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Entretenimento
Amor de novela

Relembre alguns dos grandes e inesquecíveis casais da TV brasileira

Elemento essencial na teledramaturgia, histórias de amor são pródigas na telinha Romance 11/06/2016 às 16:19 - Atualizado em 12/06/2016 às 19:23
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Tarcísio Meira (João Coragem) e Glória Menezes (Maria de Lara Barros Lemos, ou Lara), em Irmãos Coragem (1970). [Fotos: Divulgação]
Jony Clay Borges Manaus (AM)

Na novela “Selva de pedra”, de 1972, o amor entre o casal formado por Simone e Cristiano passa por diversos desafios: intrigas e traições levam à separação do casal; Simone é tida como morta após um acidente e retorna sob uma identidade falsa; e, após o reencontro do casal, a mocinha é sequestrada por uma ex-noiva abandonada por Cristiano no altar. Apesar de tudo, o final da trama foi feliz, e a última cena mostrava os dois se beijando no convés de um navio. Afinal, não há final feliz sem um beijo apaixonado, não é mesmo?

Simone e Cristiano são só um de inúmeros exemplos de apaixonados famosos das novelas e minisséries. Neste Dia dos Namorados, o BEM VIVER TV recorda outros casais inesquecíveis da teledramaturgia. É um terreno onde as histórias de amor são pródigas, e por uma simples razão: é que elas são um elemento básico para o gênero. “Desde que surgiu, a novela mantém um formato quase único, a partir de um par formado pelo mocinho e pela mocinha, e com um vilão, ou vilões, entre eles”, resume Saulo Borges, jornalista e especialista em novelas.

Toda a dramaturgia televisiva brasileira se desenvolveu seguindo essa receita básica. Na visão de Borges, esse formato alcançou sua melhor expressão no trabalho da autora de novelas mineira, Janete Clair, a partir dos anos 1960, explorando os limites narrativos do gênero sem deixar de lado o foco na relação amorosa central. “O forte dela eram as tramas, que transcorriam inteiramente em cima do romance”, comenta ele.

Foco no amor

Daí resultaram não só novelas como “Selva de pedra” – cujo casal o jornalista considera o melhor das novelas –, mas ainda outras como “Irmãos Coragem” (1970) e “Pai herói” (1979), entre dezenas de outros títulos. O foco no romance central, na avaliação de Borges, foi uma característica que Janete herdou de Gloria Magadan, autora cubana com quem ela trabalhou no início da carreira, e que mais tarde repassou a Gloria Perez.

“Ela é uma herdeira direta dessa dramaturgia baseada no romance”, comenta o jornalista, citando como exemplo “O clone” (2001), outra de suas tramas preferidas. “Foi uma novela que resgatou o romantismo como parte mais importante, num momento em que as novelas eram dominadas por questões sociais”, diz.

Diversidade na tela

Se a receita básica das novelas se mantém, para Borges, o foco se ampliou para abranger, por exemplo, os casais gays – como o de “Amor à vida” (2013). “Nos últimos tempos tem havido uma coragem de tratar esse assunto. Mas ainda será coisa de anos, ou décadas, até vermos uma novela que trate esse amor com mais clareza, mostrando existir o amor entre dois homens ou duas mulheres”, avalia.

Diversidade à parte, Borges considera que o caminho para a teledramaturgia é se voltar ao essencial: “As novelas precisam voltar com tudo para o romantismo. Se é verdade que elas ditam o comportamento do povo, elas precisam voltar a esta fórmula, pois as pessoas precisam resgatar seu lado sentimental”, conclui ele. “Nem tanto à emoção, mas nem tanto à razão”.

Gabriela

Sonia Braga (Gabriela) e Armando Bogus (Nacib) [1975]
Juliana Paes (Gabriela) e Humberto Martins (Nacib) [2012]
A adaptação do best-seller de Jorge Amado causou furor nos anos 1970 com a sensualidade de Sonia Braga no papel da simples e sedutora Gabriela, que se apaixona pelo estrangeiro Nacib. Na versão de 2012, a personagem foi para a atriz Juliana Paes.

Selva de Pedra (1972)


Regina Duarte (Simone Marques) e Francisco Cuoco (Cristiano Vilhena/Rosana Reis)
Separados por intrigas, o casal formado pelo ambicioso Cristiano e pela artista plástica Simone enfrentam uma trama de traições, identidades falsas e até sequestros antes de reencontrar o amor. Na cena final, os dois se beijam no convés de um navio.

A gata comeu (1985)


Christiane Torloni (Jô Penteado) e Nuno Leal Maia (professor Fábio Coutinho)
Sabe aquele casal que briga, briga e termina junto? Pois o casal dessa novela se encaixa perfeitamente nessa descrição. Depois de desfazer vários noivados, a ponto de ser conhecida como “a” Barba Azul, a rica e impetuosa Jô se apaixona pelo professor de História Fábio.

O Clone (2001)


Giovanna Antonelli (Jade) e Murilo Benício (Lucas)
Num universo em que o homem manda e a mulher pode morrer por não casar virgem, a jovem Jade, marroquina muçulmana criada no Brasil, luta para viver o amor com Lucas. As coisas se complicam com o surgimento de um clone do rapaz, mas no fim o amor original prevalece.

Paraíso Tropical (2007)


Camila Pitanga (Bebel) e Wagner Moura (Olavo)
Uma prostituta de bom coração e um ambicioso golpista vivem um romance tórrido, porém com um final trágico. A trama realista foi sucesso na faixa dos nove, terminando com Bebel se tornando a inescrupulosa assessora de um deputado estadual, mas sem nunca esquecer de Olavo.

Amor à vida (2013)


Mateus Solano (Félix) e Thiago Fragoso (Niko)
Criado como vilão, o Félix de Mateus Solano cresceu na trama do autor Walcyr Carrasco e assumiu o papel de protagonista. O início da relação com Niko coincide com sua jornada para a redenção, em rever os erros do passado, a ponto de levar o conservador público de novelas do País a torcer pelo final feliz do casal – que veio e se consumou com o primeiro beijo gay da Globo.

Dona Flor e seus dois maridos (1998)
Giulia Gam (Dona Flor), Edson Celulari (Vadinho) e Marco Nanini (Teodoro)
A jovem professora Dona Flor divide o coração – e a libido – entre o espírito do amante morto e o marido farmacêutico e certinho. A trama é inspirada em outro clássico de Jorge Amado, marcado pelo erotismo e pelo realismo mágico.

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