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‘Quero me casar com o Roberto Carlos’, diz fã amazonense

Dentista e administradora manauara, fã do rei, alimenta a esperança de reencontrá-lo  09/11/2015 às 14:58
Show 1
Amália Affonso é fã do cantor há 15 anos
aruana brianezi ---

Quando o rei Roberto Carlos subir ao palco da Arena Amadeu Teixeira, em Manaus, no próximo sábado, pode ter certeza: não haverá na plateia coração mais ansioso que o de Amália Affonso. Há 15 anos, a dentista e administradora alimenta o sonho de se tornar esposa do cantor.

A admiração começou nos tempos de menina, lembra ela. Mas foi apenas em dezembro de 1999, quando Roberto Carlos ficou viúvo de Maria Rita, que Amália (já separada do marido com quem viveu por quase 20 anos) sentiu algo diferente. Nascia ali, diz ela, um sentimento puro e um desejo que nunca mais se apagou.

Amália já foi a mais de 20 shows do astro, em Manaus e no Rio de Janeiro, mas o do dia 14 será especial. Depois de um encontro marcante no camarim, em 2009, ela anseia pelo reencontro com Roberto. E diz ter criado coragem de dizer, olhando nos olhos dele: “Eu te amo e sempre te amarei e se não for nesta vida, em outra serei sua mulher, amante e companheira”.

Trilha sonora

Na casa de Amália Affonso, só toca Roberto Carlos. Ela tem todos os CDs e todos os DVDs do cantor, que se revezam em aparelhos de som na sala, no quarto e na cozinha. No carro, um único pen drive reúne 634 músicas do rei. Entre as preferidas estão “Cavalgada”, “A montanha”, Detalhes” e “Amada amante” (que ela chama de “Amada Amália”).

“Acordo às 6h todo dia e já ligo o som. Na hora de dormir, assisto um DVD dele no quarto”, diz Amália, que se tranca em casa e desliga os telefones na hora que vai ao ar o especial de fim de ano de Roberto. “Meus genros dizem que não aguentam mais o Roberto Carlos. E eu respondo que é para se acostumarem, porque não mudo”.

Além do rei

Mas se engana quem pensa que a vida dela gira apenas em torno do cantor. Amália se casou com 17 anos. Com 23 se formou em Odontologia. Aos 28 anos já tinha três filhas. Fez pós-graduação em estética bucal e administração hospitalar. Ela é funcionária da Secretaria de Saúde há mais de 30 anos e teve cargos de destaque nos Governos Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes, em que chegou a dirigir o Ipasea.

Hoje, gerencia um centro de especialidades da Prefeitura de Manaus, com 21 especialistas. Na agenda lotada, ela divide seu tempo entre a família, o trabalho e ainda ajuda (e muito) ao próximo. Há 20 anos, percorre hospitais praticando a arte de imposição de mãos: “Essa prática transformou minha vida. Por isso, reservo todos os dias parte do meu tempo para transmitir às pessoas auxiliando a quem está necessitado”.

2009 na memória


E foi por meio das mãos que ela afirma ter tido a certeza da forte conexão que tem com Roberto Carlos. O fato aconteceu em 2009, quando o cantor se apresentou na mesma Arena Amadeu Teixeira que o receberá daqui uns dias. Amália assistiu ao show emocionada e, ao final, graças a ajuda de uma grande amiga, conseguiu entrar no camarim do rei.

“Era Dia dos Namorados. A Fezinha, da Rádio Difusora, era minha amiga e me levou ao camarim. Fomos meio na marra. Ela me pegou pelo braço e fomos entrando. Lá dentro, ele me abraçou, me beijou... No aperto de mão houve uma troca de energia enorme, que nunca vou esquecer. Nosso encontro foi muito forte! Ali, tive certeza que se eu não casar com ele nessa vida, na próxima a gente vai casar”, conta ela.

Na ocasião, Amália entregou uma carta ao rei. Nela, abria seu coração e o pedia em casamento. O fato do rei não ter respondido não abalou seu sentimento. No mês seguinte, lá estava Amália, firme e forte, no show de 50 anos que Roberto fez no Maracanã.

“Não estou mais no patamar de fã, quero ser eleita a noiva! Eu acredito mesmo nisso. Não é passageiro, pois se fosse já teria diluído ao longo desses anos. E se fosse só paixão, eu não tomaria a decisão de anunciar publicamente: se ele disser vem, eu vou. Largo tudo, tudo, tudo”, resume ela, cheia de esperança.

Amor do rei e Maria Rita inspira

Amália Affonso diz que todos os dias ora por Maria Rita, a última esposa de Roberto, que morreu de câncer em 1999. A história de amor dos dois, diz ela, é uma fonte de inspiração e alento ao seu coração.


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