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Projeto ‘Box Joanninha’ resgata as brincadeiras em família, estimulando a imaginação

Menos brinquedos e mais criatividade. Brincadeiras manuais são opções divertidas para unir toda a família 14/12/2014 às 15:25
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Pais e filhos podem criar e brincar juntos com o box
Natália Caplan Manaus (AM)

A lista de presentes da garotada para este fim de ano está dominada pelos eletroeletrônicos. Porém, ainda é possível surpreender com o incentivo do “criar” no lugar do “ter”, deixando a tradição de brinquedos e outros objetos da moda — como tablets, celulares e videogames — para depois. Na contramão da tecnologia, Anna Fauaz e Alessandra Piu inovaram e conquistaram o mercado infantil com um conceito simples, mas inusitado: criar para brincar.

“As crianças têm acesso a muitos eletrônicos e a nossa proposta é resgatar as brincadeiras em família. Não é que elas percam a criatividade por causa da tecnologia, mas deixam de explorá-la. Estão se tornando adultos menos criativos e curiosos”, afirma a primeira, ao citar um fato comum em algumas casas. “Por que não brincar com panelas, transformá-las em instrumentos musicais? A criança precisa aprender a criar”, completa.

De acordo com ela, a proposta do “Box Joanninha” é ampliar o horizonte de meninos e meninas de 2 a 10 anos de idade para criarem as próprias brincadeiras e incentivar a participação dos pais neste processo. Os clientes podem fazer uma assinatura — trimestral, semestral ou anual — para receber uma caixa por mês, sempre com temas diferentes e surpresas. Ou escolher uma caixa para presentear.

“Muitas mães e professoras tinham ideias de jogos e brincadeiras lúdicas, mas não os materiais. Nosso conceito é facilitar a brincadeira. Vem tudo dentro da caixinha, nada vem pronto”, declara. “A criança não precisa fazer algo perfeito, de acordo com o manual e, por ela mesma ter construído, fica orgulhosa. Adoramos quando criam algo diferente, porque constroem momentos”, enfatiza.

Entre os temas lançados, os do mês das crianças são os mais esperados. “O box do mês de outubro de 2013 era ‘Brincando com os nossos pais’. Tinha peteca, telefone sem fio, entre outros. Foi um sucesso, porque lembrou a infância dos pais, que puderam apresentar a brincadeira e se divertir com os filhos. Nesse ano, foi ‘Brincadeiras de rua’, com outras atividades para toda a família”, lembra.

Outro diferencial é que não existem brincadeiras específicas para cada sexo. “Não fazemos algo só para meninos ou só para meninas. O primeiro tema, ‘Aventura de Pirata’, fez muito sucesso entre as meninas, porque era diferente, algo novo para elas”, ressalta Anna, ao informar que cerca de cinco mil boxes já enviados para diferentes partes do Brasil e até mesmo para o exterior, como Suíça e Estados Unidos, a empresa tem 300 clientes fixos.

Personalização

Segundo a sócia Alessandra Piu, a alegria começa antes mesmo de a criança descobrir o conteúdo da caixa de brincadeiras. “A caixa vai em nome da criança. É a primeira correspondência que ela recebeu na vida”, diz, ao contar a história de um pequeno cliente. “O menininho disse para a mãe que ‘o moço do correio ama ele’, porque ‘todo mês ele me dá um presente’. Imagina como a criança se sente ao receber algo só para ela?”, enfatiza.


Mãe de Mariana, 7, a empresária também ressalta a importância da interação entre irmãos. “Alguns pais me perguntam se devem assinar um box para cada criança, mas isso depende da dinâmica de cada família. Mas é bom ver a experiência que compartilham no momento de construção, de brincar juntos, é um desafio. O mais difícil de aprender é a convivência social, algo mais difícil com brinquedos eletrônicos”, explica.

Entretanto, Alessandra ressalta que não é contra a tecnologia. “Não podemos falar ‘não’ para os instrumentos digitais, criar crianças fora da realidade. Existem games educacionais maravilhosos. Eletrônicos são úteis, mas, quando se tem um espaço ou uma criança ao lado, deve-se favorecer o faz de conta, a interação”, afirma. “É preciso mostrar à criança quão criativo é brincar na casa da avó, no quintal e com os amigos”, conclui.

Como comprar

O “Box Joanninha” pode ser comprado pela Internet nos seguintes pacotes: mensal (R$ 42), trimestral (R$ 39,90), anual (R$ 35,75) e avulso (R$ 49) pelo site www.joanninha.com.br. O valor não inclui o frete para a entrega. A empresa também já disponibiliza caixas para lembrancinhas de aniversário com as mesmas brincadeiras temáticas.

Nada de brinquedos

Um jardim de infância norueguês decidiu abrir mão de todos os brinquedos. Agora, os pequenos têm apenas caixas de papelão, tecidos, almofadas, sofás e cadeiras dentro de sala de aula. Do lado de fora, elas têm acesso ao playground e à natureza. O resultado foi crianças muito mais criativas para criar e brincar.


De acordo com professores, logo depois da mudança, observou-se que as crianças usaram mais a imaginação para criar adereços durante as brincadeiras. As varetas se transformaram em espadas, caixas de papelão eram barcos e folhas eram utilizadas como dinheiro. Além disso, os conflitos diminuíram. Afinal, se tudo é imaginado, ninguém é dono de nada.


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