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Vida

Primeira Classe com a jornalista Daniela Assayag

Com 21 anos de carreira, jornalista fala sobre atual rotina que a permite estar mais voltada à família, sem deixar de lado o que ela mais gosta: grandes desafios 28/11/2015 às 10:21
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Apresentadora adora fazer scrapbooks, onde coloca fotos e conta momentos como o nascimento das filhas
LÍDIA FERREIRA Manaus (AM)

Eterna cunhã-poranga do bumbá Caprichoso e uma das jornalistas de maior destaque do Amazonas, Daniela Assayag comemora a nova fase na carreira à frente do “Manhã no Ar”, exibido pela TV A crítica/Record. A parintinense de coração, e manauara de registro de nascimento, abriu as portas de sua casa, onde cada detalhe foi decorado por ela e traz inúmeras referências de suas viagens pelo mundo, para um bate-papo sobre a atual rotina, que a permite estar mais voltada à família, sem deixar de lado o que ela mais gosta: grandes desafios.  

Quer dizer que você não é parintinense e sim manauara? 

Sou de Manaus, minha mãe (Lúcia) é daqui e meu pai (Élcio, já falecido) era de lá. Gostaria de ter nascido em Parintins, mas quando as pessoas de lá me chamam “oi, conterrânea”,  eu respondo com a maior firmeza como se fosse de lá (risos). Embora meu pai tenha saído muito novo de lá- com 12 anos veio estudar na capital, ele dizia que Parintins nunca saiu dele. Então, eu e meu irmão (Rafael)  sempre fomos criados andando de barco, comendo peixe “na pá do remo”. É a grande herança que eles nos deixou:  o amor a essa cultura amazônica, ao Festival de Parintins e  ao Caprichoso. Meu “vô” Elias, pai dele, e meus tios, tinham um boizinho mirim na década de 30/40, que era o Douradinho.  

Sua ligação com o boi-bumbá vem daí?

Somos Caprichoso desde sempre. Desde criança ia para o festival, com 11 anos pedi para dançar. Peguei uma fantasia emprestada e adaptada da então miss Amazonas, Grace Pascarelli, e assim foi! Aos 17 anos, eu estava numa festa no clube Rio Negro, quando a Márcia Baranda, na época diretora de figuras femininas, me viu dançando. Dias depois recebi um telefonema do presidente, Geraldo Menezes, fazendo o convite. Fiquei nervosa e gritei: “Pai, seu Geraldo quer falar com você”. Ele respondeu ao telefone: “Acho que ela quer, ela está pulando aqui” (risos). Toda a família gostou! Durante 11 anos dancei no boi, sendo cinco deles como cunhã.

E quando virou jornalista?

Entrei na faculdade de Jornalismo na Universidade Federal do Amazonas e até o terceiro período era cunhã. Já trabalhava na TV e tive que decidir. Meus pais queriam que eu pedisse demissão para continuar no Caprichoso, eu disse: “vocês estão loucos?” (risos). Hoje tenho 21 anos de carreira, depois de 20 anos viajando muito como repórter agora encaro um novo desafio que é estar em estúdio e ser gerente de jornalismo. 

O que mudou?

A primeira coisa foi trocar as botas que ia para floresta pelo salto! (risos). Acordo às 3h40 da madrugada, rezo para minha santinha (Nossa Senhora de Auxiladora), e em cinco minutos estou na TV A Crítica - não tem trânsito! Chego, leio o jornal A Crítica, vejo tudo e às 5h45 vou me arrumar para estar no estúdio às 6h15. O maquiador fica louco comigo! (risos)

Você é muito vaidosa?

Sou nada, zero! Só tenho vaidade com meus cabelos, de estar sempre hidratado, com um corte legal. Me arrumo em cinco minutos: basta uma calça, camisa, um pó, batom e uma colônia. Tenho a vantagem de ter um maquiador na TV.

Qual seu hobby?

Estar com a família, viajar, ler e fotografar. Saí da reportagem porque não tinha muita rotina e minha vida pessoal, especialmente a familiar, exigia mais rotina de mim, o que estar na gerência de uma TV e na apresentação me permite. Também adoro ler. Esse espaço aqui (ela abre o escritório, recheado de livros), eu passo muito tempo. O meu marido (Beto Gioia) é muito tecnológico, lê muito no computador. Eu gosto de ter o livro em minhas mãos, gosto da textura, do cheiro do  livro novo, etc.

E tem um livro preferido?

É tão difícil escolher, gosto de vários. Mas gosto muito da trilogia  do Laurentino Gomes (“1808”, “1822” e “1889”), mostra a nossa realidade.  

BATE-PAPO

Vida em família 

Casada há 12 anos com o engenheiro Beto Gioia, Daniela Assayag é mãe de Giovana (11) e Maria Teresa (4). “Estamos sempre juntos. Gosto de assistir novela e cozinhar com a minha filha mais velha - ela é a mestre cuca aqui de casa. Também adoro ler para a mais nova. A “Tetê” adora porque eu interpreto os livros, faço vozes, essas coisas de mãe”. A mudança na carreira, com a saída da reportagem para a apresentação em estúdio, foi motivada pela necessidade de ter uma rotina mais voltada à família.

Viagens, amor e amigos 

A paixão por viajar e o trabalho, seja no bumbá Caprichoso ou no jornalismo, levou Daniela a mais de 28 países, além de inúmeras cidades brasileiras. “No mínimo faço entre duas ou três viagens por ano, uma sempre com a família completa, outra só com o marido e quando dá com as ‘meninas’”, conta ela, referindo-se às melhores amigas. O “quarteto fantástico”, como diz Daniela, é um grupo de amigas desde a época do colégio Auxiliadora e é formado por ela, Mirza Monteiro, Flávia Piva e Ana Lúcia Levy. “São 30 anos de amizade, é muito amor e alegria”.

Eterna cunhã-poranga azul

O bumbá Caprichoso materializou o título de “eterna cunhã” de Daniela com uma homenagem. Mesmo longe do posto, ela continua ligada à agremiação folclórica: este ano, fez parte da curadoria que selecionou as toadas do azul e branco. E o que ela pensa do contrário? “Tenho muito respeito. Eu até falo ‘Garantido’, só evito usar o verbo, prefiro ‘assegurar’, por exemplo. Evito usar vermelho, mas não sou radical, às vezes uso um tom avermelhado. A galera do Caprichoso que não gosta muito, mas eu digo:  ‘não é vermelho não, é vinho, é quase rosa’, falo qualquer outro tom”, brinca.

Apaixonada pela profissão 

No dia 10 de março de 2015 estreou na TV A Crítica o “Manhã no Ar”,comandado por Daniela Assayag. Além de estar à frente das câmeras, ela comanda a equipe de jornalismo da emissora. “Ouvi muito: ‘ela vai tirar de letra’. Mas é totalmente diferente da reportagem, tudo que foi planejado antes de entrar no ar pode mudar ali, ao vivo. É uma adrenalina, mas eu gosto de desafio. Para quem não ama o que faz, falo igual ao capitão Nascimento: ‘pede para sair’!”

Passatempo

A apresentadora e jornalista adora fazer scrapbooks, onde coloca fotos e conta momentos como o nascimento das filhas.“Eu sou muito tradicionalista, gosto de imprimir foto, escrever à mão, essas coisas”. O hobby tem relação com outro da jornalista: fotografia. “Ganhei do meu marido um equipamento e não parei mais. Não sou profissional, mas amo fotografar. Tenho mais de 18 mil fotos de viagens e da minha família”, conta.  

Daniela também coleciona sinos: são mais de 140 de lugares diferentes do mundo, feitos de materiais diversificados. “Eu queria algo que simbolizasse, que eu trouxesse fisicamente uma lembrança do lugar. Eu comecei a observar que em vários lugares tinham sinos de souvenir. Eles têm a questão da sonoridade, que é legal”.

Fé e religiosidade 

“Meu pai era  devoto de Nossa Senhora do Carmo, eu sou católica e devota de Nossa Senhora Auxiliadora. Eu rezo todos os dias, tenho no meu quarto um lugar para as minhas santinhas, deve ter umas oito miniaturas. Faço presépio no Natal, faço viagens religiosas quando posso. Todos os dias eu peço a Deus que ilumine cada um que trabalha comigo e que ninguém faça aquilo por vaidade, mas por vocação, e que possamos ajudar as pessoas com aquelas informações”. 


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