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Projeto desenvolve gibi de educação ambiental para jovens ribeirinhos

A obra foi distribuída em novembro e dezembro nas comunidades da RDS do Uatumã (Itapiranga) e RDS do Juma (Novo Aripuanã) 03/01/2018 às 11:32 - Atualizado em 03/01/2018 às 11:34
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O biólogo Emerson Pontes (ao centro) durante entrega dos gibis na RDS do Uatumã (Fotos: Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Crianças e adolescentes ribeirinhos de Unidades de Conservação do Amazonas agora sabem um pouco mais sobre as mudanças climáticas e seus impactos. Tudo graças a um pequeno gibi, que utiliza os quadrinhos para sensibilizar acerca dos papéis e benefícios de florestas e terras bem cuidadas. O gibi de educação ambiental “Turma do Dicara – Contra o Aquecimento Global” teve uma tiragem de 150 exemplares, distribuídos em novembro e dezembro nas comunidades da RDS do Uatumã (Itapiranga) e RDS do Juma (Novo Aripuanã).

Um dos desenvolvedores do material, o biólogo e arte educador Emerson Pontes explica que o projeto contemplou adolescentes e jovens atendidos pelo Programa de Desenvolvimento Integral de Crianças e Adolescentes Ribeirinhos na Amazônia (Dicara), da Fundação Amazonas Sustentável, e destaca que o gibi aborda questões como planos de gestão, ciclo dos gases e de vida das árvores, além de práticas como a produção de aceiros antes da queima, a seleção de capoeiras e áreas abandonadas para plantio e sistemas agroflorestais para otimização dos cultivos.

“Acreditamos que esse diálogo precisava ser de forma suave e didática, então surgiu a ideia do gibi, por ser uma ferramenta lúdica de narração de histórias. Precisamos dialogar com essa juventude sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, que já afetam a vida na Amazônia, e como a poluição gerada por práticas humanas, incluindo as queimadas para roçados, influem nesses processos. O mais importante é empoderar a juventude ribeirinha para que ela, sabendo dos seus direitos e deveres com relação ao uso da terra, também contribua para a manutenção da floresta em pé”, destaca ele.

Conjunto

O gibi possui a contribuição de cada um dos alunos atendidos pelo projeto e nasceu a partir de uma intensa vivência de Emerson e equipe nas comunidades ribeirinhas. “Foi onde desenvolvemos a primeira etapa de oficinas de formação de Jovens Ambientais Multiplicadores pelo Dicara-FAS. Seus personagens possuem características necessárias: diversos em raça, gênero, idade e personalidade”, coloca ele.

Para Emerson, a obra possui êxito também por conseguir expressar o verdadeiro modo de vida caboclo, com sua fala, seus objetos, seus sabores, desafios e costumes. “Desde os detalhes das casas até os tipos de frutas locais, toda a composição foi pensada a partir de um contexto ribeirinho para que os adolescentes se percebessem na narrativa”, conta o biólogo. Ainda de acordo com Pontes, o papel da obra deve ir além do entretenimento.

“Nossa expectativa é que o conteúdo do gibi possa ser utilizado e explorado principalmente como recurso didático pelos adolescentes, pois o intuito é que estes sejam multiplicadores dos conhecimentos em suas próprias comunidades. São muitas as possibilidades de uso: seja a contação da história em roda, seja através do teatro, da poesia ou mesmo para a produção de músicas, etc. Queremos acompanhar de perto esses processos”, diz ele. Em 2018, a equipe do projeto pretende expandir a distribuição do gibi e acompanhar a sua utilização diretamente pelos jovens.

Sinopse

No gibi, após ficar triste por perder a roça de açaí de sua família, Kaká viverá junto aos seus amigos, Ana e Joca, aventuras que os farão conhecer mais sobre os impactos do ser humano no clima do planeta Terra e como as queimadas para roça podem ser feitas de forma mais sustentável. Dona Maria e Seu Raimundo (avó e tio de Ana) irão compartilhar com as crianças conhecimentos do passado e práticas de futuro importantes nesta jornada. Tonho, o jabuti do Kaká, é o mascote da história.

Saiba mais

O gibi possui 22 páginas de história, um glossário, dois desafios em passatempos e também um pôster com o Ciclo das Mudanças Climáticas (para ser usado pelos adolescentes).

Ficha técnica

Superintendente Geral: Virgilio Viana

Superintendente Técnico-Científico: Eduardo Taveira

Coordenador do Programa DICARA: Ademar Cruz

Elaboração Técnica e Conteúdo: Emerson Pontes

Revisão de Conteúdo: Liane Lima, Victor Salviati, Nathalia Flores

Revisão Técnica: Nathalia Flores

Desenhos e Cores: Romahs

Arte Final: Gusmão

Projeto Gráfico: Felipe Lobo

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