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Projetos de arte e cultura terão 15 milhões em patrocínio por meio do Itaú Cultural

Podem ser inscritos no programa, projetos ou trabalhos sobre arte e cultura brasileiras em qualquer expressão artística ou intelectual 29/08/2017 às 11:59
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Foto: Divulgação
Alexandre Pequeno São Paulo (SP)

Diversidade. Essa é a palavra-chave para a 18ª edição do programa Rumos, plataforma de fomento do instituto Itaú Cultural para produção artística brasileira. As inscrições para a atual edição são gratuitas, iniciam nesta terça-feira (29) e vão até o dia 3 de novembro através do site rumositaucultural.org.br. Podem ser inscritos no programa, projetos ou trabalhos sobre arte e cultura brasileiras em qualquer expressão artística ou intelectual, apresentados ou desenvolvidos em qualquer tipo de suporte, formato, linguagem artística ou mídia. Os investimentos no programa devem ultrapassar os 15 milhões de reais.

De acordo com Eduardo Saron, diretor do instituto, além de o programa contribuir para o fomento, o Rumos resulta num rastreamento da memória artística brasileira. “O programa, em seus 20 anos, reafirma a necessidade do País que precisa de uma política para as artes. O Brasil não tem política para as artes”, enfatizou Saron, durante coletiva de imprensa realizada na capital paulista, nesta segunda-feira (29).

Como na edição anterior, o processo de seleção dos projetos passa primeiramente pela Comissão de Avaliação, formada por 40 profissionais contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do País. “É uma comissão muito diversa, múltipla, profissionais de vivências diferentes. Isso é rico e potente”, ressalta Ana Fátima de Sousa, gerente de Comunicação do Itaú Cultural. Segundo ela, a expectativa de inscritos para essa edição é de cerca de 20 mil projetos. “Muito por conta da ausência de editais nacionais que não possuem essa diversidade”, complementa.

Em seguida, é iniciada a segunda fase do processo com a Comissão de Seleção do Rumos Itaú Cultural. Os critérios de ambas as fases são a  singularidade do projeto, a sua relevância e consistência. De acordo com os organizadores do projeto, não há um número mínimo ou máximo de projetos, propostas ou obras a serem contemplados.
A novidade esse ano são as ferramentas de acessibilidade que irão ampliar o alcance do edital, facilitando o acesso e participação de surdos e pessoas cegas ou de baixa visão. O site do programa foi totalmente adaptado para corresponder a essas necessidades especiais.

Diversidade na comissão

Entre os membros que compõem a comissão de seleção artística está a atriz e presidente da Fundação de Cultura do Estado do Acre, Karla Martins e o bailarino e coreógrafo Rui Moreira. “É importante trazer um olhar amazônico, ou um olhar periférico deste país para o programa. O edital se mostra como algo importante, que determina uma trajetória para alguns artistas do nosso país e possibilita muitas ações e conversas. É de extrema a importância da aproximação de alguns estados no programa”, afirma a Karla.

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