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CULINÁRIA

Puro creme do milho: receita da pamonha se adapta às diferentes regiões

Junho chegou e com ele delícias como a tradicional pamonha, que pode até ser salgada: confira receita 04/06/2017 às 05:00 - Atualizado em 04/06/2017 às 13:28
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Apesar de calórica, a pamonha não contém glúten e, se não for peneirada, também é rica em fibras, boas para a digestão (Evandro Seixas)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Não existe um consenso sobre a origem da pamonha: uns dizem que ela é de origem indígena, assim como o seu nome, enquanto outros atribuem à herança africana a sua introdução na culinária tradicional brasileira. A única certeza é que essa iguaria não pode faltar no cardápio das festas de junho, mês em que os quitutes à base de milho reinam soberanos.

No caso da pamonha, a marca registrada é a versatilidade da receita, que varia de região para região, segundo a empresária Cíntia Soares, da Pamonharia Goiânia. De 9 a 11 de junho, ela participará pela primeira vez da edição junina da “Rota dos Chefs” com suas pamonhas doces e salgadas que combinam a tradição goiana com o paladar dos amazonenses.

“O segredo da pamonha é o ponto do milho, que não pode ser muito maduro e nem tão verde a ponto de cozinhar. Em Goiânia, ela é mais clara e molinha, e no Nordeste é mais escura e dura. Aqui nós encontramos um meio termo porque é assim que o amazonense gosta”, explica ela, que comanda a pamonharia junto com o irmão Caio desde 2014.

Para Cíntia, quanto mais tradicional a receita, melhor. “No Nordeste eles enfeitam com coco, leite de coco, leite condensado, mas em Goiânia é o básico: óleo ou banha de porco, açúcar e sal”, diz a empresária, explicando que a pamonha doce, obrigatoriamente, leva um pouco de sal para equilibrar o sabor.

Por ser uma comida versátil, a pamonha pode ser recheada com praticamente qualquer ingrediente, inclusive com jiló, linguiça de pernil e frango, como é comum no Centro-Oeste. “A pamonha é que nem a tapioca, que antigamente só se comia com manteiga.  Tenho um cliente peruano que uma vez me pediu uma pamonha com azeitona, frango e ovo cozido. Ela também pode ser assada, frita ou cozida, só que Manaus tem muita influência nordestina, então o povo aqui prefere a cozida”, lembra Cíntia, que aceita encomendas de pamonhas “diferentes” com cinco dias de antecedência.

Tradição

A Pamonharia Goiânia começou sua história em 1998, ainda em Boa Vista, quando a comerciante Ivonete Soares, descendente de mineiro com goiano, resolveu investir na produção do quitute. A pequena comerciante veio para Manaus em 2006 e começou a vender o produto em uma caixa de isopor na feira da Manaus Moderna. As vendas cresceram, e logo a primeira loja abriu na Rua Nhamundá.

Hoje, são ao todo quatro pontos de venda espalhados pela cidade: no Vieiralves, no DB da Ponta Negra, no Parque 10 e no Boulevard Álvaro Maia. Entre as opções doces estão a com queijo e sem queijo e a Romeu e Julieta (recheio com queijo e goiabada). As salgadas são: com queijo, à moda (recheio de linguiça de pernil, cebolinha e pimenta) e à moda goiana (linguica, cebolinha, pimenta e massa cremosa com banha de porco).

Saiba mais

A edição junina da “Rota dos Chefs” acontece de 9 a 11 de junho, no estacio-namento G3 do Millenium Shopping. O evento vai contar com 16 operações com um cardápio que promete fazer a alegria de quem é fã das festas típicad o mês e não abre mão de comer bem. E o melhor: com delícias custando entre R$ 5 e R$ 20.

Serviço

o quê: Pamonharia Goiânia
onde: Vieiralves (rua João Valério com Rio Madeira), DB Ponta Negra, Parque 10 e Boulevard Álvaro Maia
infos: (92) 98148-0977

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