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ESTREIA

'Procurando Dory' chega aos cinemas e empolga pais e filhos na capital

Filme é lançado após 13 anos do sucesso da animação "Procurando Nemo". Em Manaus, ao menos na primeira semana de exibição, cinema do shopping Manauara terá sessão legendada. Diretor fala sobre os desafios do filme 30/06/2016 às 10:13
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Estagiária Vanessa Alcântara e o filho Isaac, de 5 anos, não escondem a ansiedade (Foto: Clóvis Miranda)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Treze anos depois do sucesso da animação “Procurando Nemo”, as atenções de adultos e crianças se voltam mais uma vez ao fundo do mar, desta vez para acompanhar a jornada da desmemoriada Dory (coadjuvante do filme anterior) em busca de suas origens. Acumulando recordes de bilheteria no exterior, “Procurando Dory” estreia hoje no País e promete encantar pais e filhos.

É o caso da estagiária Vanessa Alcântara e do pequeno Isaac, de 5 anos, que não escondem a ansiedade em assistir a mais uma aventura da turminha de peixes. “Sempre gostei de filmes de animação, independente de ser mãe. Eu tinha 13 anos na época de ‘Procurando Nemo’ e também fui ao cinema na estreia porque era um filme muito comentado”, lembra Vanessa.

Depois que Isaac nasceu, os dois cansaram de reprisar o filme em casa, no DVD. “Desde pequeno ele está acostumado a ver desenhos. É uma distração que vem de quando eu ainda estava de licença e nós dois ficávamos sozinhos em casa”.

“O Nemo é de longe o que ele mais gosta, principalmente por causa da Dory e do jeitinho dela. Ele fala dos personagens, sabe toda a história... Quando mostrei o trailer de ‘Procurando Dory’, ele ficou super empolgado”, completa a mãe.

A mesma cena se repete na casa da fisioterapeuta Denise Ramos, que pretende levar o filho Jorge Wallace, de 4 anos, para conferir “Procurando Dory” no fim de semana.

“Fomos assistir ‘Tartarugas Ninja’ na semana passada e passou o trailer, desde então ele está na ansiedade. O legal é que ele já sabe o que quer”, diverte-se a mãe, que também esteve no lançamento de “Procurando Nemo” nos idos de 2003, quando tinha 19 anos.

Moral da história

Para Vanessa Alcântara, não é só o fato de Dory falar baleiês ou ter problema de memória que chama a atenção da criançada. Isaac, por exemplo, extraiu do filme uma lição importante. “Ele sempre fala da questão da obediência, que se o Nemo tivesse obedecido o pai dele nada daquilo teria acontecido no primeiro filme”.

Em “Procurando Dory”, a protagonista passa a ter lembranças de sua infância e de seus pais. Decidida, ela embarca em uma jornada que pode colocá-la em perigo. Nesta nova aventura, Dory tem a ajuda de seus amigos - Marlin e Nemo -, e reencontra velhos companheiros ao longo do caminho em busca dos pais.

A história em si não apresenta um vilão, isso porque Dory se vê diante de uma “batalha interna”, segundo o diretor Andrew Stanton, um dos roteiristas de “Toy Story”. “Ela precisa superar sua falta de confiança em si mesma. Não costumo escrever filmes com vilões, ‘Toy Story’ também não tinha. Na vida real, você não sai por aí combatendo vilões. Mas a maior parte das pessoas luta contra coisas complexas na vida. Não fazemos histórias para crianças, fazemos histórias que as crianças também podem ver”, disse.

Números

Há duas semanas a animação lidera a bilheteria nos EUA, com uma arrecadação total de 286 milhões de dólares, superando o total arrecadado por “Universidade Monstros” (268 milhões de dólares) nos EUA, em 2013. A expectativa é que o filme também ultrapasse os 900 milhões de bilheteria de seu antecessor, “Procurando Nemo”.

Destaque

Ao menos na primeira semana de exibição de “Procurando Dory”, o Playarte do Manauara Shopping terá uma sessão diária legendada do filme, às 21h30. Será a chance de conferir de conferir a performance da apresentadora Ellen De Generes como dubladora da protagonista.

Duas perguntas para Andrew Stanton, diretor de ‘Procurando dory’

Sentia-se em débito com a Dory?

Todo mundo ama a Dory. Mas sempre pensei nela como uma personagem triste, que vagava pelo oceano sozinha fazia tempo, sem se lembrar por quê. Por isso, ela é tão engraçada e generosa, é como uma armadura. Assisti novamente a “Procurando Nemo”, alguns anos depois da estreia, e percebi que não queria mais que ela se sentisse daquela maneira. Foi isso que me fez querer voltar. Então, sim, eu queria fazer justiça.

É mais fácil fazer uma sequência?

A parte tranquila é criar novos personagens e locações. O difícil é tornar Dory uma personagem principal. Porque ela foi criada para ser coadjuvante. E como ela tem memória curta, foi bem duro para acompanhá-la. Foram anos de batalha. Em muitas ocasiões, eu gritava: “Quem escreveu essa personagem, eu odeio essa pessoa!” (risos).

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