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Projeto ‘Ara Watasara’ ganha registro em livros

Publicações da Edua contam história de projeto realizado pela Universidade Federal do Amazonas, nos anos 90 03/04/2013 às 09:47
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Através de fotos e relatos, as publicações registram o trajeto percorrido por 22 acadêmicos de diversos cursos da Ufam, que visitaram as cidades e comunidades ao longo do Rio Solimões e seus afluentes
a crítica Manaus, AM

A Editora da Universidade Federal do Amazonas (Edua) lança no próximo sábado, dia 6, o álbum fotográfico “Solimões, imagens e memórias de uma viagem”, de Lúcia Rocha Ferreira, Sínval Gonçalves e Otoni Mesquita, e a segunda edição de “Solimões, diário de uma viagem”, de Lúcia Rocha Ferreira. O evento acontece no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (Igha), a partir das 10h.

Através de fotos e relatos, as publicações registram o trajeto percorrido por 22 acadêmicos de diversos cursos da Ufam, em fevereiro de 1998, que aceitaram a empreitada de visitar as cidades e comunidades espalhadas ao longo do Rio Solimões e seus afluentes. Batizado como “Ara Watasara” (“Andarilho do Tempo”, em Nheengatu), o projeto foi coordenado pelos professores Sínval Gonçalves e Geraldo Sá Peixoto.

CLIQUES

Enquanto o livro de Lúcia Rocha Ferreira é um dos três únicos diários de bordo escritos durante a viagem, com descrições diárias das atividades realizadas pelo grupo, o álbum coletivo traz fotos inéditas clicadas por Otoni Mesquita e Lúcia durante o projeto, além do diário de Sínval Gonçalves.

Para Mesquita, que até agora não publicou suas anotações da viagem, a experiência foi um exercício de convivência. “O objetivo era percorrer um trajeto realizado anteriormente por outros exploradores, como Henry Bates e Alfred Wallace, para assimilarmos a realidade do interior e interagirmos com as comunidades”, explicou.

A fotografias captam, em especial, o cotidiano dos ribeirinhos e as paisagens do Solimões. Para Mesquita, seria interessante retornar aos lugares visitados para fazer uma comparação.

“Naquela época, apesar das dificuldades, as pessoas eram felizes e não estavam preocupadas com o consumismo”, relembrou ele, citando algumas paisagens espetaculares que gostaria de rever, como o Lago de Copatana e o Lago de São Francisco, em Tonantins. “Parecia tudo muito equilibrado e harmônico”, concluiu o também professor e artista plástico.

Serviço

o que é: Lançamento dos livros “Solimões, diário de uma viagem” e “Solimões, imagens e memórias de uma viagem”

onde: Igha, rua Bernardo ramos, 17, Centro Histórico de Manaus

quando: Sábado, dia 6, às 10h

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