Domingo, 19 de Maio de 2019
Aprendizado de línguas

Qual a idade certa para as crianças aprenderem um segundo idioma?

Quem aprende uma nova língua mais cedo se torna mais criativo e aumenta as chances de ter uma velhice mais saudável



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As crianças têm maior facilidade para aprender outro idioma
19/01/2013 às 10:43

Hoje, ser monoglota é quase imperdoável. Informações em outros idiomas se apresentam diariamente nas atividades mais simples, como assistir um filme, comprar um aparelho importado ou navegar pela Internet. As pessoas estão, e talvez até sem notar, incluindo em seu vocabulário as mais diversas palavras e expressões gringas.

Nesse cenário, como responder a questão: qual seria a idade certa para aprender uma segunda língua?

Houve um tempo, em que estudiosos acreditavam que as crianças não deviam ser submetidas a esses ensinamentos ou fariam confusão com a língua materna e a secundária;  no fim não seriam fluentes em nenhuma. Atualmente, novas pesquisas revelaram que essas teorias nada mais são que lendas urbanas.

Estímulo

Nirley Oliveira é pedagoga e mãe da Bianca, de 10 anos, e do Bernardo, de 7 anos. Desde cedo as crianças foram estimuladas a falar português e inglês, “Eu brinco com eles de falar somente em inglês. Hoje, já conseguem entender melhor e até formular algumas frases, nada muito complexo, mas é um bom começo”, contou Nirley.

Na escola de idiomas CNA  (3584-4236), as crianças começam a aprender outro idioma a partir dos sete  anos de idade. Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Gabriela Holanda, esse é um bom momento para aprender uma nova língua.

“As crianças entram aqui com sete anos porque é a idade em que os pais despertam para o ensino de uma segunda língua. A verdade é que quanto mais cedo melhor. Não é preciso se preocupar, em alguns momentos é normal que a criança faça confusão entre as duas línguas, mas logo isso é naturalmente corrigido”, explicou Gabriela.

Previne Alzheimer

A neurocientista cognitiva, Ellen Bialystok passou quase 40 anos estudando como o bilinguismo é capaz de aguçar a mente. Ela descobriu que o bilinguismo ajuda a prevenir o mal de Alzheimer.

Para chegar a esse resultado foram feitos dois tipos de estudo. No primeiro, publicado em 2004, constatou-se que pessoas bilíngues envelhecem normalmente com o funcionamento cognitivo melhor do que as monolíngues. Idosos bilíngues mostraram-se com um desempenho melhor nas tarefas do controle executivo do que os monolíngues.

Depois foram estudadas as pessoas com problemas na função cognitiva, examinando os registros médicos de 400 pacientes com Alzheimer. Em média, os bilíngues apresentaram sintomas desse mal cinco ou seis anos mais tarde do que quem falava somente um  idioma.

Mas atenção! A pesquisa não significa que os bilíngues não tenham Alzheimer, mas que à medida que a doença se instalou em seus cérebros, eles conseguem continuar funcionando num nível elevado e por mais tempo.



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