Domingo, 05 de Dezembro de 2021
Audiovisual

Projeto Teatro.Doc conta a história de movimentos teatrais do AM

Os episódios da série, que possuem entre 20 e 25 minutos, serão veiculados uma vez na semana por meio do canal 'Teatro na Rede', no Youtube.



IMG_7104_-_Copia_8E1D23DD-B068-4DC9-B7F3-D3FE7BE93684.jpg Dinne Queiroz entrevista Francis Madson, da Soufflé de Bodó Company, durante as filmagens (Foto: Divulgação)
27/10/2021 às 14:58

A trajetória de oito grupos/movimentos teatrais atuantes na cidade de Manaus é contada em oito episódios por meio do projeto Teatro.Doc, idealizado pela artista Dinne Queiroz e lançado no dia 22 de outubro. Os episódios da série, que possuem entre 20 e 25 minutos, serão veiculados uma vez na semana por meio do canal “Teatro na Rede”, no Youtube.

O Teatro.Doc. tem a proposta de apresentar ao público o cenário teatral de Manaus por meio dos trabalhos dos grupos e da produção atual em diferentes localidades, que vão do centro às zonas periféricas, formando assim um panorama da resistência teatral de Manaus. “Essa também é uma maneira de promover a ação do canal, que possui conteúdo formativo, documental, histórico e memorialístico da cidade, despertando o interesse da nova geração”, comenta Queiroz.

A primeira etapa do Teatro. Doc apresenta a história de oito representantes da linguagem teatral, que desempenham notáveis projetos no Amazonas. São a Cia. De Teatro Metamorfose, A Rã QI RI, Ateliê 23, Interarte, Grutec, Soufflé de Bodó Company, Projeto Arte e Comunidade, grupo Interarte e Grupo Criaté. O primeiro episódio conta a trajetória do grupo Ateliê 23.

Dinne aponta os critérios para a escolha dos grupos, e os desafios partilhados no dia a dia. “São grupos que possuem um trabalho lôngevo, envolvendo várias frentes, e que também permaneceram em atuação durante a pandemia. O desafio de todos foi a reinvenção, rediscutir estratégias e pensar sua forma de fazer arte na cidade”, coloca ela.

Memórias afetivas

Segundo a idealizadora, as gravações priorizaram espaços nos quais os grupos se sentissem à vontade para contar suas histórias. “Fizemos no espaço parceiro da Casa Som Amazônia, cedido especialmente para a gravação; na Casa das Artes durante a exposição do grupo A Rã QI RI; na casa da diretora Socorro Andrade, lugar de muitas memórias afetivas; no espaço da Interarte; no teatro de contêiner da Soufflé de Bodó Company e na sede do grupo Ateliê 23”, coloca Queiroz.

Ainda de acordo com ela, a troca entre os grupos agregou diversas experiências positivas ao projeto. “Foram conversas enriquecedoras, de muitas histórias, curiosidades, e resistência. Fazer arte na nossa cidade envolve muitas particularidades e continuar fazendo em uma cidade atingida de modo brutal pela pandemia foi extremamente desafiador para todos”, destaca.

 Os documentários seguiram um roteiro estruturado para que o público pudesse acompanhar e conhecer o percurso artístico dos trabalhos desenvolvidos na cidade, uma vez que o projeto fala também de memória social, iniciada em épocas diferentes, mas que se cruzam na cena atual. Gravado durante a pandemia, o projeto seguiu todos os protocolos de segurança sanitária determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Cada grupo tem sua metodologia de trabalho, sua linguagem, sua pesquisa, sua forma de fazer teatral e há espaço para todos. Queremos mostrar a variedade e riqueza que o nosso teatro tem a oferecer e chamar a atenção do público que ainda não conhece esses trabalhos. São documentários que ficarão a disposição do público em geral e que também servem como promoção e reconhecimento dessas trajetórias ímpares. As perguntas foram, de modo geral, comum a todos, e uma é especial: o que você pensa do teatro amazonense? A resposta foi livremente feita por cada representante”, completa Dinne.



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