade do quadro físico e emocional. O apoio familiar é essencial para os resultados, e mesmo depois da melhora, o individuo deve manter o acompanhamento profissional.

 *Com informações da assessoria de comunicação.

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