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'Quis dar um tempo nas minhas convicções como compositora', revela Vanessa da Mata

Cantora é uma das atrações desta quinta-feira (4) no Live Site das Olimpíadas em Manaus 04/08/2016 às 17:06 - Atualizado em 04/08/2016 às 19:49
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Vanesssa apresenta show da turnê "Segue o som" (Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Há cinco anos sem se apresentar na capital amazonense, a cantora Vanessa da Mata será uma das atrações do Live Site das Olimpíadas em Manaus, nesta quinta-feira, e manda avisar que está com saudades do sotaque e dos “bons peixes” regionais. O show dela acontece a partir das 19h, no Anfiteatro da Ponta Negra, que está recebendo uma intensa programação de shows e outras atividades culturais durante o período dos jogos olímpicos.

Para hoje à noite, Vanessa preparou uma seleção especial com músicas da turnê “Segue o som”, baseada no disco homônimo lançado em 2014. “É uma reunião do repertório desse disco mais recente, mas também não podem faltar as músicas de sucesso, como ‘Boa sorte’, ‘Ainda bem’ e ‘Não me deixe só’”, adiantou a cantora, que viaja na companhia de cinco músicos.

Para Vanessa, “Segue o som” talvez seja o disco mais autoral e maduro que ela gravou desde o início da carreira, em meados dos anos 90. “É um trabalho mais direto, em que reuni os dois produtores mais importantes da minha carreira até agora, o Liminha e o Kassin, que inclusive são meus parceiros de composição. No geral, acho que é um disco bem diversificado, com muitos ritmos e letras que não falam sobre a mesma coisa”.

O processo de criação que deu origem ao álbum foi igualmente especial para a cantora e compositora. Depois de ter começado as gravações, ainda em 2012, Vanessa deu início a um projeto sobre Luiz Gonzaga que lhe trouxe muita alegria. Em seguida, veio o convite para fazer um show só com músicas de Tom Jobim, mestre da MPB de quem ela sempre foi fã.

“Foi um momento em que eu quis dar um tempo nas minhas convicções de uma vida inteira como compositora, e essas experiências ajudaram a descansar minha cabeça. Quando terminei esses projetos, escrevi mais cinco músicas muito fortes que deram um ar novo para o disco. Então foi providencial esse tempo entre o início e o fim das gravações”, relembra.

Mulheres

Uma dessas canções “fortes” foi “Toda humanidade veio de uma mulher”, escolhida para abrir o disco. Ao contrário do que a letra pode sugerir, porém, Vanessa não teve a intenção de conferir um peso feminista à composição – até porque ela se considera “pós-feminista”.

“Acho que o movimento feminista ainda é pequeno perto do que há no Brasil, um País com tanto machismo, homofobia, desequilíbrios sociais e religiosos, tanta violência por falta de cultura e educação”, opina.

“Com essa música, não estou dizendo nada de diferente, afinal toda humanidade veio mesmo das mulheres. Acontece que essa era uma música que, ao falar de uma geração de mulheres mais independentes e homens mais medrosos, falava um pouco do disco como um todo”.

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