Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
Vida

Projeto ‘Ara Watasara’ ganha registro em livros

Publicações da Edua contam história de projeto realizado pela Universidade Federal do Amazonas, nos anos 90



1.jpg Através de fotos e relatos, as publicações registram o trajeto percorrido por 22 acadêmicos de diversos cursos da Ufam, que visitaram as cidades e comunidades ao longo do Rio Solimões e seus afluentes
03/04/2013 às 09:47

A Editora da Universidade Federal do Amazonas (Edua) lança no próximo sábado, dia 6, o álbum fotográfico “Solimões, imagens e memórias de uma viagem”, de Lúcia Rocha Ferreira, Sínval Gonçalves e Otoni Mesquita, e a segunda edição de “Solimões, diário de uma viagem”, de Lúcia Rocha Ferreira. O evento acontece no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (Igha), a partir das 10h.

Através de fotos e relatos, as publicações registram o trajeto percorrido por 22 acadêmicos de diversos cursos da Ufam, em fevereiro de 1998, que aceitaram a empreitada de visitar as cidades e comunidades espalhadas ao longo do Rio Solimões e seus afluentes. Batizado como “Ara Watasara” (“Andarilho do Tempo”, em Nheengatu), o projeto foi coordenado pelos professores Sínval Gonçalves e Geraldo Sá Peixoto.



CLIQUES

Enquanto o livro de Lúcia Rocha Ferreira é um dos três únicos diários de bordo escritos durante a viagem, com descrições diárias das atividades realizadas pelo grupo, o álbum coletivo traz fotos inéditas clicadas por Otoni Mesquita e Lúcia durante o projeto, além do diário de Sínval Gonçalves.

Para Mesquita, que até agora não publicou suas anotações da viagem, a experiência foi um exercício de convivência. “O objetivo era percorrer um trajeto realizado anteriormente por outros exploradores, como Henry Bates e Alfred Wallace, para assimilarmos a realidade do interior e interagirmos com as comunidades”, explicou.

A fotografias captam, em especial, o cotidiano dos ribeirinhos e as paisagens do Solimões. Para Mesquita, seria interessante retornar aos lugares visitados para fazer uma comparação.

“Naquela época, apesar das dificuldades, as pessoas eram felizes e não estavam preocupadas com o consumismo”, relembrou ele, citando algumas paisagens espetaculares que gostaria de rever, como o Lago de Copatana e o Lago de São Francisco, em Tonantins. “Parecia tudo muito equilibrado e harmônico”, concluiu o também professor e artista plástico.

Serviço

o que é: Lançamento dos livros “Solimões, diário de uma viagem” e “Solimões, imagens e memórias de uma viagem”

onde: Igha, rua Bernardo ramos, 17, Centro Histórico de Manaus

quando: Sábado, dia 6, às 10h


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