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Primeira Classe: Nejmi Aziz

Ela ganhou os holofotes e o carinho dos amazonenses quando foi primeira-dama do Amazonas. Em entrevista, Nejmi fala do seu dia a dia, a cidade que adotou como sua há 21 anos, saudades e sonhos 19/12/2015 às 13:01
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“Procuro sempre mostrar o que sou, o que penso.Você me vê assim em casa, na rua ou na feira sou a mesma”,diz
JONY CLAY BORGES Manaus

Nejmi finaliza os detalhes para a entrega de doações que ajudou a arrecadar numa campanha solidária quando recebe a reportagem em sua casa, no Aleixo. “Sempre achei que, se cada um fizer sua parte e contribuir com um pouco, dá para todo mundo’, ela diz. O ideal beneficente segue como marca da paranaense de Foz do Iguaçu, que ganhou os holofotes e o carinho da população amazonense em sua passagem pelo cargo de primeira-dama. Aqui, ela figura o Primeira Classe da semana e fala de seu dia a dia, da cidade que adotou como sua há 21 anos, de suas saudades e de seus sonhos. 

Você realiza trabalhos filantrópicos ainda hoje?

Todas as campanhas que fazia com o Omar (Aziz) no Governo sigo fazendo hoje da maneira como posso – nas minhas redes sociais, divulgando e ajudando com a minha Rede Solidária.

Que mazelas sociais a tiram do sério?

Saúde e violência. Não só eu, revolta qualquer ser humano. Tudo que vida tem de ser respeitado.

É a favor dos direitos dos gays?

Não tenho preconceito nenhum, nem com cor ou opção sexual. Cada um tem de cuidar da sua vida. Já é tão difícil a gente cuidar da vida da gente!

Como se defende de pessoas que se aproximam de você por interesse?

Se uma pessoa é mau caráter comigo, não fico amarga achando que todo mundo fará o mesmo. Sigo a vida adiante. Enquanto ela não me mostrar o contrário, vou tratar a pessoa com respeito e carinho.

Você tem aspirações políticas?

Não sei responder nem o que vou fazer amanhã. Sou muito de deixar as coisas acontecerem na minha vida. Sinto que farei parte do processo político porque me importo com o que acontece aqui. Gosto do lado social. Isso é algo que me dá prazer.

Considera-se vaidosa?

Sim, como toda mulher. Mas não sou daquelas que come alguma coisa e corre para a balança. Quero estar bem comigo mesma.

Segue alguma dieta?

Não. Se tiver vontade de comer alguma coisa, eu como. Só não sou muito de jantar nem comer carne vermelha.Segue ritos para cuidar da beleza?Gosto de coisas naturais, como passar vinagre com o condicionador, deixa o cabelo bem solto. Para a pele, pego casca de laranja seca, trituro e misturo no óleo de amêndoa. Passo no banho. Não sou muito de me maquiar: passo lápis, rímel, um batom cor de boca e pronto.

Como define seu estilo de vestir?

Tenho um estilo meu de que busco não fugir: gosto de estar confortável, de me sentir bem com a roupa. Pode ser a mais linda ou cara do mundo, se não me sentir bem, não uso. Gosto de tons claros e de roupas com stretch ou malha: é confortável e não aperta.

O que gosta de fazer nos momentos de lazer ou diversão?

Aqui em casa é assim: tenho uma filha de 18 (Emjen), um de 16 (Enzo) e outra de 7 (Johara). Toda hora tem um ou outro comigo, quando não o Omar pedindo um sanduíche, ou os cachorrinhos vindo brincar (risos). Mas adoro arrumar minha casa: a decoração de Natal eu fiz toda com eles.

O que Manaus representa para você?

Tudo. Aqui estão as coisas mais importantes que conquistei na vida, como minha família. E me considero amazonense de corpo, alma e coração. E sem demagogia ou pieguice, acho Manaus uma cidade maravilhosa.

Um momento que marcou sua vida?

Quando fui mãe. É uma das maiores bênçãos que uma mulher pode ter.

E uma coisa de que sente saudade?

De ter minha família, minhas irmãs e minha mãe, perto de mim.

Qual o seu grande sonho hoje?

Deus foi tão generoso comigo que hoje só quero ser feliz. Ter saúde e que meus filhos tenham saúde. E paz: tendo isso, até numa taperinha no meio do rio está bom.

Algo mais?

Sempre mostro o que sou, o que penso. Você me vê assim em casa, na rua ou na feira sou a mesma. E peço a Deus todo dia para me dar sabedoria para nunca deixar de olhar para o lado, para o próximo. Na vida somos uma vela: num sopro se vai embora. E daqui só se levam os bons momentos vividos.

BATE-BOLA

Um lugar para relaxar

Na residência de Nejmi no residencial Ephygênio Salles há diversos lugares para relaxar e ficar à vontade com os familiares e amigos mais próximos. Um dos preferidos dela é o pequeno gazebo no jardim em frente à casa. Como todo o resto da casa, o lugar ganhou pequenas decorações e luminárias instaladas por ela mesma. Ficar em casa, segundo Nejmi, é um de seus grandes prazeres hoje. “Sinto prazer de ficar em casa. Minha casa é meu santuário. Se você não tem paz em casa, não tem em lugar nenhum”, diz.

Família em miniatura

A família é uma das coisas que Nejmi considera mais importantes em sua vida, e isso se reflete até nas coisas ao seu redor. Um exemplo são os bibelôs na mesa da sala de estar: com cenas familiares, cada pequena estátua vira uma cena da vida da família que ela conta à filha pequena, Johara, de 7 anos. “Aqui é a Emjen carregando a Johara, e nesta é a Emjen e o Enzo no piano”, ela diz, apontando uma peça e outra. “São coisas de que ela vai lembrar quando for adulta”.

Personagens no caminho

O apreço de Nejmi pela decoração dos espaços se estende aos jardins da casa, com diversas estátuas conferindo um ar clássico aos diversos cantos do local. O camponês e a jovem dama da foto estão entre suas peças prediletas, em frente a um espaço onde ela cultiva plantas naturais, como manjericão, boldo e arruda. “Tomo chá de tudo, mesmo porque detesto ter que tomar remédio”, declara ela.

Símbolo de amor e união 

Uma joia pela qual Nejmi tem o maior carinho é o colar que usou em seu casamento com Omar Aziz, 13 anos atrás. A peça foi feita sob encomenda, reunindo peças menores que ela já possuía. “É uma peça que a Emjen ou a Johara poderão usar um dia quando forem se casar”, comenta ela, que levou o colar para ser abençoado anos atrás, numa visita ao Vaticano.

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