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Rio Negro vira tema de documentário de TV japonesa

São 90 minutos dedicados a desvendar questões como a coloração negra das águas, as formações dos arquipélagos de Anavilhanas e Mariuá, além da curiosa quantidade de areia e a ausência de pouca sedimentação nas águas 18/03/2015 às 09:01
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TV japonesa percorreu os maiores arquipélagos fluviais do mundo
LÍVIA ANSELMO ---

Um rio de água negra e cheio de mistérios. Isso é suficiente para despertar a curiosidade de quem pouco conhece a região, tanto que o rio Negro ganhou um documentário com abordagem científico-pedagógica que será exibido na televisão japonesa nesta quarta-feira. São 90 minutos dedicados a desvendar questões como a coloração negra das águas, as variadas formações envolvendo os arquipélagos de Anavilhanas e Mariuá, além da curiosa quantidade de areia e a ausência de pouca sedimentação nas águas.

Um grupo de quatro japoneses guiados pelo coordenador do Programa Desenvolvimento Humano Integrado (PDHI) da Fundação Vitória Amazônica (FVA), Ignácio Oliete Josa, navegaram por 16 dias em uma expedição que partiu de Manaus até o parque estadual Serra do Aracá.

“Eles destacaram os botos, a diferença entre os tambaquis de água negra e de água barrenta e o fenômeno geológico que é a formação dessas praias de areia branca.

“Essa questão de como que o rio Negro, que quase não carrega sedimentos, conseguiu formar arquipelágos tão diferentes como Mamirauá e Anavilhanas, por exemplo. Na medida que fomos subindo o rio fomos desvendando  os questionamentos para o documentário”, disse.

A expedição passou pelos rios Demeni, Aracá, Jarauari e pelo igarapé preto. A FVA atua no rio Negro há 24 anos e, por isso, foi procurada para dar suporte e responder as questões relacionadas ao rio.

Para Ignácio, a exibição do documentário na TV aberta em um país do continente asiático mostra o potencial turístico da região. “A televisão japonesa se mostrou mais interessada com essa área do que os próprios brasileiros. Por uma lado é bom porque nossas belezas naturais chegam do outro lado. No entanto, sentimos que ainda falta um interesse local para mostrar o que temos aqui mesmo”, explicou.

Sem data para ser exibido no Brasil, o documentário deve chegar em um canal fechado.

Serra do Aracá

A região foi escolhida como destino final porque o interesse da produtora NHK também era mostrar as  formações geológicas no Amazonas, entre elas a cachoeira El Dorado, na categoria das maiores quedas d'água do Brasil, com 365 metros de altura, rivalizando diretamente com a Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina, na Bahia.

“Aquela região é muito curiosa. É uma região rica, que poderia ter seu potencial turístico explorado, mas enfrenta problemas por ser muito distante e não é tratada como prioridade”, lembra Ignácio. 

A FVA elaborou um plano de gestão do parque estadual. “Na elaboração desse plano. Conhecemos a área, fizemos levantamentos ecológicos e sociais da região. E depois também desenvolvemos a fazer um plano de uso. Nos últimos 8 anos tivemos muito próximo dessa região em termos logísticos e científicos”, ressaltou.

A ideia de levar a TV japonesa até o local é uma forma de promover a região. “Nós tentamos e gostaríamos de ver aquela região render bons frutos para as comunidades dali”, finalizou.

TV estatal japonesa

O documentário, com previsão de lançamento para o próximo mês de março, será veiculado na TV estatal japonesa NHK, revelando algumas teorias que ainda são fontes de controvérsias, bem como fenômenos já comprovados pela classe científica, segundo o Ignácio, da FVA.

O documentário

São 90 minutos dedicados a desvendar questões como a coloração negra das águas, as variadas formações envolvendo os arquipélagos de Anavilhanas e Mariuá, além da curiosa quantidade de areia e a ausência de pouca sedimentação nas águas. Foram 16 dias em uma expedição que partiu de Manaus até o parque estadual Serra do Aracá.

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