Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Vida

Prevenção é o foco contra alergias

Além de substâncias e medicamentos, clima da região amazônica favorece o aparecimento de alergias na população local



1.jpg Entre as doenças alérgicas que mais trazem para o pacienre está a asma, que muito nem sequer associam aos fatores ambientais e genéticos
08/05/2013 às 11:41

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Causadas não só por fatores genéticos, mas também ambientais como o uso de agrotóxicos e produtos químicos na alimentação, as doenças alérgicas são  cada vez mais comuns no Estado do Amazonas, onde a umidade costuma estar acima de 80% e a temperatura acima de 34 graus, fatores que contribuem para a proliferação de ácaros e fungos, principais causadores dessas manifestações. 

O alerta é do médico Gilberto de Paula, especialista em alergias, que no Dia Nacional de Prevenção às Alergias, comemorado nesta terça (07),  lamenta o fato da doença não ser de registro obrigatório no Brasil e a inexistência de mais estudos nessa área aqui no Estado.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças alérgicas afetam de 30% a 40% da população mundial, sendo que as mais comuns são a rinite, sinusite e a asma.

Segundo Gilberto de Paula, além dos fatores  genéticos, que não se pode alterar, há os provocados por mudanças ambientais como a poluição química, uso de pesticidas, solventes orgânicos, adição de produtos químicos para conservar e colorir os alimentos, como principais causas do aumento das alergias.  Tanto que países industrializados são campeões nesse tipo de doenças, entre os quais o Japão e EUA, onde a asma tem crescido.

Essas doenças, segundo adverte Gilberto, afetam a qualidade de vida das pessoas e além de deixá-las sem trabalhar ou estudar, podem ser incapacitantes. No caso da asma, por exemplo, pode até matar caso o paciente abuse de algum medicamento ou faça uso dele continuamente por um longo período de tempo.

Segundo o médico, por vivermos numa região de vales onde, de maneira geral, há uma concentração maior de partículas de origem biológicas,  muita poluição, pouca ventilação e umidade, cria-se um ambiente propício para proliferação de bactérias, fungos e ácaros, favorecido pela elevada umidade e temperatura ambiental.

O prolongado período de chuvas na região, é um alerta para os cuidados redobrados com a proliferação de fungos, bactérias e ácaros em colchões, travesseiros, roupa de cama, roupa em guardada em armário, carpetes e cortinas, explica o especialista, recomendando a ventilação e exposição ao sol.

Outra questão citada por ele é que durante esse período de chuvas, ocorre também infiltrações e vazamentos em residências, prédios e locais de trabalho, casas, favorecendo o crescimento de fungos.

“Os alérgicos precisam de ambientes adequadamente ventilados, arejados e imunizados”, argumenta Gilberto, destacando que esses locais tem que estar livres de poeira, odores e ácaros, daí se recomenda a proteção de colchões e travesseiros com produtos capazes de protegê-los contra a presença desses agentes.

Para o médico, como a cura depende muito dos fatores ambientais, um fato importante no controle das doenças alérgicas é a prevenção, que deve começar pela limpeza do ambiente e redução do contato com substâncias que desencadeiam os sintomas.

De acordo com ele, é muito complicado dizer que não há cura, pois ela só não é possível quanto há suscetibilidade genética. O importante, para aqueles que sofrem alergias por fatores ambientais, é evitar ambientes contaminados e seguir uma regrada nas orientações dadas pelos especialistas.

Em números

150% foi o aumento do número de alérgicos nos últimos 100 anos, segundo dados de pesquisas e estudos na área realizados em todo o mundo.  No início do século 20, duas em cada mil pessoas tinham alergia. Hoje, são 300 em cada grupo de mil, informam as pesquisas.

Blog

Emily Nunes, 19, estudante de jornalismo

"Desde os oitoanos de idade eu descobri que tenho alergia a medicamentos compostos por dipirona, herança de família, onde vários membros têm o mesmo problema. Quando usava qualquer tipo de medicamento contendo dipirona eu ficava com os olhos inchados e o rosto bastante vermelho, além de coceiras no corpo. Uma vez  tive que tomar um antialérgico, tão forte foram os efeitos da medicação. Outro sintoma é a falta de ar, por isso não posso ser medicada sem antes falar para o médico dessa alergia, que não tem cura e nem remédio. Esse problema faz com que antes de eu tomar qualquer remédio tenha que ligar para minha mãe e perguntar, pois ela já tem experiência dos do que posso beber”.

Prevenção tem alvo na limpeza

Limpar o filtro do aparelho de ar-condicionado uma vez a cada sete dias e a cada quatro meses o aparelho, isso tanto no período de chuvas, por conta da umidade ou do verão porque nesse aumenta o volume de poeira;

Usar capas antiácaros com zíper em travesseiros e colchões, que são a principal morada dos ácaros;

Lavar e deixar secar bem ao sol, as roupas de cama (cobertores e edredons) antes de usá-las;

Limpar a casa e armários com acaricidas e fungicidas;

Se a casa tiver cortinas de tecido, carpete e pelúcias, estes devem sofrer borrifação com um acaricida a cada 15 dias;

Deixe entrar ar e sol sempre que possível nos cômodos, evitando assim o aparecimento de fungos.


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