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República Popular apresenta versão física de álbum após lançar 2ª parte no streaming

Banda começa a distribuição de seu novo CD duplo, intitulado "Húmus", com diversas participações de renome musical na região Norte 03/01/2019 às 18:31
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A capa do álbum duplo ‘Humus’ lançado em versão física e plataformas digitais. Fotos: Divulgação
Maria Paula Santos Manaus (AM)

A mescla de influências da cultura e do folclore amazonenses com a urbanização é uma singularidade da República Popular, banda que ao construir seu mais recente trabalho, o álbum “Húmus”, exibiu a ousadia em seu universo de referências, característica vista também com as vozes que compõem a parceria do disco duplo. Agora, lançando as versões físicas do trabalho, após revelar a segunda parte do projeto, o grupo se preparada para a recepção do público.

“Com as vendas a gente espera atender o público que curte ter a mídia física em casa e também as pessoas que não têm o costume de utilizar as plataformas de streaming. Então, pensamos em divulgar o trabalho de todas as formas possíveis. Por ser uma espécie de cartão de visita, a gente traz na mídia física um material complementar à experiência pelas plataformas digitais. Muito do conceito da arte visual que utilizamos no processo de criação do ‘Húmus’ está presente no pack dos CDs e a gente pensa que ter isso em mãos pode dar um novo sabor à imersão”, disse Igor Lobo, que assume violão e vocais da banda.

Sobre o CD

“É correto dizer que o disco conta uma história. O clipe de ‘Amazônida’ vem ser a síntese da saga inteira do primeiro disco. Queríamos que o clipe fosse uma linha do tempo dos povos amazônicos, desde as primeiras etnias e tribos, passando pelos caboclos ribeirinhos e finalizando no povo urbano de Manaus”, comentou Igor, que compõe a banda ao lado de seus amigos Viktor Judah (vocal e bateria), Vinítius Salomão (guitarra e vocal) e Sérgio Leônidas (vocal e baixo).

“Queríamos que nosso segundo disco fosse uma homenagem ao Amazonas, mas não expressar isso literalmente. Que fosse um retrato da vida contemporânea aqui, nas letras e nos arranjos. Em determinado momento, percebemos que, morando aqui na maior floresta tropical do mundo, não tínhamos como não trazer isso para as músicas. O amor a sua terra natal é um sentimento muito carregado de legado, de passagem entre gerações, então falar como ciclo da vida cabe como uma luva quando falamos sobre nosso Estado”, analisou o guitarrista Vinítius.

Dedicação

Para construir todo esse mosaico, a República Popular convocou a ajuda de parceiros locais e até mesmo de outro estado, como é o caso do clipe de “Amazônida”. A faixa que abre o disco, conta com a participação de David Assayag. Além disso, ‘Húmus’ também traz a voz de Arlindo Junior, a cantora Márcia Novo e Renata Martins.

Sem contar o elogiado clipe “Curió”, que foi animado pela ilustradora Bianca Mól (autora do livro “Contos de Papel” e conhecida pelo canal de YouTube Garota Desdobrável), o vídeo entregou o compromisso da RP em contar histórias com suas novas canções e foi uma das primeiras revelações do que o álbum iria demonstrar ainda mais na frente levando a assinatura do estúdio Montanha-Russa, de Curitiba, que teve a difícil tarefa de resumir o arco do álbum em dois clipes.

“O primeiro álbum é florestal, grandioso, épico, verde. Este segundo é cinza, intimista, pequeno, urbano. As canções da parte I são conectadas por ambiências e paisagens sonoras, é um disco sólido e unitário. A parte II tem músicas mais distintas, sem conexão e sem muitas paisagens, é um daqueles discos cujas faixas parecem ser de álbuns ou artistas diferentes. A pluralidade sonora de ambas as partes é igualmente rica, mas na segunda, há um caos calculado. Isso se deve à nossa visão de como retratar a cidade, multifacetada, ilógica e inconstante”, explica o baterista Viktor Judah, responsável pela produção musical do álbum.

Para 2019, a República Popular planeja uma turnê de lançamento e a gravação do DVD do projeto no Teatro Amazonas, no coração de Manaus.

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