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Quanto mais cedo melhor: a curiosidade sobre o sexo do bebê

Pais querem saber o sexo do bebê o quanto antes para incrementar o enxoval, escolher logo o nome e antecipar a decoração do filho tão sonhado 12/03/2013 às 08:39
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A dentista Silvane Evangelista passou por vários 'testes' de sua família. Descobriu que teria uma menina ao fazer a ultrasson com três meses de gravidez
Israel Conte Manaus, AM

As crendices populares da família da dentista Silvane Evangelista apontavam que seu segundo bebê seria uma menina. “No Ceará, tem muita supertição para saber o sexo antes do nascimento. Passei pelo teste de cozinhar o coração da galinha. Como ele abriu, eles diziam que era menina. Depois tive que escolher entre duas cadeiras para sentar. Optei pela que tinha uma colher embaixo. Mais um indício de que o que viria era uma herdeira”, lembra Silvane.

Mas a confirmação só veio mesmo depois do exame de ultrassonografia, com três meses do gravidez, que fez a alegria dos parentes que ganhariam, enfim, a primeira sobrinha, neta e prima da família. Seu nome, Bianca, hoje com seis meses ainda na barriga da mãe.

Ansiedade

Uma pesquisa do laboratório Sabin aponta que as gestantes estão cada vez mais ansiosas para saber o sexo do bebê. Entre as motivações para a curiosidade está o incremento na compra do enxoval, a possibilidade de escolher logo o nome da criança e antecipar a decoração do filho tão sonhado.

E para matar a ansiedade dos pais não é mais preciso esperar até a 17ª semana para fazer a ultrassonografia. Com apenas um pouquinho de sangue da mamãe, com oito semanas de gestação, já é possível saber o sexo do bebê, independente da posição do feto para fazer a identificação.

Este exame é o de sexagem fetal que dá 99,9% de certeza se o rebento será menino ou menina.

O obstetra Marden Araújo inclui uma outra possibilidade. “Há casos em que o pai ou a mãe só foi criado com irmãos do mesmo sexo. E o desejo de ter uma filha, no caso dele, ou um filho no caso da mãe, é mais intenso. E saber a resposta dessa dúvida o quanto antes, faz o casal ir às clínicas mais cedo para descobrir logo o sexo do bebê”, aponta Marden.

Sem frustração

Mas e quando essa descoberta não atende às expectativas? A obstetra Simone Rangel diz que atualmente os casais não se frustram mais como, por exemplo, acontecia há dez anos.

“Explico que o sexo do bebê depende da vontade de Deus. E todos eles sempre afirmam que amarão a criança do mesmo jeito”, diz Rangel. A obstetra acrescenta que só há vantagens em saber o sexo do bebê o quanto antes. “Facilita o planejamento gestacional que consequentemente livra a mãe e o bebê de futuras complicações médicas durante a gravidez”, informa a obstetra.

99% de certeza de quem virá

O exame de sexagem fetal fundamenta-se na identificação de partes do cromossomo Y - aquele que determina o sexo masculino no ser humano - na circulação materna. Após a coleta, o plasma é separado e o DNA, isolado do mesmo, é submetido à reação de PCR com oligonucleotídeos iniciadores derivados do gene DYS14 específico do cromossomo Y.

O método de PCR desenvolvido para a determinação do sexo fetal possui excelente sensibilidade e especificidade, permitindo seu uso rotineiro e com índices de acerto superiores a 99% a partir de 8 (oito) semanas de gestação.

A técnica também é menos invasiva que outras formas de determinação do sexo durante a gestação, como a amniocentese (aspiração de uma pequena quantidade do líquido amniótico) ou a biópsia do vilo corial (retirada de células do tecido da placenta).

O teste pode ser feito nos maiores hospitais e laboratórios do Brasil e o resultado sai em aproximadamente 5 dias úteis.

Prevenção

Ter um bebê é um dos eventos mais importante na vida de uma mulher. Mulheres que estejam considerando engravidar são encorajadas a iniciar logo um planejamento com seus médicos. As metas deste planejamento são criar um ambiente saudável para o feto e prevenir defeitos congênitos e outros problemas relacionados à gravidez. Deve-se incluir nutrição, vitaminas, peso, exercício, evitar determinadas medicações e álcool, imunizações e aconselhamento genético.

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