Terça-feira, 14 de Julho de 2020
DANÇA

Projeto Arte Sem Fronteiras celebra 12 anos

Iniciativa criada pelo bailarino e coreografo Wilson Júnior em 2008 busca inclusão social por meio de atividades culturais como dança, teatro e música



artesemfronteiras2_2F272FDE-E27D-416A-8E3B-E4CF239E7534.jpg Instituição realiza espetáculos artísticos pela capital amazonense (Foto: Divulgação)
28/06/2020 às 12:33

A arte sempre foi uma poderosa ferramenta de inclusão e esta certeza acompanha o bailarino e coreógrafo Wilson Júnior a 12 anos. Em 2008, Wilson fez da dança a sua aliada para satisfazer um desejo: Dar oportunidades para jovens de baixa renda formando novos bailarinos. Assim nasceu o projeto Arte Sem Fronteiras, que segue a mais de uma década fomentando cultura no Amazonas.

Atualmente o projeto vem sendo desenvolvido em parceria com a rede Salesiana nas dependências da igreja São José Operário, no bairro Praça 14, Zona Sul da capital. De acordo com Wilson, inicialmente o Arte Sem Fronteiras tinha como foco a produção de espetáculos infantis.



“Nesse projeto eu comecei a criar pequenos espetáculos para crianças. O trabalho inicialmente foi realizado com crianças de 7 a 12 anos e foi um sucesso. O primeiro trabalho que fizemos foi ‘Os Smurfs na Amazônia’. Sempre buscávamos fazer algo temático para dar esse ar lúdico”, explica o coreografo.

A iniciativa deu certo e cresceu. Hoje o Arte Sem Fronteiras conta com cerca de 150 alunos, entre crianças, jovens e adultos que participam de atividades desenvolvidas através de aulas de dança, teatro e música, além de oficinas e palestras com profissionais das artes.

“Dentre as nossas ações o foco maior é a dança. Então são aulas de balé, jazz, danças contemporâneas e danças populares. A intenção é expandir cada vez mais para mais cursos que possam envolver a comunidade como um todo”, diz Wilson.

O grupo segue desenvolvendo junto a suas atividades, projetos de fomento a cultura afro-amazônica e indígena. Segundo Wilson, a ideia surgiu naturalmente, fruto da reflexão sobre a importância de se proteger e perpetuar a cultura típica da região.

“Tentamos dialogar com a cultura indígena de uma forma verdadeira porque são nossas raízes, nossas origens. Nós entendemos que estamos fomentando e protegendo o que é nosso, criando um sentimento de pertencimento do que é nossa. E é uma cultura rica em sua essência”, explica.

Novos projetos

Com a pandemia do novo coronavírus, as comemorações pelos 12 anos de atividades da instituição precisaram ser replanejadas e deram origem a novos projetos. Um deles é o Arte Encontro, série de lives casuais com convidados transmitidas no Instagram do instituto (@artesemfronteirasoficial). Também na rede social, o instituto disponibiliza aulas virtuais.

“Nosso foco maior nesse primeiro momento são nossas atividades onlines. Nós estamos trabalhando com duas contas no Instagram, uma só para as crianças e o outro que é o @artesemfronteirasoficial. Também estamos fomentando diariamente informativos e coisas relacionadas a danças nas nossas páginas em outras redes sociais como o Facebook e Youtube”, conta o bailarino.

Repórter de A Crítica

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