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Primeira Classe: Walderez Simões

Matriarca da família Simões fala sobre sucesso do grupo que leva o nome da família, hobbies e histórias. Aos 88 anos se considera uma mulher realizada 21/11/2015 às 10:16
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"Sem dúvida, o sucesso da união familiar foi uma grande conquista"
Rosiel Mendonça Manaus (Am)

Aos 88 anos recém-completados, Dona Walderez Simões é uma mulher realizada. Sua presença marcante ao lado do marido, Antônio de Andrade Simões, é apontada como fundamental para o sucesso do grupo que leva o nome da família. Hoje, ela olha para os frutos de um dos maiores conglomerados empresariais do norte do País, com o sentimento de missão cumprida. Recuperando-se de um AVC, a matriarca conversou com o PRIMEIRA CLASSE sobre sua história, hobbies e memórias. Confira:

A senhora é natural do Amazonas?

Nasci no Cambixe, região do Careiro da Várzea. Meu pai tinha uma fazenda lá e foi onde eu e meus 11 irmãos fomos criados, um total de seis homens e seis mulheres. Dois morreram novos e agora somos só cinco irmãs. A mais velha tem 93 anos. 

Como veio para Manaus?

Quando entramos em idade escolar, meu pai se mudou para a capital para que os filhos fizessem o ginásio.

Quando começou a construir sua prórpria família? 

Casei aos 20 anos com Antônio de Andrade Simões e cheguei a trabalhar com ele na padaria, no início de tudo. Depois, fui cuidar da família. Tive cinco filhos, duas mulheres e três homens, e hoje tenho 15 netos e 13 bisnetos. 

E em que momento todos conseguem se reunir?

No Natal geralmente estão todos aqui, inclusive os netos e o bisneto que estudam nos Estados Unidos. Sempre fazemos uma confraternização na cobertura em que vem toda a família ficar junta.

Vocês mantêm alguma tradição nessa época? 

ossa tradição todo ano é rezar antes minutos antes da meia noite. Também tem o Papai Noel, que sempre aparece. Sem falar dos presentes... mas ninguém faz amigo oculto, cada um fica livre para presentear quem quiser.

Qual o seu maior orgulho?

Eu vi o Grupo Simões crescer, sempre trabalhando ao lado do meu marido como sócia. Todos pensavam que quando ele morresse tudo acabaria, mas nossa empresa é grande e estamos unidos até hoje. Sem dúvida, o sucesso da união familiar foi uma grande conquista.

Como é a sua rotina hoje?

Faço sessões em casa com fisioterapeuta, personal e fonoaudióloga. Às vezes saio para passear, mas meus hobbies mesmo são a pescaria e o artesanato. 

Tem um prato preferido? 

Nunca fui de cozinha, mas dos peixes regionais o preferido é o tucunaré, que a gente mesmo pesca. Fora isso, toda a família foi criada com uma alimentação de português, mediterrânea, com muito vinho, bacalhau, azeite, pães...

Consegue dedicar um tempo para a vaidade?

Sempre. Agora tenho cuidado diário com a hidratação da pele.

Que países são inesquecíveis? 

França e Portugal. Meu marido era português e chegamos a morar seis meses lá com as nossas filhas. Na época, o pai dele estava doente e ele foi tomar conta dos negócios.

É religiosa?

Somos católicos e eu sou devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

BATE-BOLA

Em família

Viúva de Antônio de Andrade Simões, com quem foi casada por 45 anos, Walderez Simões vive rodeada pelos familiares. São cinco filhos, criados “ao modo antigo”, mas com liberdade. Morando na cobertura de um edifício batizado em homenagem a ela, no Centro da cidade, a amazonense tem como vizinhos um neto e uma filha. 

Projeto arquitetônico

Na primeira edição da Casa Cor Amazonas, em 2010, Walderez foi homenageada com um espaço projetado pelas arquitetas Luiza Mello, Anne Cavalcante e Elisabeth Braga. O Loft da Melhor Idade reunia living, cozinha gourmet, ateliê para trabalhos manuais, quarto, closet, banheiro e um SPA em 108m².

Artesanato

Atualmente, ela dedica a maior parte do tempo em casa às atividades manuais. Quando não está completando livros para colorir, Walderez está produzindo arranjos de flores ou porta-guardanapos que usa para presentear os familiares e amigos que a visitam.

Habilidade

Nossa entrevistada foi uma costureira de mão cheia, ofício que aprendeu por conta própria e transmitiu para a filha Norma. Entre bordados e outros modelos, ela sempre confeccionou o que as filhas usavam na juventude, incluindo vestidos de 15 anos. 

Pescaria

Está entre as distrações favoritas da amazonense. Nos 50 anos da filha Norma, Walderez reuniu toda a família em uma grande pescaria em Parintins, cidade que costuma visitar aos fins de semana.

Pelo mundo

Por inúmeras vezes, Walderez acompanhou o marido nas viagens de negócio. Sozinho ou com os filhos, o casal percorreu países em todos os continentes, mas os destinos preferidos da matriarca são Paris e Portugal, onde chegou a morar durante seis meses. Em 2012, ela fez o trajeto Londres-Nova York na viagem que lembrou os 100 anos do Titanic.

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