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Entrevista

Novo livro da série 'As Sete Irmãs' chega ao Brasil e se prepara para estrear na televisão

Escritora holandesa Lucinda Riley fala sobre sucesso dos best sellers que ganharão a telinha em série televisiva 09/09/2016 às 21:48 - Atualizado em 10/09/2016 às 08:56
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Autora se declarou apaixonada pelo Brasil, onde lançou a continuação da série em primeira mão (Foto: Gabi Gomes/Divulgação)
Natália Caplan Manaus

De olho em sucessos da literatura, Hollywood comprou os direitos de produção de “As sete irmãs” para transformá-la em uma série de televisão. Escrita por Lucinda Riley, a trama inicia com o falecimento do bilionário Pa Salt, que criou as filhas adotivas na Suíça. No testamento, ele deixa pistas sobre as origens delas. A primeira a buscar sua identidade é Maia, que desembarca no Rio de Janeiro.

“Eu tenho uma equipe de produção brilhante em Los Angeles que ama ‘minhas irmãs’ tanto quanto eu e estou muito ansiosa para este novo desafio. As sete irmãs estão prontas para Hollywood!”, declarou Lucinda, ao revelar que a continuação da história também deve “sair dor forno” em breve. “Estou trabalhando no quarto livro da série, a história de CeCe, ‘A Irmã Pérola’, que terminarei até o final deste ano”, adiantou.

O cenário da obra inicial, inclusive, não foi escolhido por acaso. Com livros traduzidos para 22 idiomas diferentes, publicadas em 36 países, a autora holandesa afirma ser apaixonada pelo Brasil, onde já esteve quatro vezes. Na Bienal do Livro de São Paulo deste ano, inclusive, fez questão de lançar “A irmã da sombra”, pela Arqueiro, em primeira mão. O novo livro ainda chegará às prateleiras dos demais países.

“Visitei o Brasil pela primeira vez em 2012, quando vim para a Bienal. Então, viajei para Curitiba. Durante o tempo que passei no Rio, eu me apaixonei profundamente pelo País e seus habitantes”, disse. “A beleza e receptividade, tanto da paisagem, quanto das pessoas, era algo único. E o meu próprio ‘espírito’ se adequou muito bem”, completou, ao ressaltar que está acostumada a viajar pelo mundo para promover seu trabalho.

Brasil no coração

Entretanto, Lucinda confessou ter vivenciado algo diferente em solo brasileiro. Durante a estadia na capital carioca, há quatro anos, ficou impactada com um dos principais símbolos da cidade e se rendeu à paisagem da praia de Ipanema. E foi essa mistura de emoções que a inspirou para colocar o Brasil na história. Em 2013, voltou para aprender mais sobre a história do Rio de Janeiro e da construção do Cristo Redentor.

“Vi a estátua branca icônica do Cristo Redentor, iluminando-se acima de mim e meus olhos se encheram de lágrimas. Foi um grande momento. Eu viajo para tantos países e é raro que, de repente, eu sinta que preciso escrever sobre um lugar. Mas na primeira manhã que acordei no Rio e olhei para as ondas do Atlântico, sabia que queria fazer exatamente isso. O Brasil tornou-se como uma casa para mim”, enfatizou.

Inspiração ‘do céu’

Também autora de “A Casa das Orquídeas”, “A Luz Através da Janela”, “A Garota do Penhasco“ e “A Rosa da Meia-Noite”, Lucinda Riley estava em busca de uma nova história, que pudesse ter um ângulo abrangente para adicionar mais elementos. Ela queria um desafio maior, que também surpreendesse os fãs.

“Eu sempre tinha visto as estrelas – especialmente as sete irmãs no cinturão de Órion – e, em uma noite gelada em North Norfolk, onde moro, olhei para o céu. E, pensando também em nossos próprios sete filhos, veio a ideia para uma série de sete livros baseados alegoricamente nas lendas da constelação de sete irmãs”, revelou.

Questionada se visitaria a Amazônia para criar o cenário de um dos livros da série, a holandesa não descartou a ideia. “Eu adoraria! Seria um desafio para mim. Nos próximos anos, estarei ocupada escrevendo e pesquisando o resto da série ‘As Sete Irmãs’ em outras partes do mundo, mas adoro viajar e estou sempre aberta a novas aventuras”, declarou.

QUATRO PERGUNTAS para Lucinda Riley, escritora

Como você se tornou escritora?

Escrevi meu primeiro romance aos 22 anos, quando fiquei doente. Eu não poderia trabalhar, então, escrevi um livro para me entreter. Para minha surpresa, a editora Simon & Schuster me ofereceu um contrato de três livros. Depois de mais sete romances, fiz uma pausa para me concentrar em ser mãe. Mas eu sou uma escritora no coração. Por isso, quando meu filho mais novo começou a escola, eu sentei para escrever um livro.

Quando começou, imaginou tanto sucesso?

Eu nunca sequer sonhei com isso! Eu não podia acreditar quando 'A Casa das Orquídeas' tornou-se um best-seller. Eu absolutamente amo o que faço e trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana. O sucesso é um subproduto, mas isso nunca foi um motivador para mim. Simplesmente gosto de contar histórias e me conectar com as pessoas. Eu sou tão grata por ter milhões de leitores em todo o mundo.

Os fãs brasileiros são diferentes?

Ao longo dos anos, tenho mantido amizades com os meus leitores brasileiros – um veio mesmo me visitar em Londres! – e eu sempre fico ansiosa para vê-los novamente. Meus fãs brasileiros me apoiam tanto, são calorosos e afetuosos em suas cartas para mim, é verdadeiramente uma honra.

Quais são os planos para 2017?

Vou começar a história de Tiggy, que vai me levar para a Espanha e Escócia. Estou tão animada para começar a minha pesquisa e mergulhar em seu caráter. Tiggy é a mais espiritual de todas as irmãs, uma alma muito especial. Eu também continuarei a conversa sobre a adaptação para a TV, com a série ‘As Sete Irmãs’.

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