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Especialista alerta para o risco de ignorar sintomas do refluxo

Médica alerta sobre necessidade de buscar tratamento correto com especialista e evitar evolução para doença grave 27/11/2016 às 09:00
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Queimação no estômago e no esôfago, dor no peito e enjoô são alguns dos sintomas mais comuns
Da Redação Manaus

Dor na parte superior do abdômen, na garganta ou no peito; tosse seca ou crônica depois de comer, ou ao deitar. Arroto, azia, indigestão, náusea, regurgitação, vômito, mau hálito e flatulência. Esses são os principais indícios de uma pessoa que sofre com refluxo. Muitas vezes o problema é ignorado, mesmo que recorrente. Porém, é preciso ligar um sinal de alerta para a possibilidade desse mal estar ser a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE).

“É uma forma crônica ou de longa duração do refluxo, que pode ocasionar problemas mais sérios de saúde. Nesse caso, é preciso procurar um médico gastroenterologista, especialista em doenças do aparelho digestivo, para avaliar a situação”, diz a especialista Ana Santoro, ao explicar que a maioria das pessoas nem sempre sabem que tem refluxo, algo que muitos já sentiram em algum momento da vida.

Ela explica que o chamado refluxo gastroesofágico (RGE) ocorre quando o conteúdo do estômago volta para o interior do esôfago — um tubo muscular que leva o alimento e líquidos da boca para o estômago. Esse movimento faz o ácido refluído do estômago tocar a parede do esôfago causando azia, a sensação desconfortável de queimação. Então, a periodicidade desse mal estar pode ser um indicativo de DRGE.

“É muito importante observar nosso organismo e perceber quando um sintoma, que pode parecer simples e corriqueiro, como a azia, se torna mais frequente”, enfatiza. “O tratamento, dependendo da gravidade dos sintomas, pode incluir alterações no estilo de vida, medicamentos ou até cirurgia. Manter uma boa alimentação e consultas regulares ao médico são fundamentais”, diz Ana.

De acordo com a também gerente médica da GSK, a maioria das pessoas não recorre a um tratamento para mitigar a azia e a má digestão pelo fato desses sintomas estarem relacionados à alimentação. Há uma falsa interpretação de que o desconforto passará sozinho com o tempo, não causando prejuízos maiores ao organismo. A especialista explica que essa é uma leitura equivocada.

“A azia ocorre pelo refluxo do ácido presente no estômago e este composto químico é extremamente danoso ao esôfago. Quando não tratadas, a azia e a má digestão podem acarretar problemas maiores, o que afeta a qualidade de vida e perturba o sono”, alerta a médica. “Não enxergar esses dois sintomas como algo grave é um grande erro”, finaliza.

Camila Moreira, 24 anos, universitária

“Um dia, logo depois de tomar café, senti um ardor e ânsia de vomito. Depois notei que era sempre após as refeições. E às vezes ate depois de um tempo logo. Não tratei ainda. É chato, mas isso não atrapalha tanto minha qualidade de vida. É uma espécie de ardor. É como se eu fosse vomitar, mas não acontece. O que acabei de comer quer voltar. Ir ao médico para ver isso é uma das coisas que vou fazer logo. Acredito que seja por causa da gastrite que tive há alguns anos.”

DESTAQUE

Uma das principais indicações para combater a azia é a moderação na hora da alimentação, evitando alimentos como pimentas, chás, café e bebidas carbonatadas. Outra indicação importante é usar um antiácido. Entre os fatores que podem contribuir para a doença são: obesidade, gravidez, bloqueadores dos canais de cálcio e uso de muitos anti-histamínicos, analgésicos, sedativos ou antidepressivos.

NÚMERO

30%

Dos brasileiros preferem esperar azia e má digestão desaparecer sozinhos, de acordo com pesquisa nacional do instituto de pesquisa IPSOS, encomendada por Eno e Sonrisal. Desses entrevistados, 3,9% apontam o refluxo como o sintoma mais recorrente. Esse hábito negativo à saúde pode acarretar dor torácica não cardíaca, tosse noturna crônica e dor de garganta.

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