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Entretenimento
Empatia e protagonismo

Quarta edição do Circuito R.I.A discute o comportamento dos jovens na internet

Durante o evento foi apresentado o resultado da pesquisa “Juventude Conectada 2”, que mapeou o comportamento, opiniões e perfis dos jovens. Pilares do estudo: comportamento, educação, ativismo e empreendedorismo 22/09/2016 às 17:02 - Atualizado em 22/09/2016 às 17:05
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Dale Stephens, Marcia Tiburi e Monique Evelle, durante o painel ‘Mais empatia, por favor!’, moderado pela jornalista Rosana Hermann. (Foto: Mayrlla Motta)
Mayrlla Motta São Paulo (SP)

“Como empatia e protagonismo podem gerar mudanças sociais”, essa é a temática da quarta edição do Circuito R.I.A (Reflexão, Influência e Ação), realizado pela Fundação Telefônica Vivo, na última quarta-feira (29), no Espaço Catavento Cultural, em São Paulo (SP). 

Durante o evento foi apresentado o resultado da pesquisa “Juventude Conectada 2”, na qual mergulhou no mundo dos jovens para mapear o comportamento, opiniões e perfis deles, especificamente na internet. O estudo possui quatro pilares: comportamento, educação, ativismo e empreendedorismo. 

Para o diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Americo Mattar, a tecnologia e a conexão ajudam a nivelar as oportunidades. “Elas dão a chance de um jovem que está afastado de um grande Centro, por exemplo, de receber uma educação de altíssima qualidade. E é na web que o jovem encontra isso: conteúdos de qualidade”, disse. 

Durante o evento, a empatia foi um dos pontos mais citados pelos participantes e convidados. Segundo Americo, o que motivou o R.I.A. a colocar o tema em visão foi o aumento da intolerância no diálogo dentro da internet. 
“Ela se tornou um campo de batalha, devido as eleições de 2014. E o que nós percebemos é que esse movimento extrapolou os limites políticos e caminhou para o diferente. Ou seja, aquele que pensa diferente de mim, ele imediatamente se torna meu inimigo e entra no discurso desqualificado”, complementa.

Um dos resultados da pesquisa mostra que o jovem tem medo de expor sua opinião sobre temas críticos. E foi isso que chamou a atenção do estudo. “O que está acontecendo com a sociedade e com o mundo? Os quão generosos estão sendo uns com os outros?”, questiona o diretor-presidente.  

De acordo com a Consultora de Inovação Social da Fundação Telefônica Vivo, e também responsável pela pesquisa de caráter qualitativo e quantitativo, Luciana Scuarcialupi, o estudo é representativo, pois todas as regiões brasileiras foram ouvidas.

“Temos uma porcentagem muito grande de quase 100% de pessoas que se dizem conectas. A grande maioria via WiFi”, apresenta informando a maioria desse público ter idade entre 15 e 29 anos. O Instituto Paulo Montenegro juntamente com o Ibope foram os responsáveis pela aplicação da pesquisa, resultados e análises. 

Criação

O gerente de projetos da Fundação, Luis Guggenberger explica que uma das inspirações para criação do R.I.A, foram eventos como o TED.  “Eles trabalham os networks e iniciativas para mudar o mundo, onde você sai de lá mega inspirado, mas quando pisa no ônibus ela se vai... Então nós queríamos um ambiente onde, ao mesmo tempo, que as pessoas estivessem inspiradas, ali mesmo elas tivessem um exercício de como pode ‘arregaçar as mangas’”, enfatiza Guggenberger, ligando a criação do evento aos quatro pilares da pesquisa. 

De acordo com a filósofa Marcia Tiburi, que participou do primeiro painel do evento “Mais empatia, por favor!”, ao lado de Dale Stephens e Monique Evelle, empatia tem a ver com simpatia. “Empatia é ter a capacidade de entrar em contato com o outro, sentindo o afeto do outro”, define.  “Para nós que estamos vivendo essa era digital, envolve também aquela pessoa que tenho contato através das redes sociais, pois através delas, podemos realizar esses gestos empáticos e democráticos, podemos dizer assim”, finaliza.

*A repórter viajou a convite Fundação Telefônica Vivo.

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