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POEMAS

Publicitário Renato Bagre reencontra a literatura e lança ‘Meu Jardim de Pedras’

O lançamento ocorre na quarta-feira (16), a partir das 19h, na Adega Grand Cru, localizada na Av. Efigênio Salles, nº 2300, Lojas B1 e B2, Aleixo 13/05/2018 às 06:00
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Quase dez anos longe da cena literária, o publicitário Renato Bagre retorna ao meio com “Meu Jardim de Pedras”, livro que reúne 88 poemas sobre os mais variados temas vistos sob a ótica do autor. O lançamento ocorre na quarta-feira (16), a partir das 19h, na Adega Grand Cru, localizada na Av. Efigênio Salles, nº 2300, Lojas B1 e B2, Aleixo. 

O primeiro livro de poesia lançado por Renato, titulado “Por ando agora” foi publicado em 2010. De lá pra cá, o autor avalia que viveu muitas coisas, assim como criou, pois como publicitário e músico, a vida dele é repleta de criações. Dentre tantas, nasceram os poemas, criações intelectuais que o autor quis dividir com mais gente.  

 Ele conta que os quase dez anos que passou sem publicar uma obra foram porque ele entendia que não tinha algo de novo para expressar em forma de poema. “Quando me chegou novamente o desejo de dizer algo em um livro, eis que surgiu o Meu Jardim de Pedras. Mas o processo é lento, vem sendo composto ao longo do tempo, com poemas que se juntam em suas histórias de alguma forma. Quis apresentar essa nova fase de meu trabalho, que não chamo especificamente de poesia, talvez crônicas embaladas pela violência da realidade. E deu vontade de mostrar esse meu momento para mais gente”, diz Renato.

O autor revela que o processo de criação dos poemas acontece de forma natural. “A poesia me surge. Poemas me chegam aos poucos. Algo que vi ou vivi, um dia chuvoso, uma tarde de sol, uma palavra que alguém disse próximo a mim, uma frase que me veio à cabeça. Não sento e digo: "Agora vou escrever um poema!"Na verdade é ao contrário, o poema é quem vai me reescrevendo”, pondera acrescentando que lançará o livro brevemente em Belém, na Casa do Fauno.

As principais referências literárias de Bagre estão no surrealismo de João Cabral de Melo Neto e no modernismo de Carlos Drummond de Andrade. “Os trabalhos de João Cabral são completos. É surreal. É concreto puro. A capacidade de observar e de traduzir isso em poesia universal é única em Cabral. Em Drummond essa capacidade de dizer o simples de maneira esplêndida. Apesar de filosófico, é absolutamente assimilável. O elemento pedra une os poetas, e me une a eles. A essa singular capacidade de transformar a pedra em elemento monolítico, metafórico, autêntico. No meio do meu caminho sempre haverá uma pedra”. 

Dentre os poemas da nova obra de Renato, ele destaca “Crônica de Mosca”. Segundo o autor, nesta crônica ele fala sobre como gosta de ser observado por um inseto, que tem uma visão caleidoscópica. “Gosto quando digo que ao esfregar suas patinhas, fazia isso como se formulasse um plano, e que num sobrevôo espreitava meus desenganos. Acho que fui bem feliz nesse poema”, opina.

O livro “Meu Jardim de Pedras” está inscrito no Prêmio Jabuti de Literatura. O autor revela que está produzindo um livro de contos sobre mulheres. Nesta obra ele fala sobre os tipos únicos de cada mulher e vidas que podem facilmente ser a vida de outras tantas mulheres. “Estou bem contente com o resultado. Espero em breve apresentar esse material, espero que não leve mais dez anos para que isso aconteça”, brinca o autor ao finalizar a entrevista.

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