Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Pele

Protetor solar com efeito base é mais eficaz do que o comum, diz dermatologista

A médica declara ainda que, como os protetores solares formulados sem cor tem baixa aceitação cosmética por provocar coloração esbranquiçada na pele, uma alternativa a essa questão é a tal introdução de ativos na formulação de partículas pigmentares como o óxido de ferro



1173107.jpg Cremes com cor são feitos para peles secas, mistas e oleosas (Reprodução)
19/12/2016 às 08:00

Os protetores solares com cor são uma mão na roda para aquelas que querem somar a proteção solar com a maquiagem, em um efeito dois em um, de modo a economizar mais tempo no ritual de beleza matinal. Você sabia, porém, que os protetores solares com cor – efeito base – são capazes de proteger mais a pele do que um protetor comum? Segundo a dermatologista Laryssa Araújo, a incorporação de pigmentos absorvedores aos protetores solares brancos aumenta consideravelmente a capacidade fotoprotetora desses produtos.

“Esse efeito sinérgico é devido à reflexão da luz, aumentada consideravelmente pelo maior comprimento do percurso da luz atravessando a camada de protetor solar. Formulações contendo filtros opacos e pigmentos absorvedores proporcionam eficaz fotoproteção aos indivíduos sensíveis à luz visível”, complementa ela.

A médica declara ainda que, como os protetores solares formulados sem cor tem baixa aceitação cosmética por provocar coloração esbranquiçada na pele, uma alternativa a essa questão é a tal introdução de ativos na formulação de partículas pigmentares como o óxido de ferro. “Isso produz o tal efeito de base no produto (protetor solar colorido ou pigmentado) muito bem aceito por usuários, sobretudo do sexo feminino”, declara a membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Para todos

Atualmente, há protetores solares com cor para todos os tipos de pele, seja ela mista, seca ou oleosa ou brancas, morenas e negras. “Os protetores solares com cor são definidos como filtros inorgânicos ou físicos, ou seja, atuam através da dispersão e reflexão das radiações UV funcionando como uma barreira física, ou ainda, dependendo do tamanho da partícula que constitui o filtro, podem absorver as radiações UV. Os filtros inorgânicos atualmente mais utilizados são o óxido de zinco e o dióxido de titânio”, fala a dermatologista, sobre os ativos mais presentes nos produtos.

Segundo a médica, comparando com os filtros orgânicos, estes apresentam algumas vantagens, tais como serem ambos fotoestáveis, possuírem baixo potencial alergênico, não provocarem irritação e sensibilização da pele, e a penetração através da pele é limitada e conferem uma proteção de largo espectro. A quantidade no produto na pele deve ser respeitada para poder conferir fotoproteção adequada. “A quantidade recomendada por algumas instituições de dermatologia americana é 1/2 colher de chá para o rosto”, finaliza Laryssa.

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