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Primeira-dama do Amazonas Edilene Gomes fala com exclusividade ao Primeira Classe

Entre outros assuntos, a administradora amazonense conversou sobre os novos desafios da carreira, o valor da família e de sua paixão pelo Festival de Parintins 26/06/2015 às 17:43
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A primeira-dama do Amazonas Edilene Gomes: simplicidade e elegância
Lucy Rodrigues Manaus, AM

Simplicidade, franqueza e simpatia são características marcantes da primeira-dama do Estado Edilene Gomes.  A administradora amazonense que tem 25 anos de experiência no serviço público, onde atuou principalmente como secretária em sucessivos governos, considera-se uma profissional dedicada, que valoriza o trabalho em equipe e gosta de atuar nos bastidores. Talvez por isso fuja do estereótipo de esposa de chefe de Estado que vive sob os holofotes, chegando a hesitar em conceder esta primeira entrevista exclusiva ao BEM VIVER TV.  Mas como toda mulher forte, Edilene não foge aos desafios, e recebeu nossa equipe para quase uma hora de conversa, pouco antes de embarcar para o Festival de Parintins. E a insistência valeu à pena. Confira:

Este ano a senhora está organizando a logística do camarote do Governo em Parintins. Como é sua relação com o Festival?

Eu gosto de todas as manifestações culturais do Amazonas. Participo de algumas, vou sempre acompanhando o Melo, mas particularmente do Festival de Parintins eu gosto em excesso. Eu me envolvo,  adoro, fico imaginando como aquele povo faz um espetáculo tão grandioso e nós emprestamos os nossos artistas para outros estados do País. Gosto de dançar, me enfeito de penas e adereços feitos por artistas locais e lá me sinto a verdadeira cunhã da tribo parintintim (risos). 

Tantos anos à frente de atividades administrativas, como encara os desafios do posto de primeira-dama, como por exemplo a atuação nas ações sociais?

O social é feito por muitas mãos. São muitas secretarias envolvidas na política pública social. Eu sou a facilitadora disso. Porque o mérito da gestão é dos secretários. Eu aprendo com eles todos os dias e tenho a humildade de reconhecer que não conheço tudo. Nesse aspecto, minha relação com o governador  é de facilitadora. Junto com os secretários discutimos os problemas, encontramos uma indicação de solução e levamos ao governador, para ele decidir o que é melhor. É claro que ele faz aquilo que está dentro das possibilidades do Governo.

 E como lida com a questão da visibilidade?

 Eu sou muito autêntica, muito sincera. Ao longo da minha vida sempre fiquei escondidinha, nunca gostei de aparecer. Acredito que os resultados sim precisam vir, aparecer, mas sei que eles não são feitos por uma única pessoa. São feitos por uma máquina composta de engrenagens que trabalham juntas. É claro que tem as veias específicas hoje para o social. Mas como participei de outros governos ficou mais fácil saber o funcionamento da máquina em outros setores e aquilo que posso ajudar eu ajudo sempre.

A senhora é sempre citada até mesmo nos discursos do governador como exemplo de companheira ideal. Como divide os papéis de mulher, mãe e primeira-dama?

Sou filha de uma família de dez irmãos, tenho dois filhos do primeiro casamento e minha relação com Melo começou há sete anos, com muita amizade. Na família sempre falamos  muito diretamente sobre todos os assuntos. Conversamos, concordamos e divergimos. Mas para o Melo eu estou sempre lá, esperando. Para ele sou mais companheira mesmo, fazemos tudo juntos. Eu nunca viajei para o exterior, nossas férias são dentro do mato. Nos últimos seis anos visitamos as calhas do Madeira, Solimões, Negro, Badajós. Temos essa relação muito forte com a natureza. 

O que gosta de fazer nesses momentos de lazer?

Meu esporte preferido é a pesca porque eu gosto de competir com o Melo (risos). É sério, eu pesco de carretilha de molinete, mas o que eu amo na minha vida é o meu sítio. É o lugar onde eu me equilibro,  fujo quando preciso de paz. Lá eu falo com Deus sem ninguém por perto. Eu não faço questão de ir para lugar nenhum. Eu gosto da vida simples. Sou acelerada no dia a dia, ontem mesmo estava trabalhando até as 4h da manhã para ajustar os detalhes do camarote de Parintins. Mas no sítio é onde eu desacelero.

Paixão pelo Festival


Apaixonada pelo Festival Folclórico, Edilene torce pelo Caprichoso mas admira a festa acima de tudo e o valor dos artistas amazonenses e todos os responsáveis pela realização desse espetáculo. Este ano, a primeira-dama está diretamente envolvida na logística do camarote do Governo, em Parintins, e junto com o governador José Melo  recebe  12 embaixadores com suas comitivas, além de políticos como o ministro da Cultura Juca Ferreira, o  presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, o senador Aécio Neves, entre outras personalidades nacionais e internacionais.

Fé e devoção

Católica e devota de Santo Antônio -Edilene e Melo oficializaram a união há dois anos no dia 13 de junho-, a primeira-dama diz que sua relação com Deus é direta. “Minha relação com Ele é cristã e verdadeira. Quando quero perguntar por que algo está acontecendo pergunto onde estiver. Sou católica e respeito todas as religiões.”

Valor da família

De uma família de dez filhos cujo pai era estivador e a mãe dona de casa, Edilene faz questão de repassar os valores aprendidos aos filhos Érica e Fábio. “Mesmo humildes, do jeito deles, meus pais  repassaram os maiores valores de caráter, honestidade, lealdade, fidelidade... ensinaram tudo,  a ler, escrever, costurar... O Melo também é oriundo disso. A mãe dele estava lá no seringal no Juruá, mas teve a coragem de colocar os filhos  no barquinho, viajar 40 dias e vir para Manaus para ele ser alfabetizado aos 12 anos. Valorizamos muito a família e a educação e repassamos isso aos filhos.”

Beleza e arte

Adotando um visual clássico, seja na maquiagem que destaca mais os olhos que a boca, ou nas joias como colares e brincos de pérolas, Edilene também é apaixonada pela beleza das artes, especialmente a música. “Amo a música. Sou eclética, mas ouço muito a Música Popular Brasileira e a amazonense. Gosto de Eliana Printes (foto), Cileno, Márcia Siqueira, Serginho Queiroz, Lucilene Castro, Ketlen Nascimento, Raízes Caboclas, Imbaúba...Em relação aos  nacionais, sou apaixonada por Tom Jobim - Ligia é uma das minhas canções preferidas - e também gosto de Vinicius, Djavan...Tenho uma seleção perfeita no Spotify”, conta.

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