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(R)Evolução: São Paulo Fashion Week comemora 20 anos e surpreende

O que se viu na passarela este ano no evento de moda, que aconteceu na capital paulista, foi um trabalho primoroso dos principais estilistas brasileiros 23/10/2015 às 16:06
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“O SPFW é como uma tela em branco onde é possível cometer ousadias", declarou Paulo Borges
ACRITICA.COM ---

A maior semana de moda do hemisfério Sul completou 20 anos e mostrou que atingiu uma maturidade criativa impressionante. O que se viu na passarela este ano no São Paulo Fashion Week foi um trabalho primoroso dos principais estilistas brasileiros, que deixaram de seguir tendências e há muito tempo são referência mundial na moda.

“O SPFW é como uma tela em branco onde é possível cometer ousadias. Nosso papel é e continuará sendo instigar e provocar esta liberdade de criação com foco em mercado e inovação”, declarou Paulo Borges, dono da marca. 

Na opinião da colunista de moda de A CRÍTICA Patricia Ruiz, esta foi uma das melhores edições do evento. “Capricharam. Achei um trabalho riquíssimo. Trouxeram bastante acessórios para a passarela...”, observa Patricia. “Esse trabalho rico chama a atenção do mundo. Entramos no hall da moda internacional”, completa.

“O SPFW é o principal evento de moda do Brasil e é referência de fashion weeks até para outros países. Para a moda brasileira também é muito importante, pois trata-se de uma vitrine para que as grandes marcas sejam vistas pelo mundo”, completa a também colunista de moda de A CRÍTICA Carol Heinrichs.

Pelas suas andanças pelo SPFW, Carol destacou os maxis, que vieram com tudo nessa edição. “Maxi casaco, maxi colete, maxi moleton”, observa. “Cores como o marrom, roxo e cinza estiveram em vários desfiles. Listras também estiveram por todos os lados! Até os temidos saltos de acrílico também deram as caras”. Patricia, por sua vez, destacou que os estilistas trouxeram muita sensualidade para a passarela do SPFW, acompanhado de uma maquiagem mais leve.


Casamento perfeito

Duas referências, uma vinda de Vitorino Campos, outra de Beth Nabuco, deram o start para o Inverno 2016 da Animale. Da união da arquitetura com a natureza surgiu o que o estilista chamou de uma coleção de híbridos, com looks focados na individualidade de cada modelo, com muitas variações capazes de contemplar diferentes tipos de mulher, usando assim comprimentos e propostas de modelagem variadas, da alfaiataria em casacos e peças mais estruturadas à languidez da seda em peças mais soltas e a pegada sexy da renda francesa recortada artesanalmente, com transparência em tops e minissaias.


Eu vejo flores em você 

O desfile de Samuel Cirnansck foi um dos destaque da Semana de Moda. Em comemoração aos seus 15 anos de carreira, ele criou um jardim suspenso, com plantas num suporte aéreo, além de imagens floridas ao fundo e muitas flores aplicadas nos seus vestidos.

Longos e curtos com muitos bordados, cristais e tule ilusion, em formatos que vão das saias amplas às mais justas foram vistos este ano em sua coleção de inverno. Fashionistas apontam o vestido de uma única manga como hit apresentado por Samuel.


Roupa com gênero

Ronaldo Fraga deixou todos de boca aberta com o seu desfile. As delícias, mais do que as dores do amor, foram o foco da coleção do estilista, que sempre busca na literatura o ponto de partida para seus temas de desfile.

A modelagem das peças mostrou uma coleção masculina e outra feminina, com a das mulheres composta de calças e vestidos retos, com pouco volume, delineando levemente o corpo, e de calças, camisas, paletós e vestidos usados pelos homens. Um absurdo de impressionante.

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