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Repaginada: conheça áreas ao redor do mundo que foram revitalizadas

No Brasil, o caso mais recente aconteceu no Rio, com a abertura de museus na zona portuária 02/01/2016 às 13:19
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Os antigos galpões da zona portuária da capital paraense foram transformados em um centro cultural e gastronômico há 15 anos – e virou destino obrigatório para moradores e turistas
ROGÉRIO PINA ---

Dando início a um novo ano, a seção Viagem não perde o ritmo e foi buscar cidades brasileiras e também no exterior exemplos de áreas que, após passar por processos de revitalização ou reurbanização, ganharam um novo status – transformando-se em atrativo para moradores e também turistas.

No Brasil, o caso mais recente aconteceu no Rio, com a abertura de museus na zona portuária. Em Santos (SP), o Jardim da Praia continua a receber melhorias e já foi até citado no livro Guiness de Recordes. Em Belém, a Estação das Docas é o mais próximo caso de sucesso.

Em Buenos Aires, a região de Puerto Madero revigorou a vida às margens do Rio da Prata, enquanto que Londres aproveitou a Olimpíada de 2012 para revitalizar uma região abandonada no oeste da cidade. Em Nova York, um distrito que reunia matadouros hoje é o epicentro da moda e da vida noturna.

Museu de Arte do Rio

Alvo de projeto de reurbanização, a zona portuária do Rio de Janeiro, nos arredores da Baía de Guanabara, ganhou em março de 2013 o Museu de Arte do Rio (MAR). O projeto arquitetônico reúne duas construções – um palacete de 1916 com um prédio modernista – mais uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda, além de uma rampa, por onde os visitantes chegam aos espaços expositivos. Próximo dali, na praça Mauá, o MAR ganhou recentemente um novo ‘vizinho’ – o Museu do Amanhã, que passa a compor belo cenário para a alegria de moradores e visitantes.

Estação das Docas, Belém

Os antigos galpões da zona portuária da capital paraense foram transformados em um centro cultural e gastronômico há 15 anos – e virou destino obrigatório para moradores e turistas que vão a Belém. O interessante complexo, formado por antigos armazéns de ferro, exibe guindastes externos e uma máquina a vapor – que mantêm vivo o passado em meio à nova arquitetura. O local conta com restaurantes regionais, um teatro e um cinema de arte. O calçadão que se debruça sobre o rio Guamá é um dos locais mais indicados, em Belém, para apreciar o pôr do sol. Ali também é comum a apresentação de músicos, bandas e performances.

Puerto Madero, Buenos Aires

Conhecida pelos restaurantes sofisticados, a região de Puerto Madero é um destino obrigatório para quem vai à capital argentina. Remodelado nos anos 1990 em um grande projeto urbanístico, a área continua a receber melhorias e hoje abriga alguns dos melhores restaurantes, bares e casas noturnas da capital portenha, às margens do Rio da Prata. Além disso, o local também é um grande centro cultural, com museus e cinemas, e reúne antigos prédios de tijolos e arranha-céus. Mas, um dos principais atrativos é a moderníssima Puente de la Mujer, projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava – o mesmo que assina o projeto do Museu do Amanhã, no Rio.

Meatpacking District, Nova York

Este bairro da cidade de Nova York era conhecido por reunir centenas de matadouros mas desde a década de 1990 começaram as transformações – que continuam até hoje. Atualmente, lojas de moda renomadas e galerias de arte ocupam os espaços onde funcionavam antigos frigoríficos. O bairro é também conhecido principalmente pela sua glamourosa e vibrante vida noturna, com bares e restaurantes descolados. O local ganhou há poucos anos o reforço de um outro grande atrativo – o High Line, um parque suspenso criado sobre uma antiga ferrovia elevada. Outros destaques da área são o Chelsea Market e o Whitney Museum, que mudou-se para o bairro.

Jardim da Praia, Santos

Cartão postal da cidade paulista, a área ficou conhecida mundialmente em 2001, ao receber o título de maior jardim frontal de praia do mundo pelo The Guinness Book of Records (O Livro do Recordes). São 5.335 metros de comprimento, 218 mil m² de área e largura média de 45 metros, onde podem ser vistas mais de 50 espécies de flores e árvores. O primeiro trecho do jardim da orla de Santos foi construído em 1930, sem a variedade de espécies da flora encontradas atualmente e, ao longo dos anos, foi ganhando novos formatos e plantas. Em 2003, com a construção da ciclovia, as áreas verdes foram remodeladas e o formato curvilíneo do jardim foi resgatado.

Stratford, Londres

Quase abandonada durante anos, a região industrial de Stratford, na capital inglesa, renasceu como centro de esportes para os Jogos Olímpicos, em 2012. Agora é um moderno bairro londrino que abriga um dos maiores shoppings da Europa, um edifício assinado pela famosa arquiteta Zaha Hadid e a escultura gigante e também mirante ArcelorMittal Orbit – criada pelos artistas Anish Kapoor, indiano, e Cecil Balmond, britânico, é uma estrutura de aço erguida ao lado do Estádio Olímpico de Stratford, na zona oeste da cidade. A torre tem 114,5 metros de altura e custou 28 milhões de euros. A siderúrgica ArcelorMittal patrocinou a construção e, por isso, colocou seu nome na obra.


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