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Primeira Classe: a doçura e o senso familiar de Giovanna Vieira

Funcionária pública da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas, ela conduz a casa do desembargador Lafayette Vieira Jr., seu marido, com uma suavidade peculiar 07/08/2015 às 15:48
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Giovanna é funcionária pública e formada em Direito
Laynna Feitoza Manaus, AM

A reportagem é recebida na suntuosa casa de Giovanna Vieira com um caloroso abraço. Ao Redor, as netas da bela mulher de 47 anos correm e brincam, deliciando-se com o melhor de sua infância. Funcionária pública da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas, ela conduz a casa do desembargador Lafayette Vieira Jr., seu marido, com uma suavidade peculiar. Grande ativista da adoção, ela sabe que o amor não depende de laços consanguíneos. E é com a frase que ela repete incansavelmente ao nos receber que o convidamos para mais um primeira classe: “Entra, a casa é sua”.

COMO VOCÊ CONHECEU SEU ESPOSO?

O conheci no meu aniversário de 14 anos e estamos há 32 anos juntos. Foi meu primeiro e único namorado. Me arrepio um pouco ao falar sobre isso, porque por ele tenho uma profunda admiração, sou sua grande fã. Ele era mais velho, mas eu tinha 18 anos quando a gente casou. Ele é o caráter em pessoa, um pai espetacular e marido maravilhoso. Não sei em qual papel ele se encaixa melhor. Ele, meu pai [Alcemir Figliuolo] e meu filho [Lafayette Neto] são os homens da minha vida.

HÁ ALGO QUE A ‘VÓTERNIDADE’ TE ENSINOU, QUE A MATERNIDADE NÃO?

A paciência. Porque eu acho que a maternidade te dá uma obrigação muito grande. Na ‘vóternidade’ não, você pode tudo. A maternidade é ‘não mexe aqui, cuidado ali’.’ A vóternidade’ é diferente. Não é que você vai deixar o seu neto livre demais. Mas existe uma delícia ímpar em ser avó. Quando você chega lá adiante e olha para aquele serzinho que já é seu neto, você diz ‘Caramba! Já criei um filho, que já tá me dando um neto’. É maravilhoso, delicioso. É mais leve. É uma dupla benção: ter filhos e netos.

COMO É O SEU TRABALHO NO CEJAIA?

Sou Secretária-Diretora da CEJAIA (Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Amazonas) um núcleo que trabalha com adoção internacional. Só que a adoção internacional é o último recurso para a pessoa adotar. A gente cadastra pessoas, casais de fora do Brasil. A prioridade é a adoção nacional. As crianças ou voltam para o lar, ou para um membro da família, ou vão para casais brasileiros. Em último estágio é que elas serão adotadas por estrangeiros.

COMO É O PROCESSO?

Aqui em Manaus, depois que eu entrei fizemos uma adoção. E é muito bom, porque temos contato com ele, que mora na Alemanha. Mas não é simples: os pais interessados vem para cá, tem tempo de adaptação, tem tempo de conhecer a criança. Não é de qualquer jeito, há muita burocracia. Eles passam por psicólogos e avaliações inúmeras, para ver se estão aptos a adotar.

QUAL SEU FILME FAVORITO?

De filmes, amo comédia romântica, amo me emocionar. Filme tem que ter mocinha e bandido, para mim. Eu amo ‘Uma Linda Mulher’. Mas eu gosto muito de comédia brasileira. ‘Se eu fosse você’ e ‘A casa da mãe Joana’ são exemplos.

O QUE VOCÊ COSTUMA USAR NO DIA A DIA?

Sou muito clássica. Não gosto muito de jeans. Eu uso, mas não sou chegada. As funcionárias do meu trabalho dizem que eu sou uma ‘bonequinha de luxo’. Gosto de vestidos MIDI, que estão na moda e eu amo. E amo pérolas. Não abro mão das minhas pérolas por nada. São colares que vieram da minha avó paterna, que deu para minha mãe. Quando eu casei, trouxe as jóias da minha mãe e dei para minha filha mais velha, Andrezza.

VOCÊ TEM ALGUM VÍCIO?

Eu tenho um vício: aonde eu vou, eu compro prato. Eu tenho muitos pratos. Não importa se são de Parintins ou Itália, não importa: trago de qualquer lugar. Nós fomos para a Europa há dois anos. Eu não consegui encontrar pratos em alguns lugares. Eu fui em Nice (França) e não comprei prato de lá. Fui em Mônaco e não encontrei prato de Mônaco. O único vício é o de comprar pratos onde eu vou.

LIVROS E SONS

“Eu gosto muito de biografias. Estou lendo o livro do Eike Batista, e o mais engraçado é que não é uma autobiografia. Fala do tempo em que ele começou o império até a decadência dele. Vou de livros de auto-ajuda a biografias, porque gosto de ler histórias de vida e superação. Li o livro do meu pai [“Uma breve história de amor e lutas”] duas vezes. Na música, gosto de Coldplay e de todas da Marisa Monte.

O QUE VAI NA BOLSA

“O Cabotine é meu perfume há 25 anos, desde a época da faculdade. O que vai na minha bolsa sempre é o protetor, batom e liga de cabelo. Gosto demais dos batons da Chanel, mas ultimamente tenho usado muito MAC, não vou mentir: é o que anda na minha bolsa. Um rosa chamado Saint Germain

LAZER

“Minha sogra me deu esse jogo de porcelanas italianas como presente de casamento. Tenho há 29 anos. Eu sempre quis fazer Direito, mas eu amo decoração. Só que eu gosto de decorar para mim. Quando não tem nada para fazer e estou sem sono, eu troco de móvel sozinha, eu mudo a decoração e coloco outra, eu vou atrás do que eu tenho, amo decorar. Não posso dizer que isso é um sonho ou frustração, é um apenas um hobby”.

ALMA QUASE GÊMEA

“Alguém disse, certa vez, que a cara-metade existe só entre marido e mulher. A minha cara-metade é a minha irmã [Alessandra]. Nos entendemos de uma forma que não sei explicar. Ela é meu outro eu, mesmo sendo totalmente diferente de mim. Eu sou aquela pessoa ‘light’ e ‘zen’. O mundo pode estar caindo, mas eu estou bem. Ela é extremamente centrada e disciplinada. Ela acorda 5h para malhar, para fazer o café dela do jeito que ela gosta. Se ela vai ao médico, ela segue o tratamento dela à risca. Eu não: sempre paro tudo no meio”.

OS PEQUENOS-GRANDES

“A casa parece tranquila, mas ela não é muito tranquila não [diz Giovanna sobre os netos Aymée (7), Sophia (6) e Lafayette Bisneto (1)]. Tem horas que eles estão gritando, que estão correndo, assistindo novela... mas isso é o que vale na vida para mim. Quando a Joanna (10) [filha mais nova] tem aula particular, as minhas netas respeitame vão brincar lá fora. Já fui para o show do One Direction com minha filha. E minha neta Aymée toma conta até do meu cartão. Ela diz ‘Vó, você já tá gastando?’”

IMAGEM E SEMELHANÇA

“Esse quadro nós ganhamos de surpresa de um compadre. Ele mandou fazer a pintura e eu me apaixonei na hora!. Eu estava com cabelo grande e a Joanna [filha mais nova] não tinha um ano. Aí eu falei que eu queria esse quadro em destaque na minha sala. Os demais reclamam, dizem que não se acham parecidos com o que está no desenho. Mas eu acho todo mundo parecido. O quadro foi feito em Parintins e lá sabemos que tem muitos artistas incríveis”.


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