Sábado, 16 de Outubro de 2021
Cinema

Primeira exibição brasileira do filme 'A Última Floresta' acontece no Teatro Amazonas

O longa, que retrata um xamã tentando manter vivas as tradições do povo Yanomami, será exibido neste sábado (28); e estreará no dia 09/09 no Cine Casarão



floresta__1___1__E92D4C4B-E274-494B-85FD-2FD13A1B07CE.jpg Além de atuar, Davi Kopenawa também assina o roteiro do filme (Foto: Pedro J. Marquéz/Divulgação)
27/08/2021 às 16:38

A potência, beleza e força do povo Yanomami compõem as cenas do filme “A Última Floresta”, dirigido por Luiz Bolognesi. O longa-metragem, cujo roteiro é assinado pelo diretor e também pelo xamã e líder político Yanomami Davi Kopenawa, será exibido presencialmente – respeitando as medidas de segurança contra a Covid-19 – pela primeira vez no Brasil, em uma sessão especial que acontece neste sábado (28), às 20h, no principal cartão postal de Manaus: o Teatro Amazonas.

Com ingressos esgotados, a sessão será aberta ao público e convidados de ONG’s. Para os que não conseguirem prestigiar no sábado, uma novidade: o longa estreia no cinema local dia 9 de setembro, data em que entra no circuito de exibições do Cine Casarão (Rua Barroso, 279, Centro). Informações sobre os ingressos podem ser obtidas por meio do link https://casaraodeideias.com.br/links.

Sinopse

Na trama, o xamã Davi Kopenawa tenta manter vivos os espíritos da floresta e as tradições do território do grupo Yanomami, que vive isolado ao Norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. Mais de 10 mil garimpeiros ilegais, que invadiram o local em 2020, derrubam a floresta, envenenam os rios e espalham Covid e outras doenças entre os indígenas. Por outro lado, jovens ficam encantados com os bens trazidos pelos brancos; e, Ehuana, que vê seu marido desaparecer, procura entender o que aconteceu em seus sonhos.

 “O filme é sobre a luta de um xamã que procura manter a ancestralidade do seu povo forte, diante das ameaças do capitalismo, da mercadoria e da invasão de garimpeiros; também mostra a luta de uma mulher de Yanomami, para conseguir encontrar seu marido, caçador desaparecido e, em seguida, conseguir organizar sua vida sem depender do mundo dos homens. Esse é o duplo enredo central do filme”, acrescenta o diretor.

Produção

O filme, que já conquistou vários prêmios internacionais, sendo os mais recentes em agosto deste ano - “Melhor Documentário” no Festival Zeichen der Natcht, em Berlim, e o “Prêmio Artístico de Melhor Obra” no Festival dos Povos Originários, de Montreal - foi rodado em junho de 2019, no território Yanomami, na aldeia do Demini, onde vive Davi Kopenawa - nascido em 1956 em Marakana, uma comunidade Yanomami no norte da Amazônia. Bolognesi fala sobre como foi a parceria com o liderança indígena neste trabalho.

“Trabalhar com Davi Kopenawa, no caso desse filme, não foi apenas dirigí-lo, foi uma coautoria. O Davi é roteirista do filme junto comigo, ele decidiu que história ia ser contada, quem seriam os personagens; nós trabalhamos juntos. Então foi um aprendizado pra mim, porque não era um projeto em que eu tinha autoria exclusiva e eu decidia tudo; foi um trabalho em que eu filmava como protagonista um xamã e, este mesmo xamã era o dono da história, era o contador da história, o narrador”, finaliza Bolognesi.

Destaque

O longa foi produzido pela Gullane (Fabiano Gullane e Caio Gullane) e Buriti Filmes (Laís Bodanzky e Luis Bolognesi), em associação com a Hutukara Associação Yanomami e o Instituto Socioambiental (ISA).



Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.