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Primeira Classe: Deborah Assayag completa 80 anos e relembra paixões pela família e pela arte

Confira um “insight” na vida de uma mulher extremamente dedicada ao marido e aos filhos, apaixonada por musicais e com uma sede formidável de viajar  13/11/2015 às 15:13
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Sobre o que pensa ao completar 80 anos, ela reflete: "Eu ando agradecido muito, na verdade"
Lucas Jardim Manaus (AM)

O sol do fim de tarde irradiava através das persianas da sala de estar de Deborah Assayag enquanto a esperava para começarmos nossa entrevista. Fico feliz que ela tenha tido espaço na agenda, já que o dia do nosso bate-papo coincidia com o seu aniversário de 80 anos, um marco na vida de qualquer pessoa. Deborah, no entanto, não é qualquer pessoa: nossa conversa foi um “insight” na vida de uma mulher extremamente dedicada ao marido e aos filhos, apaixonada por arte e com uma sede formidável de viajar (o que, inclusive, já fez bastante) - nossa PRIMEIRA CLASSE da semana.

A senhora está completando 80 anos. O que tem refletido neste momento da vida?

Eu ando agradecido muito, na verdade. Sou muito grata.

Pelo que a senhora tem agradecido?

Pelas minhas amigas e meus amigos... E claro, pelos meus filhos.

Tem algo que concentre a sua dedicação no momento?

Recentemente, eu ganhei uma bisneta, a Raphaella, neta do meu filho mais velho, Ralph. Ela nasceu há 45 dias e adoro ficar com ela.

Sua bisneta mora com a senhora?

Ela mora com o Ralph aqui no prédio. O edifício é todo da família.

A senhora sempre gostou de estar perto de seus familiares?

Gostei, mas eu nunca chamei assim: “vem pra cá”. Eles se agruparam e vieram. Foi uma coisa espontânea deles.

Foi algo que eles decidiram fazer há muito tempo?

Faz tempo que eles decidiram isso sim, menos a Izabela, minha filha do meio, que foi morar nos EUA.

Para alguém com um núcleo familiar tão próximo, como foi encarar a partida dela?

Quando ela foi estudar nos estados unidos, eu disse para mim mesma: ‘ela não vai mais voltar’. Eu meio que sabia.

Mas ela está aqui agora, na sala [risos]...

Pois é, ela volta sempre e os filhos dela sempre me visitam. Saem de lá e vêm passar as férias aqui.

Eles gostam da cidade?

Eles adoram tudo que é daqui. Isso me emociona muito.

Por que lhe emociona?

Porque eles têm tudo lá, é primeiro mundo, mas eles vêm passar as férias em Manaus, na casa dos avós.

E a senhora, tem boas lembranças da sua infância?

Tenho sim. Lembro da época em que estudava no colégio auxiliadora. Era muito bom.

Depois do colégio, o que a senhora fez?

Estudei serviço social na escola de serviço social do amazonas. O Dr. André Araújo acabou virando muito meu amigo desses tempos.

O que levou a senhora a fazer serviço social?

Começou pela minha irmã mais velha, que era uma assistente social e tudo o que ela fazia, eu queria fazer.

O que ela fazia exatamente que tanto lhe interessou?

Ela fazia um trabalho maravilhoso junto a crianças abandonadas. Ela foi diretora da [fundação nacional do bem-estar do menor] Funabem por muitos anos, inclusive.

Chegou a se envolver nesse trabalho?

Sim, fui aprendendo com ela.

E agora que se dedica mais ao lar, ainda gosta de se cuidar?

Gosto, sim. Não abro mão de uma base e de um batom.

E na hora de se vestir, do que gosta?

Gosto de tailleurs, como este aqui que estou usando. Em termos de grifes, adoro roupas do Yves Saint Laurent e do Pierre Cardin.

E perfume, tem algum que lhe apeteça mais?

Usei um, de cujo nome não me lembro, por anos, mas enjoei [risos]. Hoje uso o Narciso Rodriguez.

BATE-BOLA

Viagem

O passaporte de Deborah está cheio de carimbos, com várias passagens pela Europa e Estados Unidos. Em suas andanças, a capital da Dinamarca lhe deixou uma grande impressão.

“Copenhagen é uma cidade pequena com um povo muito agradável. Eu e meu marido fomos lá na década de 70. Os dinamarqueses só falavam a língua deles, não falavam inglês, mas mesmo assim, nos viramos e foi ótimo”.

Pintura

Deborah é aficionada por arte e chega até a se aventurar na pintura. “Pintei dois dos quadros que estão aqui na sala. Um deles é o que está no canto, que mostra eu sendo abraçada pelo meu marido. Gosto de pintura mas, como minha irmã Clio, que é artista plástica fala, ela é algo para o qual você precisa dedicar bastante o seu tempo”.

Marido

A admiração que Deborah tem por seu marido, o empresário Ambrósio Assayag, é palpável. “Nós nos conhecemos no Ideal Clube, onde eu ia para dançar... É tão difícil eu falar dele. Acho-o uma pessoa espetacular. Se ele chegar aqui, ele vai conversar com vocês todos e vocês vão ficar boquiabertos. Meu marido costuma falar muito, mas ele fala corretamente o português e só fala quando tem certeza”.

Concorde

Dentre as experiências únicas de Deborah está ter feito o trajeto Manaus-Paris no avião supersônico Concorde. “Foi uma coisa assim... Eu não esperava. Foi muito rápido. Daqui para a África foram três horas. De lá para Paris foram apenas duas horas e meia. Ganhamos um diploma da Air France na ocasião”.

Musicais

Deborah é simplesmente fascinada por musicais e tem um até um painel cheio de cartazes e tíquetes deles decoran-do a sala de sua casa. “Quando eu ia para a Europa ou para Nova York, a primeira coisa que eu perguntava era: ‘Onde é que estão os musicais?’.  Ia assistindo tudo [risos]. Eu vi vários, ‘O Fantasma da Ópera’, ‘Miss Saigon’, ‘O Rei Leão’... mas o que mais me marcou foi ‘A Bela e a Fera’, que eu fui ver na Broadway, por ter sido o primeiro que assisti”.

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