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Profissionais e universitários do curso de Teatro da UEA falam sobre cenário atual do segmento

Adeptos do segmento opinam sobre os benefícios da criação do curso no Amazonas e questionam o que ainda deve ser melhorado 26/03/2015 às 12:46
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A Escola Superior de Artes e Turismo (ESAT /UEA) fica localizada na rua Leonardo Malcher, 1.728, Centro de Manaus
Rafael Seixas Manaus (AM)

Criada no ano de 2010, a graduação em Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) veio apresentar novas propostas do fazer artístico. Pegando o ensejo do dia Mundial do Teatro, celebrado amanhã, a equipe de reportagem do BEM VIVER conversou com alguns profissionais da área sobre os benefícios da criação do curso no Amazonas, além de questionar o que deve ser melhorado no segmento.

“Acabou incidindo outro fluxo no movimento teatral local. Algumas pessoas que já faziam teatro há muito tempo optaram em fazer a graduação, experimentando essa outra forma de pensar, inclusive do fazer teatro, que acaba se desdobrando numa outra forma do público fruir dele. Os artistas estão se mobilizando para outro fazer artístico. Isso acaba trazendo outras questões como, especialmente, o posicionamento do ser humano nas questões políticas, democráticas, não só nas questões relacionadas a pleitear editais”, disse Daniele Peinado, atriz, formada em Dança, especializada em Ensino das Artes e mestranda em Letras e Artes.

Papel desta arte

A professora de Teatro da UEA, Carolina Cecília, explica que o teatro começou na Grécia com uma ideia muita política e social, tendo o intuito de desenvolver sensibilidade no ser humano, fazê-lo pensar além do que se vê e além das situações. “Dentro da faculdade, nós temos a possibilidade de experimentar novas linguagens, novas formas de sensibilizar o público, de instigar o senso crítico, enquanto relação humana e enquanto sociedade. A cena teatral em Manaus já tem uma diversidade, mas a faculdade veio aumentar isto”, garante.

Recursos

Formado em Teatro pela UEA, Zeudi Souza, afirma que é preciso ter investimentos mais satisfatórios. “O Amazonas possui um dos mais importantes e belos teatros do mundo, e numa cidade com mais de dois milhões de habitantes seria inadmissível não ter uma graduação em Teatro. Claro que sabemos que a população tradicionalmente não frequenta o teatro, mas acredito que o curso veio suprir essa necessidade de colocar a sociedade em contato com a arte. Creio que para haver melhorias deve-se ter investimento real, real em toda a extensão da palavra e sem esse falatório de bonitas palavras e poucas ações”, opinou o ator, diretor e documentarista, com especialização em Cinema e Linguagem Audiovisual e formado também em Direção Cênica.

“O artista tem sede, sede de mostrar o seu esforço, de mostrar o seu talento, de mostrar suas diversas personas nos palcos, e é disso que precisamos. Palcos de viva alma, levando arte aos quatro cantos da cidade e a todos os longínquos lugares do Amazonas”, acrescentou o artista, que lançará no Casarão de Ideias, no dia 11 de abril, o espetáculo “A morte bate à porta”, texto de Woody Allen. A direção e a atuação foram feitas em parceria com Robson Ney.

Sem R.U.

Gabriel Lam, universitário de Teatro da UEA, salientou que a instituição precisa oferecer melhores condições aos seus alunos. “Precisamos de estrutura para comporta um curso integral de Teatro. Se a faculdade se vê diante da responsabilidade de habilitar seus alunos, então tem que lidar com esse problema. Não temos RU (Restaurante Universitário), precisamos de salas apropriadas e acima de tudo de projetos que envolvam dinheiro, porque, sendo integral, estamos diariamente ligados ao curso, o que nos impede de arrumar um trabalho por fora”.

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