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Publicitária pretende reunir cartas em publicação de e-book

A iniciativa está disponível no Catarse e a ideia é que Carol troque cartas com os apoiadores do projeto até dezembro de 2015, quando ela publicará um e-book com uma seleção “afetiva” das missivas 22/07/2015 às 12:10
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Carol Simermam, do blog O Baculejo
rosiel mendonça ---

Se enviar cartas se tornou algo ultrapassado e pouco prático em uma sociedade regida pelas mensagens instantâneas, a correspondência escrita ainda desperta nostalgia, inclusive entre os da geração Z. Esse é o sentimento da publicitária Carol Simermam, do blog O Baculejo, que acaba de submeter o projeto “Vai, mana! – Cartas que viajam” ao financiamento coletivo.

A iniciativa está disponível no Catarse (http://www.catarse.me/pt/vaimana) e a ideia é que Carol troque cartas com os apoiadores do projeto até dezembro de 2015, quando ela publicará um e-book com uma seleção “afetiva” das missivas. “Quero conversar com pessoas que nunca vi na vida, nunca receberam uma carta ou não tiveram contato com esse tipo de escrita”, explica.

Citando dados de uma pesquisa dos Correios, Carol conta que 2014 teve o menor volume de cartas enviadas dos últimos 15 anos no Brasil. E se levarmos em conta o aumento do uso da Internet e de aparelhos móveis com conexão online, a cartas feitas a punho estão para virar peça de museu.

“É legal e diferente se relacionar por meio das cartas. Geralmente digo que escrever e-mail ou mensagem no celular não tem o mesmo peso. Na carta você coloca mais emoção porque quer que aquilo seja especial. Também fazemos muita amizade pela Internet, mas não há uma troca de informações legítima. Por isso estou propondo um contato mais direto com pessoas que não conheço”, acrescenta.

Paixão

A publicitária lembra que a relação dela com a correspondência escrita começou aos 12 anos, quando voltou a morar em Manaus depois de uma temporada no interior de São Paulo. De início, os destinatários eram amigos e familiares que ficaram lá. “Sempre gostei de cartas e troquei muitas com amigos e namorados, até hoje escrevo e não é difícil me ver entrando em uma unidade dos Correios”.

Carol garante levar o projeto adiante mesmo que ele não consiga ser totalmente financiado. “Não quero só que o projeto dê certo, quero que as pessoas realmente se conectem e tirem um tempo para fazer algo diferente, esse é o verdadeiro objetivo”.

A mecânica do projeto é simples: ao escolher uma dentre as recompensas oferecidas, o apoiador escolhe uma das formas de receber a correspondência e se compromete a enviar uma resposta da mesma forma. Ao final do envio e recebimento de todas as cartas e encomendas – que serão devidamente documentadas – é que o livro será produzido.

Segundo a coordenadora do projeto, o e-book do “Vai, mana!” vai reunir, além das correspondências trocadas, relatos sobre a experiência de se relacionar à distância e histórias envolvendo o mundo da escrita (conteúdo que pode ser conferido com frequência no blog obaculejo.com).

Financiamento

Para sair do papel, o projeto precisa arrecadar R$ 5 mil em apoios até o dia 31 de agosto. Dentre as recompensas para quem apoiar o “Vai, mana!” estão o envio - além das cartas – de fotos, postais, presentes personalizados ou do e-book. Dezoito por cento do orçamento será usado para custear despesas com os Correios e 69% será aplicado na confecção do livro.

Espalhando afeto

No Facebook é possível encontrar outras iniciativas que promovem a troca de cartas, como as páginas “Mundo das cartas” e “Eu te mando uma carta”. Com mais de mil voluntários, o “Amor em Cartas” também é um projeto que tem como missão resgatar o poder do amor e promover o bem ao próximo por meio das correspondências.

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