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Projetos paralelos mostram novos caminhos à artistas consagrados

Bons ou ruins, os projetos paralelos de grande como Thom Yorke não têm como passar desapercebidos. Outro vocalista famoso e ousado é Alex Turner, frontman da banda britânica Arctic Monkeys 26/06/2013 às 09:27
Show 1
O Atoms for Peace é liderado por ninguém menos que Thom Yorke – o gênio do Radiohead
Loyana Camelo Manaus, AM

Depois de quase três anos no forno, em fevereiro o Atoms for Peace lançou seu esperado álbum de estreia “Amok”. É deveras incomum aguardar-se com ansiedade o primeiro trabalho de qualquer banda, pois a incursão do mundo da música é sofrida para qualquer um. Mas não para os que já têm nome. O Atoms for Peace é liderado por ninguém menos que Thom Yorke – o gênio do Radiohead – e por isso, entra no rol dos projetos paralelos movimentados por artistas cujo talento é grande demais para resumir-se a um só projeto musical.

Além de Yorke, o Atoms for Peace é formado também por Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers), por Nigel Godrich, Joey Waronker e Mauro Refosco (brasileiro, percursionista do Red Hot Chili Peppers). Com tanta gente experiente no ramo, a banda conta ao mesmo tempo com credibilidade do público e altas expectativas lhe cercando constantemente.

Apesar da pressão, o Atoms for Peace se deu bem e conseguiu sair quase (ante a impossibilidade de agradar a todos) ileso perante a crítica.

Last shadow



Bons ou ruins, os projetos paralelos de grande como Thom Yorke não têm como passar desapercebidos. Outro vocalista famoso e ousado é Alex Turner, frontman da banda britânica Arctic Monkeys. Ao lado de Miles Kane, vocal e guitarra do The Rascals, o inglês montou a aclamada The Last Shadow Puppets.

O grupo tem apenas um único disco, “The Age of the Understatement”, de 2008. Mas vem novidade em breve. Já está gravada “Get right”, que faz parte da nova leva de composições de Turner & Kane. Não é segredo para ninguém que o público aguardará ansiosamente.

Brasileiros respeitados

Os talentos brasileiros também se veem tentados a emprestar suas ideias alçar vôos em novos projetos – inclusive internacionais. A partir das uniões mais improváveis eles se reinventam e dão vida a trabalhos dignos de elogios.

Um exemplo bem sucedido é o Little Joy, projeto do vocalista e guitarrista Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, e o baterista Fabrizio Moretti do The Strokes (paulista que morou a vida inteira nos EUA). O grupo, que trabalha com a linha indie rock (e pitadas de música brasileira) lançou em 2008 álbum homônimo e foi muito bem aceito.

Lado calmo

A roqueira Pitty mostrou seu lado menos rebelde ao lado de Martin Mendonça, com quem montou o Agridoce – uma dupla de folk. O projeto já conta com um CD homônimo no mercado.

Ano passado foi a vez de Los Sebosos Postizos aquecer o mercado musical brasileiro. Derivada de parte da Nação Zumbi (Jorge du Peixe, Lúcio Maia, Dengue, Pupillo), a banda já lançou “Los sebosos Postizos Interpretam Jorge Ben Jor”, cujo mote é a interpretação de canções de Ben Jor.

Apesar do lançamento do disco apenas em 2012, o projeto paralelo existe há mais de uma década quando os integrantes, durante os intervalos entre as turnês da Nação Zumbi, realizavam os shows “Noites do Ben”. Criatividade e talento há de sobra no mercado; o lance é, de fato, multiplicar os projetos.

Os projetos paralelos que unem diversos artistas de bandas já consagradas geralmente não chamados de supergrupos. Entre os veteranos podemos citar o Mr.Big, o Temple of Dog e A Perfect Circle.

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