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Produção adia apresentação do espetáculo 'Conto de Verão' para o mês de maio em Manaus

Segundo nota enviada pela produção, mudança aconteceu a pedido do público. Apresentação passou para o dia 3 de maio, no mesmo horário e local 11/01/2015 às 12:34
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Felipe Simas, Julia Oristânio, Ana Vitoria Bastos e João Vithor Oliveira estão no ar nas novelas “Malhação” e “Boogie Oogie”
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

A peça “Conto de Verão”, que seria apresentada em Manaus no próximo domingo, dia 18, teve que ser adiada para o dia 3 de maio, no mesmo horário e local: às 19h, no Teatro do Centro Educacional Século, na Ponta Negra. Segundo nota enviada pela produção, uma considerável parte do público enviou mensagens solicitando a mudança de data, uma vez que no mês de janeiro muitas famílias estão em viagem de férias. 

A troca dos ingressos pode ser feita na agência Paradise Turismo do Centro, no Studio 5 e shoppings Manauara e Amazonas. Os telefones (21) 99765-9645, (92) 99111-4858 e (92) 3234-3307 estão à disposição para eventuais dúvidas.

Público jovem

Quatro adolescentes se tornam amigos durante o verão de 1996 e mergulham em aventuras e descobertas que irão mudar suas vidas - esse é o pano de fundo do espetáculo "Conto de Verão". No elenco estão jovens atores cujos rostos já são conhecidos por quem acompanha as novelas “Malhação” e “Boogie Oogie”, da Globo: Felipe Simas, Julia Oristânio, Ana Vitoria Bastos e João Vithor Oliveira.

Com texto de Domingos Oliveira e direção de Bia Oliveira, a peça é uma comédia romântica que fala sobre as experiências pelas quais todas as pessoas passam na adolescência, época de descobertas como o valor da amizade, do amor e a escolha da profissão. “Da mesma maneira que não deve morrer a criança que existe em nós, jamais se deve esquecer a juventude de alegrias e amigos” diz Domingos, um autor de 75 anos.

Na estrada desde 2013, “Conto de Verão” também é um trabalho que marcou a trajetória profissional do seu elenco. É o caso de Felipe Simas, que decidiu abandonar a carreira como jogador de futebol para se dedicar à interpretação assim que pisou no palco para apresentar o espetáculo pela primeira vez. 

“Passei seis meses ensaiando, e no dia da estreia falei para meus pais: ‘hoje, aos 17 anos, estou encerrando minha carreira de jogador’. Só que era o meu grande sonho e meus pais choravam e não sabiam o que me dizer, mas deixei-os tranquilos garantindo estar ciente da minha escolha”, revelou o ator, em recente entrevista à revista “todateen”.

Confira abaixo a entrevista que o BEM VIVER fez com os atores da peça e com a diretora Bia Oliveira.

Como vocês chegaram ao texto desse espetáculo?

João Vithor Oliveira - Eu pedi o texto para o Domingos Oliveira, que é meu tio avô. Convidei o Felipe Simas, meu amigo há muito tempo e minha mãe, a Bia Oliveira, para dirigir. Aí os atores foram se encaixando nas personagens e se identificando.

Que relações cada um estabeleceu com seus personagens?

Bia oliveira - Eles estudaram muito cada característica e o Domingos Oliveira escolheu os atores para as personagens. Isso só ajudou na identificação deles com as personagens. Houve total identificação. Um estudo das características da época foi delineado pelo ator e preparador de elenco Daniel Pereira, que trabalhou os jovens daquela época pois as atitudes eram diferentes, hoje eles são mais virtuais.

Na opinião de vocês, as descobertas e preocupações adolescentes dessa era pré-Internet são diferentes das atuais? 

Felipe Simas -Sim, diferem. As brincadeiras eram maliciosas, mas sem agressões, sem esse vírus da invasão e da exposição de hoje em dia. Os namoros eram mais escondidos e tudo acontecia de forma real, ali, sem telefones ou Whatsapp.

O que faz esse espetáculo ser “atemporal”?

Ana Vitoria Bastos - Ele fala das relações de amor e amizade, e para falar de amor e das relações humanas não existe idade. Domingos Oliveira sabe como fazer todos nós, em todas as idades, viver um grande amor e valorizar uma amizade verdadeira.

Vocês sentem que esse trabalho nos palcos se aproxima com o que fazem também na televisão? O público é o mesmo?

João Vithor Oliveira – “Conto de Verão” aproximou o elenco do mundo jovem sim, e isso é muito importante para a formação de plateia, pois não existem projetos para Teatro Jovem, para os conflitos adolescentes. Minha prima Maria Mariana fez isso na década de 1980, foi uma explosão, depois mais nada aconteceu, então quem sabe agora o “Conto de Verão” veio para preencher essa lacuna.  O que existe é uma demanda enorme para o Teatro Infantil e depois existe um salto para o Teatro Adulto, então os adolescentes acabam não frequentando o teatro. Nossa obrigação é essa, despertar o desejo de levar o público jovem aos teatros. Mas todos os pais que acompanham os filhos também adoram o espetáculo.

A Ana vitoria Bastos nem sempre foi do elenco? Como foi a entrada dela?

Bia Oliveira - Várias atrizes já passaram pela personagem Barbara. Quando começamos, quem fazia era a atriz Alice Wegmann, mas ela estava protagonizando “Malhação”, logo, os compromissos eram diversos, então as atrizes Isabella Dionisio, Mariana Costantinn e Mariana Seabra dividiram as diversas temporadas no Rio de Janeiro e nas viagens. Em 2014, a Alice estava fazendo “Em Família”, então ela não poderia mais estar conosco, foi nesse momento que convidamos a atriz Ana Vitória Bastos para assumir definitivamente a personagem.

A peça está em cartaz há quanto tempo? Esta é a primeira vez que o trabalho circula pelo Brasil?

Bia Oliveira - Estreamos no dia 12 de julho de 2012, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, mas começamos a ensaiar em outubro de 2011. Já fizemos outros estados em 2013 e participamos da Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis (FITA), em outubro de 2013. Em 2014, estivemos em São Paulo e no Festival de Barroso, em Minas Gerais.  Além de Manaus, já estamos fechando Fortaleza, Natal, Recife e Salvador para 2015.

Existe um projeto de adaptação para o cinema? 

Bia Oliveira - Estamos em fase de captação, pois cinema é bem diferente, o custo é muito alto. Vamos unir todos e fazer essa história de amor ser eterna na telona.  A mesma equipe de produção da peça é responsável pelo filme. O elenco é o mesmo e eu vou dirigir com a supervisão do Domingos Oliveira.

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