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Reprodução assistida: Quebrando o tabu da ‘infertilidade’

Segundo médicos e especialistas ainda há muita inibição em tratar o assunto, uma espécie tabu para as famílias 07/09/2013 às 19:22
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Especialista em Medicina Reprodutiva, Dr. Lourivaldo é pioneiro em Manaus
Felipe de Paula Manaus

Abordada na novela “Amor à vida”, a inseminação artificial volta a levantar a discussão sobre a reprodução assistida no Brasil. Recentemente, a apresentadora Ana Hickmann incitou ainda mais o debate ao revelar que sua atual gravidez foi resultado de um tratamento de dois anos. A atitude foi elogiada por médicos e especialistas: segundo eles, ainda há muita inibição em tratar o assunto, uma espécie tabu para muitas famílias.

“As pessoas ainda se sentem muito constrangidas em falar disso ou mesmo procurar ajuda”, aponta a especialista em Reprodução Assistida Liane Rafael. Ela indica aos casais, cujas tentativas frustradas de gravidez ultrapassem o período de um ano, que procurem uma clínica especializada. “Na grande maioria dos casos, a solução é simples”, incentiva. “Além disso, as técnicas são muito seguras; reprodução humana não é mais caso de ficção científica”, afirma.

Da mesma opinião compartilha o doutor em Reprodução Assistida Lourivaldo Rodrigues, pioneiro em Inseminação Intrauterina e Fertilização In Vitro no Estado do Amazonas por meio da clínica La Vitta. Segundo ele, a área é uma das que mais evoluíram na medicina moderna e Manaus acompanhou essa evolução. “Nossa clínica está hoje no mesmo nível de qualquer clínica de reprodução assistida no mundo”, afirma.

Alterações genéticas
Segundo o médico, as principais evoluções da técnica estão na possibilidade de prever alterações genéticas antes mesmo de se produzir o embrião, evitando possíveis doenças como a Síndrome de Down. “Hoje podemos preservar a fertilidade até mesmo em situações dramáticas, como o câncer”, acrescenta.

Para o geneticista Roberto Müller, da Universidade de São Paulo (USP), tal possibilidade é o trunfo maior da reprodução assistida, fazendo com que casais de alto risco tenham filhos sadios.

“O diagnóstico pré-implantacional (antes de implantar o embrião) é a maior vantagem que pode haver”, diz ele, explicando que hoje o número de pessoas que realmente não podem engravidar se reduziu consideravelmente.

“A Reprodução Assistida veio pra ficar”. E para realizar sonhos, como do casal André Soares e Desirée Tapajós. Durante três anos e meio eles tentaram, sem sucesso, ter o primeiro filho.

“Sempre quis ser mãe. Então, logo que casei, já estava louca para engravidar”, diz ela, que, contudo, foi diagnosticada como ovário policístico e endometriose, doenças que costumam interromper o sonho da maternidade.

Mas ao procurar uma clínica especializada em Reprodução Assistida, não foram necessários três meses para que Desirée conseguisse engravidar, dando a luz, nove meses depois, a três lindas meninas.

“Isso foi numa terça-feira de maio. No domingo, seria Dia das Mães. Como já havia tentado outros métodos, não contei a minha família, nem ele (André) a dele, que estamos fazendo fertilização in vitro. Fizemos, então, no domingo, uma surpresa para toda a família. Todo mundo chorou”, conta a mãe de Mariana, Rafaela e Andressa, de dois anos e nove meses. “Quando o resultado deu positivo, mal sabia o que fazer. Valeu a pena”, conclui o pai André Soares.

Na fertilização in vitro, quando produzidos mais de óvulo, a possibilidade do nascimento de gêmeos é maior que a de um bebê apenas.

Homens que fizeram vasectomia e mulheres e mulheres que fizeram laqueadura podem engravidar por meio da fertilização in vitro, sem necessidade de operação reversiva.

O tratamento por meio da fertilização in vitro pode custar entre R$ 15 e R$ 20 mil; no entanto, pacientes com problemas menos graves não costumam gastar mais de R$ 2 mil no tratamento.

Milena Reis - Jornalista

“A mulher (quando não consegue engravidar) se sente impotente, fragilizada, inferior às outras mulheres. O assunto em si incomoda muito. (...) Depois de vários médicos, procurei a clínica do Dr. Lourivaldo (La Vitta) logo na inauguração. Fiquei sabendo que precisava de uma fertilização in vitro. Então me programei financeiramente e, em janeiro de 2010, iniciei o tratamento. No dia 23 de abril ele capturou os embriões, no dia 26 os implantou. E no dia 11 de maio, às nove e quarenta e oito, recebi a ligação dizendo que o exame havia dado positivo. Daí, minha vida mudou completamente”.

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